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A REDE

REDE UM GRITO PELA VIDA
“Enfrentar o tráfico de pessoas é nosso compromisso”



A Rede “Um Grito pela Vida” é Intercongregacional. Constituída por aproximadamente 150 religiosas/os de diversas Regionais e Congregações. Um espaço de articulação e ação profético-solidária da Vida Religiosa Consagrada do Brasil. Desde 2006, como parte constitutiva da CRB Nacional, atua de forma descentralizada e articulada com as organizações e iniciativas afins, nas diversas localidades, Estados e Municípios. Integra a Talitha kum – Rede internacional da Vida Religiosa Consagrada.

As religiosas/os que integram a Rede “Um grito pela Vida” atuam nas diversas regiões do país, articuladas em mais de vinte núcleos, integradas com as organizações eclesiais e civis, fomentando, promovendo e/ou participando de atividades e processos de prevenção e assistência e  intervenção política, buscando instruir e  instrumentalizar a sociedade a fim de coibir o crescimento da inserção de vítimas neste mercado do crime.

A Rede “Um Grito pela Vida” nos permite ampliar alianças intercongregacionais em prol da vida ameaçada e ferida, das pessoas traficadas e violentadas em seus direitos,  nos possibilita ensaiar passos de encarnação em novos espaços sociais, políticos e teológicos.








Com o lema: “Enfrentar o Tráfico de pessoas é nosso Compromisso”, a Rede  Desenvolve um conjunto de atividades de:

- Sensibilização e informação, priorizando os grupos em situação de vulnerabilidade, lideranças comunitárias, agentes de pastoral e outros;

- Organização de grupos de reflexão e estudo, aprofundando as causas e situações que o favorecem como: questões de gênero, violência, modelo de desenvolvimento, grande construções e projetos, grandes eventos, hedonismo midiático, aumento da precariedade do trabalho, corrupção, impunidade, entre outras;

- Capacitação de multiplicadores/as, visando ampliar a ação de enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, principalmente para fins de exploração sexual;

- Participação e mobilização social e politica de incidência na definição e efetivação de politicas públicas de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

O clamor das pessoas traficadas, especialmente da  mulheres, adolescentes e crianças, se impõem hoje como um Imperativo Carismático- profético para a Vida Religiosa Consagrada. A crueldade deste crime exige uma decidida e inegociável ação solidária e profética. A presença, a dor e o grito das vítimas é sacramento da presença de Deus clamando por vida, dignidade e libertação.

Somos convictas de que o tráfico de mulheres e crianças com toda sua complexidade se apresentam como um campo de atuação missionária, um “desafio-clamor, que nos toca profundamente e convoca a todas e todos a estar de maneira estratégica do lado das pessoas indefesas, com uma práxis libertadora ao modo de jesus de Nazaré. Trabalhar neste campo não é só uma opção, mas uma necessidade que o Evangelho nos impõe como condição de fidelidade ao Projeto do Reino.




Contribuição da Vida Religiosa Consagrada
                                                                                
                A Vida Religiosa consagrada tem como razão de ser a vocação de ser sinal do modo de ser de Deus no mundo. Revelar a primazia do amor de Deus para com a humanidade, sobretudo para com os que sofrem. Na origem de todas as Congregações religiosas, está um desafio-clamor vindo do mundo dos pobres, que ecoou para os fundadores/as como um apelo de Deus e se fez carisma-missão. Portanto na raiz de todos os carismas fundacionais está o grito da vida ameaçada.

               Ao longo da história as Congregações  procuraram atualizar seus carismas e respostas missionárias,  a partir  das demandas concretas de cada época. Pela força do Carisma a da missão de seguir Jesus no caminho dos pobres, a Vida Religiosa Consagrada, num movimento dinâmico de fé e solidariedade é convocada a viver a Consagração-Missão nas periferias e fronteiras, auscultando as interpelações de Deus no hoje da história.

  No contexto atual, o clamor das pessoas traficadas se impõe como um grito emergente que tem encontrado no interior da Vida Religiosa, majoritariamente na VR feminina, uma resposta de fé e compromisso. Decididas a estar de maneira estratégica ao lado das pessoas indefesas, com uma práxis articulada de solidariedade e cidadania a serviço da vida. Religiosas de várias Congregações têm nas últimas décadas, assumido mundialmente, a luta pela erradicação do tráfico de pessoas, como um campo de atuação missionária.

              Articuladas em redes elas atuam integradas com as organizações eclesiais e civis, fomentando, promovendo e/ou participando de atividades e processos de prevenção, assistência às vítimas e intervenção política que contribuam para instruir e instrumentalizar a sociedade, e coibir o crescimento da inserção de vítimas neste mercado do crime.

              Somando com os inúmeros atores que atuam no enfrentamento ao trafico de pessoas a principal contribuição da Vida Religiosa nesta luta, consiste na ampliação da compreensão e intervenção para além, da visão estritamente criminalística e repressiva do tráfico de pessoas. Desenvolvendo processos humanizadores, consciência crítica, e mística evangélica. Trabalhar as causas e os processos de resgate da dignidade e de reinserção social.

                 Outra contribuição e testemunho das Congregações  neste caminho de enfretamento ao trafico de pessoas é a sua força mobilizadora de articularem-se redes intercongregacinais através da sua presença em diversas partes do mundo e da canalização de seus recursos humanos, culturais e materiais, sobretudo os meios de comunicação para esta  causa. E sem dúvida o investimento na prevenção através de um amplo processo de formação/evangelização que inclua esta realidade.


Irmã Eurides Alves de Oliveira, ICM                                                                                                     


Coord. Rede Um Grito Pela Vida
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