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sábado, 29 de julho de 2017

30 de julho - Dia Mundial de Luta contra o Tráfico de Pessoas




A Rede Um Grito pela Vida completou, neste ano, 10 anos de enfrentamento ao tráfico de pessoas e exploração sexual. É integrante de Talitha Kum - Rede Internacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas e adere à Campanha Internacional #CoraçãoAzu, que é uma iniciativa das Nações Unidas, coordenada pelo UNODC. Esta ação visa a conscientização para lutar contra o tráfico de pessoas e seu impacto na sociedade.

Saiba mais: http://www.unodc.org/blueheart/pt/about-us.html
Conheça também a Red Ramá - Contra la Trata de Personas

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Rede realiza abordagem preventiva contra o tráfico de pessoas e exploração sexual na Rodoviária de Oiapoque

As referenciais da Rede realizaram, no dia 19 de julho, uma abordagem preventiva na Rodoviária de Oiapoque/AP com a distribuição de folders sobre o tráfico de pessoas e suas modalidades. As pessoas que por ali passavam também foram orientadas quanto ao abuso e a exploração sexual.

Essas informações dão visibilidade a esses crimes e abrem os olhos da população, para que não caiam nas armadilhas oferecidas através de falsas promessas de uma "vida melhor".

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Roda de conversa com professores de Manaus - Sensibilização sobre abuso, exploração sexual e tráfico de pessoas

A Rede Um Grito Pela Vida promoveu uma roda de conversa com os professores da Escola Estadual Waldir Garcia, no bairro Alvorada (Manaus/AM).

Foram trabalhadas as temáticas do abuso, da exploração sexual e tráfico de pessoas, na qual também foi abordado o funcionamento da Rede de Proteção, desde a escuta e o preenchimento da ficha de notificação, até os devidos encaminhamentos. Os professores deram um Feedback muito bom, afirma Sandra Loyo, articuladora da Rede. 


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Rede Um Grito Pela Vida na Mobilização da Semana do #CoraçãoAzul em Recife/PE

A Rede se uniu à mobilização da campanha Coração azul, no dia 21 de julho, no Parque da Jaqueira, Recife - PE. Estiveram presentes no evento membros de articulação de nossa Rede, representada por Ir. Piedade, Ir. Solange, Ir. Lindoura Balbino Souza, Brian Eyre e pelas leigas Fátima Oliveira, Mairiceia e Silvana Silva De Oliveira.

A mobilização foi realizada em parceria com o NETP/PE, PRF, Polícia Federal, Consulado Americano, DPCA, LBV, SDS/PE, Prefeitura de Recife e Núcleo de Enfrentamento do município de Ipojuca/PE.

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Casa Bethânia - Atendimento a meninas vítimas de abuso, exploração sexual e tráfico de pessoas em Macapá

#RedeUmGritoPelaVida visita a Casa Bethânia, que atende meninas vítimas de abuso, exploração sexual e tráfico. Atualmente, a casa abriga 21 meninas na faixa etária de 7 a 17 anos. As meninas são acompanhadas pelas mães sociais.

São três pequenas casas onde são abrigadas e realizam, em conjunto, todas as atividades da casa. Cada casa abriga 7 meninas, que em um turno vão à escola e no outro assumem as atividades e os estudos. Elas são acompanhadas por assistentes sociais, psicólogas e irmãs.

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Sensibilização sobre o tráfico de pessoas no Shopping Sumaúma e oficina com mulheres da Associação das Donas de Casa do Estado do Amazonas


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No dia 17 de junho, a Rede Um Grito Pela Vida, juntamente com o CRESS e a FRENPAC, estiveram presentes no shopping Sumaúma, localizado na zona norte de Manaus, como parte das atividades da SemanECA, promovida pelo Comitê Estadual de Enfrentamento da Violência Sexual contra crianças e adolescentes. Foi realizada uma oficina com mulheres da Associação das Donas de Casa do Estado do Amazonas e os temas abordados foram o #ECA, os cuidados com a criança e o adolescente e o #TráficodePessoas.



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A imagem pode conter: 9 pessoas, área internaA imagem pode conter: uma ou mais pessoas e área interna




CLAR 2017 - Celebração do DIA MUNDIAL CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS




LIBERDADE NÃO SE COMPRA DIGNIDADE NÃO SE VENDE


A Vida Consagrada na América Latina e Caribe está comprometida com UMA SOCIEDADE SEM TRÁFICO DE PESSOAS!

30 de julho

DIA MUNDIAL CONTRA O TRÁFÍCO DE PESSOAS

Proposta de Celebração

Utilize, com liberdade as sugestões que são oferecidas. Crie sua própria celebração, inclua elementos de reflexão, de acordo com a própria realidade da sua comunidade.

Ambientação: Prepare o lugar da oração, considerando que o azul claro é a cor para comemorar este dia. Você pode usar fotografias de pessoas em situação de tráfico, mulheres oprimidas, crianças em situação de exploração, mas também pensar na liberdade que é direito de todas e todos para ilustrar. 


CANTO: Dá-nos um coração grande para amar (ou outro canto que escolherem)

1. Motivação (a pessoa que está animando pode criar sua própria motivação, de acordo com a realidade da comunidade).

2. Oração inicial: Deus de Justiça e liberdade, nos reunimos diante de ti,
abraçados e abraçadas em solidariedade com nossas irmãs e irmãos que
vivem em escravidão em todas as partes do mundo (lembrar os
continentes...) Diante de ti, queremos fazer memória de milhões de
mulheres e homens que são vítimas da compra e venda para a exploração
sexual, para o trabalho forçado, o tráfico de órgãos, a servidão doméstica
e qualquer outra forma de abuso de sua dignidade e de seus direitos
humanos... Dá-nos tua força para nos unir ou criar redes de solidariedade
que nos ajudem a combater este abominável crime. Sabemos que tua
glória é a liberdade e a vida da pessoa humana e, por isso, te bendizemos
com nossas mãos e desde nossos passos comprometidos com a
liberdade e com a vida... Amém.

3. O relato de uma vítima em forma de poema... (pode ser lido por duas
pessoas)

- Já nem sei há quanto tempo fui enganada, mas vou contar-lhes minha triste
história... EU era uma menina que tinha uma pequena casa e um gato, um pai
alcoólatra e uma mãe amorosa. Quando adolescente me senti livre, um pouco mais livre para fazer aquilo que queria. Sair de casa era o que ansiava, ter uma
oportunidade, tudo o que tinha, eram meus desejos e minha inocência ingênua...


Enfrentamento ao tráfico de pessoas - Dinâmica de sensibilização com crianças e adolescentes na comunidade do bairro Infraero - Oiapoque/AP

17/07/2017  
A imagem pode conter: céu, barco, atividades ao ar livre, água e naturezaAs referenciais da rede e as três irmãs que moram no Oiapoque (Ruth, Teresinha e Zenilda) visitaram o CRAS, CREAS e o CRAM - Centro de Referência e atendimento à Mulher. Foi uma manhã muito rica, onde foi possível ter uma visão da rede de proteção da infância e das mulheres. Uma realidade de muitas violações de direitos, drogadição, álcool e violência sexual. Muitas meninas acabam entrando no ciclo das explorações desde a infância; existem muitas boates que funcionam 24h e dá para ver a olho nu as jovens circulando no entorno. Uma realidade muito chocante, visível a todos e todas, e que, infelizmente, é naturalizada, ressalta Sandra Loyo (articuladora da Rede Um Grito pela Vida).


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À noite a visita ocorreu no DPAC (Associação de Desenvolvimento, Prevenção, Acompanhamento e Cooperação) da fronteira, instituição que trabalha com acolhida às pessoas migrantes e vítimas de violência. Ouvimos muitos relatos de situações de violência de mulheres, principalmente sobre as vítimas do tráfico de pessoas para fins de exploração sexual e as pessoas que saem fugidas ou deportadas da Guiana Francesa, vindas dos garimpos. O grupo também realiza um trabalho de prevenção junto às mulheres profissionais do sexo e vão até as muitas boates na cidade, fazendo o trabalho de prevenção às DST. 

18/07/2017
Pela manhã, as referenciais da Rede Um Grito pela Vida se reuniram novamente com as três irmãs para visitar uma comunidade do bairro "Infraero", que fica próximo à pista de pouso. Uma comunidade de aproximadamente 300 famílias, considerada área de risco e muito violenta, que também se caracteriza por ser uma comunidade onde as famílias são chefiadas por mulheres, pois a maioria dos homens vão para os garimpos, ficando muito tempo fora; outros nunca mais retornam. 

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A imagem pode conter: 1 pessoa, nuvem, céu, árvore, planta e atividades ao ar livreNa comunidade também existe um quilombo formado pela família do pai Bene Furtado. Cerca de 100 pessoas vivem nesse lugar, dentre elas 48 crianças. A comunidade vive da tradição e da cultura matriz africana. Tentam manter os costumes e tradições no cuidado da vida e da natureza. Ao chegarmos no quilombo, nos encontramos com duas pessoas, cientistas sociais que estavam fazendo um estudo socioambiental sobre os possíveis impactos relacionaos à construção da usina de Clevelândia no Rio Oiapoque. O que nos chamou muita atenção: a consciência que eles têm em relação ao cuidado com o espaço onde vivem. Para eles, proteger a natureza é proteger a si próprio e os costumes, pois sabem que um depende do outro. Mantém uma religiosidade popular muito forte expressa através de três grandes festas: São Sebastião, da Entidade e do Tranca rua, onde mobilizam muitas pessoas. Oferece atendimento diário às muitas pessoas que o procuram pedindo ajuda e cultivam o culto religioso três vezes na semana. O líder é um homem de muita fé e experiência de vida não separa a fé da vida, pelo contrário, nos ensina. "Se o espírito estiver bem vai morrer bem, se estiver mal, vai morrer mal", ressaltou ele. Também se referiu à situação do país e o modelo econômico que destrói a vida e coloca acima de tudo o dinheiro; aí as pessoas se acostumam a explorar e ninguém mais vê a partir do olho humano e sim a partir do olho financeiro, então, me pergunto: o que é justiça nesse país? 

Eles têm consciência da importância do cuidado com a vida, da preservação do ambiente onde vivem, que é no meio da floresta, mas também sabem da dificuldade que enfrentam na falta de políticas voltadas para as comunidades tradicionais. Muitos abrem mão deste cuidado, em troca de motos, casa, pequenos objetos de primeira necessidade, o que dificulta o cuidado com a natureza. Vivem de uma forma simples; com as casas formando um círculo, colocam tudo em comum e cada um busca através de suas habilidades o sustento do quilombo.


Na parte da tarde, realizaram uma roda de conversa com 27 crianças e adolescentes, entre 8 a 18 anos. Através de dinâmicas trouxeram a realidade da comunidade, a partir do olhar dos seus olhares. Evidenciaram o que tem de bom na comunidade, ressaltando o rio, onde podem brincar; a escola e os terrenos com areia, onde podem jogar bola; mas identificaram muitos problemas que ferem a vida, destacando a violência, a falta de cuidado nas ruas, poluição do rios, brigas nas festas, bebidas alcoólicas, morte de jovens e também a violência contra as crianças e adolescentes que quase ninguém fala, o abuso e o estupro. 

O grupo foi orientado a como cuidar do corpo para que nenhuma violência aconteça. Relataram situações que acontecem na comunidade e a equipe orientou como se cuidar e denunciar. 


Na oficina com dez crianças, entre 3 a 7 anos, foi trabalhada a cartilha O Sumiço de Carolina, alertando as crianças para o cuidado com a vida. Elas expressaram através de desenhos como podem e devem se cuidar para que nenhum mal aconteça. Foi uma tarde muito linda de cuidado com a infância e adolescência.

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Sandra Loyo - Rede Um Grito pela Vida

sábado, 22 de julho de 2017

Encontro das Referenciais da Rede Um Grito Pela Vida com as lideranças das Pastorais Sociais em Macapá

No encontro das referenciais da Rede Um Grito Pela Vida foram socializadas as atividades da Região Norte e o conhecimento da triste realidade do tráfico de pessoas, abuso e exploração sexual. Foram apresentados os casos, as subnotificações e as rotas. O que chama atenção é que todas as pessoas relatam situações e casos de pessoas vítimas destes crimes.

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14 de julho - Sandra Loyo

Relançamento do Plano Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra crianças e adolescentes - 27 anos do ECA

A Rede Um Grito Pela Vida participou do relançamento do Plano Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra crianças e adolescentes e dos 27 anos do ECA, realizado na Assembleia Legislativa e promovido pelo Comitê Estadual de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em Manaus/AM. 
Cabe a cada um de nós fazer a nossa parte, na orientação e prevenção, pois as crianças e os adolescentes orientados e prevenidos serão os protagonistas de uma nova história.
"Avante", não devemos esmorecer. Continuemos na luta, no cuidado e proteção de nossas crianças e adolescentes , promovendo vida.
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Sandra Loyo - Rede Um Grito pela Vida

Os passos de nossa missão revelam muitos gritos pela vida - Visita a Oiapoque visa prevenção e enfrentamento ao tráfico de pessoas e exploração sexual

15/07/2017


Visita à comunidade Vila Vitória

As referenciais da Rede Um Grito Pela Vida dividiram-se em duas equipes, facilitando a visita em diversas famílias da comunidade Vila Vitória.

Visitaram também a São Jorge, que pertence à Guiana Francesa e fica às margens do rio #Oiapoque, do outro lado. Ao chegar à comunidade é visível o contraste. As casas das famílias brasileiras são pequenas, muitas ainda de tábuas, e por outro lado existe um número imenso de casas construídas pelos franceses e que se destacam por serem casas grandes geralmente de dois andares. A vila não tem saneamento básico, ruas e nem calçadas. As famílias relataram muitas situações de abuso sexual e estupros. Encontramos situações de famílias com filhas e filhos desaparecidos e muita pobreza. Muitas famílias que viviam há anos na Guiana Francesa estão voltando para morar no #Brasil, pois não conseguem mais viver por causa do custo de vida.

A imagem pode conter: céu, atividades ao ar livre, água e natureza
Ainda em #Oiapoque, a Rede promoveu oficina com mulheres em uma comunidade indígena.
Foi trabalhado o tema da violência com lideranças de algumas aldeias indígenas na aldeia do Manga. Mais de 25 mulheres, algumas caciques e outras lideranças de grupos de mulheres e estudantes. No tema da violência foi dada ênfase ao abuso, exploração sexual e o tráfico de pessoas. Muitas histórias de vida... Há uma grande preocupação das mulheres em proteger as aldeias para que as pessoas não caiam nesses crimes.

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#Denúncia 


Na viagem de Macapá a Oiapoque as referenciais da #RedeUmGritoPelaVida (Região Norte) experimentaram, na estrada, as dificuldades do povo. Uma viagem que geralmente se faz em 8 horas foi feita em 28 horas, devido às péssimas condições da única BR 156 que liga as duas cidades. Um descaso imenso dos poderes públicos que não se comprometem, apesar de a cada ano eleitoral assumirem o compromisso de asfaltarem a estrada. Quando as autoridades desejam chegar à cidade fretam, com dinheiro público, pequenos aviões. 


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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Uma viagem pelas periferias do mundo - Igreja em saída, presente nas periferias, na luta contra o tráfico de pessoas



Ajudar o povo a tomar consciência das situações de vida que fazem parte do seu cotidiano é o primeiro passo para construir um mundo melhor para todos, mas sobretudo para mudar a vida dos povos, de pessoas concretas que sofrem as consequências de uma sociedade onde tudo virou mercadoria, onde tudo tem preço, onde a vida vale pouco ou nada.


Mais uma vez a Rede Um Grito pela Vida, seguindo o chamado que o Papa Francisco faz a ser Igreja em saída, que se fez presente nas periferias do mundo, chegando num desses lugares onde bem pode ser chamado de “terra sem lei”. A fronteira entre o Amapá e a Guyana Francesa é lugar de passagem de pessoas que querendo uma vida melhor acabam perdendo o controle da própria vida, que fica nas mãos de gente sem escrúpulo que escraviza inocentes.

Neste ano em que a Rede Um Grito Pela Vida comemora dez anos de caminhada, quer conhecer uma realidade de fronteira onde ainda não tem um núcleo da Rede e animar a vida religiosa consagrada para que pense na possibilidade de um trabalho em rede. Por isso as referenciais da Rede Um Grito Pela Vida na Região Norte, decidiram como marco dos 10 anos fazerem a experiência, nos dias 09 a 23 de julho de 2017, nesta região. Estiveram presente as irmãs: Isabel do Rocio Kuss, Irmãs Catequistas Franciscanas, Acre; Roselei Bertoldo, Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Amazonas; Valmí Bohn, Irmãs da Divina Providência, Amazonas; Maria de Jesus Borges Costa e Josineide Maria da Silva, Irmãs de Notre Dame de Namur e Irmã Rosangela dos Santos, Irmãs Missionárias de Maria, Xaverianas.

Os encontros com a Vida Religiosa e as Pastorais Sociais no Amapá, onde foi apresentado o trabalho da Rede e a realidade do Tráfico de Pessoas na Região Norte, tem mostrado o apelo de acompanhar a vida das vítimas do abuso, exploração sexual e o  Tráfico de pessoas.

Conhecer o trabalho que está sendo realizado, como na Casa da Hospitalidade onde as irmãs, atendem 85 pessoas apartir do nascimento, portadores de deficiência, abusadas sexualmente e abandonadas; e a casa  Bethania, em Macapá,  também atendidas por irmãs que acolhem atualmente 21 meninas, onde relatam os casos de violência, têm ajudado a descobrir que o abuso, exploração sexual e o tráfico de pessoas estão cada vez mais presente na sociedade e no Estado. Diante disso, urge iniciar um trabalho organizado en rede.

Chegar no Oiaopoque é uma verdadeira aventura, uma viagem em que o risco toma conta das pessoas. O descaso dos poderes públicos se traduz em constantes atoleiros que fazem que ninguém saiba quando nem como vai chegar no destino, que uma viagem de oito horas se converta numa de vinte e oito. Nada que preocupe a quem anda de avião e engana o povo com promesas que nunca serão cumpridas.

Muitas vezes são mulheres indígenas as vítimas dessa violência irracional. Diante dessa realidade as mulheres caciques e lideranças querem encontrar os meios para proteger as aldeias e evitar que as pessoas se tornem vítimas desses crimes. Os relatos das mulheres que participavam da oficina na aldeia do Manga ajuda a sentir a vida sofrida de pessoas concretas, histórias que se repetem nas visitas a diferentes comunidades de um e outro lado do Rio Oiapoque, em território brasileiro e da Guyana Francesa, onde os euros dos cidadãos franceses constroem grandes mansões, que atraem mulheres e adolescentes pobres, que se tornam vítimas de estupros e abusos e que em muitos casos desaparecem para sempre.

O trabalho tem que começar pelas crianças, vítimas potenciais e reais de situações de abuso, como acontece com as meninas e meninos das muitas aldeias e comunidades. As oficinas ajudam as crianças e os adolescentes a se protegerem, através de materiais que mostram histórias de abuso, exploração sexual e do tráfico, como “O Sumiço de Carolina”.

O sofrimento ultrapassa as fronteiras e o trabalho de prevenção, realizado pelas irmãs que moram no Oiapoque, também tem que ir além dessas divisões que muitas vezes favorecem àqueles que se aproveitam das vítimas. As promessas de trabalho nos garimpos da Guyana Francesa são na verdade desculpas para a exploração sexual, de onde algumas mulheres conseguem fugir, enquanto muitas são exploradas até morrer.

As margens do Rio Oiapoque têm se convertido em lugar onde a violação dos direitos, drogadição, alcoolismo, violência sexual são realidades que a gente vê a olho nu. Uma realidade muito chocante, mas que infelizmente tem se naturalizado e que faz que crianças e adolescentes sejam exploradas em prostíbulos que funcionam 24 horas, lugares de morte e destruição de vidas inocentes que sofrem as consequências de uma sociedade que olha para o outro lado.

Mesmo diante de situações de opressão nunca podemos perder a esperança, pois isso nos ajuda a não desistir na lutar por um mundo melhor para todos. Nosso compromisso cristão faz que mude a vida de pessoas concretas, que descobrem no olhar misericordioso de Deus uma possibilidade de retomar uma vida plena e seu cuidado cheio de Amor.
Por Luis Miguel Modino - Jornalisa
e Roselei Bertoldo - Rede Um Grito Pela Vida.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Sensibilização, prevenção e articulação contra o tráfico de pessoas e exploração sexual em Macapá

Núcleos da #RedeUmGritopelaVida da Região Norte marcam os 10 anos da Rede realizando ação de sensibilização, prevenção e articulação em Macapá!



27 Anos do Estatuto da Criança e do Adolescente


Hoje celebramos os 27 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (#ECA), lembrando que são muitos os desafios e faz-se necessário ainda muita atenção e iniciativas do governo e da sociedade civil para que suas diretrizes sejam cumpridas. 

#RedeUmGritopelaVida atua atua no enfrentamento ao tráfico de pessoas, na prevenção e intervenção em casos de trabalho infantil e exploração sexual.


"O ECA foi instituído pela Lei 8.069 no dia 13 de julho de 1990.Ela regulamenta os direitos das crianças e dos adolescentes inspirada pelas diretrizes fornecidas pela Constituição Federal de 1988, internalizando uma série de normativas internacionais."