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terça-feira, 22 de setembro de 2015

23 razões para gritarmos contra a Exploração sexual e Tráfico de Pessoas


1- Tráfico de pessoas e exploração sexual são graves violações dos Direitos Humanos.
2- A exploração sexual é uma forma de agressão à dignidade humana.
3- A cada hora, 228 crianças, em especial meninas, são exploradas sexualmente em países da América Latina e do Caribe.(ONU)
4- O Tráfico de pessoas para exploração sexual perde em rentabilidade apenas para a indústria das armas e do narcotráfico. (ONU)
5- A exploração sexual representa 53% dos casos de Tráfico de Pessoas no mundo. (OIT)
6- Segundo o Disque 100, a cada hora, quase três denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes foram registradas no país ao longo de 2014.
7- Cerca de 4.500 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes foram registradas no primeiro trimestre de 2015. (SDH/GOV)
8- A exploração sexual transforma pessoas em objetos sexuais e/ou mercadorias.
9- Seguindo a mensagem de redenção do Senhor, somos chamados a denunciar e combater as novas formas de escravidão no mundo. (Papa Francisco)
10- Não podemos ser cúmplices pela via do silêncio e inércia. 
11- É preciso fortalecer a rede de denúncias e proteção contra esses crimes.
12- "Para cada violência denunciada, existem 10 não denunciadas." (SSPDS-CE)
13-  Foram mapeados um total de 1.969 pontos vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas rodovias federais, sendo 566 considerados pontos críticos e 538 com alto risco. (Mapeamento OIT, Childhood Brasil, SDH/PR e MPT)
14- A exploração sexual mercantiliza vidas por meio de redes de prostituição, pornografia, redes de tráfico e turismo sexual. 
15- É preciso sensibilizar a sociedade para a gravidade desses crimes que cerceiam a liberdade e destroem vidas. 
16- Na iminência da realização dos Jogos Olímpicos, precisamos reforçar os canais de comunicação para denúncia contra a exploração sexual de crianças e adolescentes.
17- Nos indignamos e nos compadecemos com o sofrimento das pessoas enganadas e exploradas. 
18- Entendemos que é parte de nossa missão lutar pela defesa dos direitos humanos, unindo-nos na caminhada em prol de um mundo melhor.
19- É preciso lutar por políticas públicas voltadas para a prevenção e enfrentamento do Tráfico de Pessoas, que apresenta como uma de suas modalidades a Exploração Sexual.
20- Falta informação para que a população possa entender, identificar e denunciar a exploração sexual e o Tráfico de Pessoas. 
21- Tod@s nós devemos nos comprometer para acabar com esse vergonhoso problema.
22- Com a internet, meninos e meninas estão cada vez mais vulneráveis aos aliciadores e aliciadoras. 
23- Gritamos pelo direito de viver com liberdade e sem violência. 

Comunicação Rede Um Grito pela Vida

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O sumiço de Carolina - Cartilha sobre exploração sexual e tráfico de pessoas


Clique na imagem para acessar a cartilha ou clique aqui.


Elaborada a partir da realidade do Norte do Brasil, a cartilha "O Sumiço de Carolina" é é um material gratuito que aborda os temas exploração sexual e tráfico de pessoas. A cartilha visa sensibilizar e auxiliar a compreensão do tema para crianças e adolescentes. 


Este material é uma realização da Rede Um Grito pela Vida, em parceria com o Núcleo de Estudos em Gênero, Famílias, Conflitos e Sexualidades – Azulilás/UFAM e Instituto Castanheira



Copyright 2015 © Rede Um Grito pela Vida - Regional AM/RR © Cáritas Arquidiocesana de Manaus © Instituto Castanheira © Azuliás Edição: Azulilás - Núcleo de Estudos em Gêneros, Famílias, Conflitos e Sexualidades - DAN/ICHL/UFAM. Supervisão: Dra. Raquel Wiggers Autor: Natã Souza Lima Revisão: Raabe Emy Souza Lima Ilustrações: Samantha Karlia Blog: http://gritopelavida.blogspot.com E-mail: gritopelavidaam@gmail.com Para mais histórias e trabalhos como este: nsouzalima@gmail.com institutocastanheira@gmail.com O Sumiço de Carolina - cartilha sobre tráfico de pessoas e exploração sexual Lima, Natã Souza et al. Rede Um Grito pela Vida; Cáritas Arquidiocesana de Manaus; Instituto Castanheira; Azuliás. Manaus: EDUA, 2015. Série Azulilás, 3 22 p. ISSN: 978-85-7401-487-6 1. Tráfico de Pessoas 2. Exploração Sexual 3. Abuso Sexual

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Lançamento do jogo educativo Rede pela Vida - Enfrentando o Tráfico de Pessoas

Apresentação

A pedagogia nos ensina o quanto é importante usar o lúdico no trabalho com crianças e adolescentes. Imagens, palavras e dinâmicas nos auxiliam na abordagem de temáticas da realidade social.




Considerando dados que indicam que as crianças e os adolescentes são os mais vulneráveis ao aliciamento pelas redes da Exploração Sexual e do Tráfico de Pessoas; conscientes de que a informação é a principal ferramenta para coibir essas práticas; e visando a construção da cidadania e o protagonismo desta geração por meio da formação da consciência crítica, temos a alegria de apresentar o JOGO PEDAGÓGICO REDE PELA VIDA. Nosso objetivo é contribuir na prevenção ao Tráfico de Pessoas, chamando as crianças e adolescentes a conhecer e protagonizar o enfrentamento desta realidade criminosa que destrói os sonhos e as vidas de tantas pessoas.

Os jogos são instrumentos que pertencem ao universo do brincar, da imaginação, da emoção, do prazer e da criatividade. Almejamos fazer do jogo REDE PELA VIDA uma ferramenta que possibilite às crianças e adolescentes o envolvimento com a realidade, utilizando a inteligência, a criatividade e o desenvolvimento do protagonismo para despertar sentimentos
e práticas de vigilância, solidariedade consigo mesmas e com as pessoas em situação de Tráfico Humano.

A Rede Um Grito pela Vida agradece a equipe de elaboração, formatação e direção criativa deste jogo pedagógico: Irmã Cecília Castro Gomes, Professora Vanessa Mariano Domingues e à Comunicadora e Articuladora Social, Fernanda Soares de Miranda Santos, pela dedicação, habilidade e competência no trabalho realizado.

Almejamos, enfim, que o presente material seja mais uma ferramenta na defesa e cuidado da vida numa perspectiva de luta contra o Tráfico de Pessoas, especialmente das crianças e adolescentes. Que este seja um instrumental capaz de alimentar na garotada o sonho e a possibilidade de superação dessa triste realidade, tendo como base de informação e inspiração o processo de conscientização e libertação que se apresenta na dinâmica do jogo.

BOM JOGO A TODAS E TODOS!

Ir. Eurides Alves de Oliveira
Coord. da Rede Um Grito pela Vida



"Considerando dados que indicam que as crianças e os adolescentes são os mais vulneráveis ao aliciamento pelas redes da...
Posted by Jogue a favor da Vida on Terça, 1 de setembro de 2015

VII Encontro Nacional da Rede Um Grito pela Vida


O VII Encontro Nacional da Rede Um Grito pela Vida foi realizado em Brasília, de 27 a 30 de agosto, no Instituto São Boaventura. 

Com uma agenda repleta de atividades, @s participantes se reuniram em torno de temas centrais, tais como a reflexão sobre a caminhada dos núcleos regionais, o processo eletivo da nova coordenação, a comunicação da Rede e a produção dos instrumentos pedagógicos. A formação girou em torno das relações de gênero e suas influências na sociedade, com assessoria de Jaqueline Leite, representante do CHAME (Centro Humanitário de Apoio à Mulher).

A presidente da CRB Nacional, Ir. Maria Inês Ribeiro, mad, deu as boas-vindas e deixou sua mensagem de motivação para a equipe, ressaltando que "A Rede Um Grito pela Vida é o braço profético da CRB".

Durante os produtivos de dias de encontro, as dificuldades e conquistas da Rede foram partilhadas, com pausas para momentos de oração e confraternização. O Projeto Caminhos de Liberdade, implementado pela coordenação neste ano de 2015, teve seus resultados e perspectivas apresentadas. Dentre os frutos do trabalho, financiado pelo Fundo Nacional de Solidariedade, apresentou-se o jogo educativo Rede pela Vida - Enfrentando o Tráfico de Pessoas, o protótipo da revista em quadrinhos intitulada Na trilha de Maria - Armadilhas Invisíveis e deu-se um panorama sobre a produção do vídeo spot para redes sociais que está em processo de construção. A Comunicação surgiu como ponto importante e necessário para a trajetória de visibilidade da Rede.

A coordenadora da Rede, Ir. Eurides Alves de Oliveira, ressaltou que "A missão da Rede se faz movida pelo espírito de liberdade. (...) Podemos fazer o bem sendo eficazes e significativ@s."

O VII Encontro Nacional concluiu suas atividades com a soma de muitas partilhas advindas da caminhada dos núcleos de todas as regiões do Brasil, muito aprendizado, esperança e novas ideias. 


Acesse as fotos do VII Encontro nos álbuns da nossa fan page!

"A missão da Rede se faz movida pelo espírito de liberdade. (...) Podemos fazer o bem sendo eficazes e significativ@s." (Ir. Eurides Alves Oliveira - coord.)
Posted by Jogue a favor da Vida on Quinta, 27 de agosto de 2015

Integração, articulação, parcerias, comunicação, mística, missão, recursos, fé!
Posted by Jogue a favor da Vida on Sábado, 29 de agosto de 2015

3º Dia do VII Encontro Nacional da Rede Um Grito pela Vida - Assessoria de Jaqueline Leite
Posted by Jogue a favor da Vida on Segunda, 31 de agosto de 2015

Rede Um Grito pela Vida elege nova coordenação


ESCRITO POR CRB COMUNICAÇÃO LIGADO . PUBLICADO EM DESTAQUE
Por Rosinha Martins| 30.08.2015| Religiosas e religiosos dos núcleos da Rede Um Grito pela Vida, rede nacional da Vida Consagrada para o enfrentamento do Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual, elegeram na manhã deste domingo, 30 a nova coordenação nacional.
Após um processo eletivo realizado durante os quatro dias do encontro, por meio de indicações, momentos de espiritualidade e diálogo, o grupo e elegeu com 54 votos,  Irmã Bárbara Halina Frugal da Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria; com 49 votos, Irmã Eurides Alves de Oliveira, da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria e 45 votos Irmã Anajar da Congregação das Irmãs
“Foi uma surpresa para mim mas eu acredito que é um desafio ainda maior por trabalhar em Belo Horizonte na Rede Um Grito pela Vida, percebo que realmente é um compromisso sério, que exige muita atuação e muita competência. Assumindo neste momento este serviço em nível nacional, sem dúvida será necessário se aprofundar muito mais, tendo mais consciência, mais parcerias para ajudar na caminhada do grupo”, disse Irmã
Sobre a problemática do Tráfico de Pessoas em Minas Gerais,  Bárbara disse que a Rede foca na questão da prevenção que se dá através da conscientização nas escolas. Um folder foi confeccionado para as escolas municipais, estaduais que atuam com adolescentes. Escolas e universidades tem aderido à proposta da Rede, desde o lançamento da Campanha Jogue a favor da Vida – denuncie o Tráfico de Pessoas.
Irmã Bárbara Halina (pronuncia-se Ralina) é natural da Polônia e há 17 anos atua como missionária no Brasil e desde de 2012 faz parte da Rede Um Grito pela Vida.
Irmã Eurides Alves de Oliveira fez um balanço da caminhada da Rede até então . “Foi um trabalho muito compartilhado com as articuladoras de região, com as referenciais. Um triênio muito denso de trabalho com atividades grandes que trazem um saldo muito positivo de crescimento na participação coletiva, de compreensão da dinâmica da Rede. É um tempo de gratidão por um caminho feito. Continuamos na perspectiva de continuar sendo um dos nós da Rede neste trabalho de animação”, enfatizou.
Irmã Anajar Fernandes da Silva, da Congregação das Filhas do Coração de Maria, é natural de Salvador – BA. Ela explica que a capital baiana é um grande foco de Tráfico por ser uma cidade litorânea, o que torna  necessário o trabalho da Rede de prevenção.
 “Achei significativo esse momento de eleição, porque sabemos que um grande número de pessoas traficadas são mulheres e negras e estando agora como colaboradora na equipe considero importante, porque trago como mulher, como baiana, esse referencial de que estou na defesa desse grande número de mulheres que são traficadas, mas sem negar as outras etnias. Estar na equipe será uma forma de trazer esse grito, muitas vezes silencioso das mulheres negras que não tem como se fazer ouvir”.
De acordo com Irmã Anajar, o núcleo da Rede contempla Salvador e Sergipe e o trabalho do enfrentamento se dá a partir da conscientização, cujas armas são a formação da consciência. “Usamos os meios de comunicação como rádio, jornais, televisão e  encontros para que as pessoas percebam a grande negativa que  o tráfico apresenta, que é a invasão do espaço alheio, da dignidade alheia. É um trabalho de chuva fina no terrenopara poder brotar a consciência”, afirmou. Irmã Anajar trabalha há três anos na Rede, mas sua paixão pelo trabalho nasceu a seis anos atrás quando teve contato com a Rede em Fortaleza.
A Celebração Eucarística de encerramento teve como presidente o Scalabriano padre Cláudio Ambrósio. Fazendo referência a leitura que tratava do Tráfico de José do Egito, padre Cláudio ressaltou que a grande motivação para traficar pessoas é o deus dinheiro. “Quando buscamos as razões da existência do tráfico sempre é colocado em primeiro lugar o deus dinheiro tomando o lugar do Deus verdadeiro, o deus mercado sendo dono das relações humanas.
Padre Claudio disse acreditar que como seguidores de Jesus, “temos que trabalhar muito para recolocar o Deus Verdadeiro no seu devido lugar, pois vivemos num clima de idolatria, de uma subjetividade egoísta que pensa no aqui e agora, sozinha, e que é totalmente contrária à mensagem do Evangelho”.

Tráfico de Pessoas e relações de gênero é tema de encontro da Vida Consagrada, em Brasília

ESCRITO POR CRB COMUNICAÇÃO LIGADO . PUBLICADO EM DESTAQUE

Por Rosinha Martins|29.08.2015| Cerca de 60 religiosas e religiosos advindos de todas as regiões do Brasil, se encontram reunidos em Brasília para o VII encontro nacional da Rede Um Grito pela Vida, rede nacional de prevenção ao Tráfico de Pessoas.
O evento, que acontece no Instituto São Boaventura dos Franciscanos Conventuais, em Brasília, reúne religiosas e religiosos dos 23 núcleos da Rede para debater o tema relação de gênero no enfrentamento do Tráfico de Pessoas para qualificar e ampliar a atuação profética e solidária dos núcleos na abordagem das causas geradoras Tráfico Humano.
“Queremos aprofundar e crescer a consciência do sentido de pertença à Rede Um Grito Pela Vida, fortalecendo a nossa identidade e compromisso, como também, estudar e analisar as relações de gênero como uma das causas estruturais do Tráfico de Pessoas e ainda, realizar o processo eletivo da articulação nacional”, afirma a coordenadora nacional da Rede, a religiosa da congregação do Imaculado Coração de Maria, Irmã Eurides Alves de Oliveira.
A religiosa da Congregação das Irmãs Clariassas Franciscanas, Rosa Maria da Silva Ferreira  disse fazer parte da Rede de prevenção ao Tráfico por que, como indígena,  se sente sensível à realidade do Tráfico que envolve as comunidades indígenas no Amazonas, especificamente no Pará e em Manaus.  “Meninas indígenas tem desaparecido de suas tribos, em Manaus, por tráfico para fins de exploração sexual, uma vez que a capital é  fronteira com a Venezuela. Sempre gostei de trabalhar com menores em situação de risco e me chama a atenção esta questão do Tráfico, e me identifico muito com este trabalho de prevenção”, disse.
Rosa informou também que no  Pará, área de sua atuação, o Tráfico acontece constantemente nas populações ribeirinhas. “O nosso trabalho de prevenção se dá nas escolas, nas praças e na formação para professores”.
“O trabalho de prevenção é muito importante por ser uma questão mundial”,afirmou a Irmã da Congregação das Irmãs de Jesus Crucificado, Maria Raimunda. “Em Brasília nós atuamos junto ao núcleo de enfrentamento de Tráfico do Ministério da Justiça, para somar forças. Realizamos em julho a semana de conscientização sobre Tráfico, em vista da prevenção. É uma parceira que está dando visibilidade e reconhecimento ao trabalho da Rede Um Grito pela Vida”. A ideia, acrescentou, “é formar uma rede de enfrentamento com instituições governamentais e não governamentais no DF”.
Na capital federal o Tráfico de Pessoas se dá, também, por meio das redes hoteleiras.  Outros casos, como ofertas de trabalho fora do país, também são comuns. “Estou acompanhando um caso de uma jovem brasiliense que está desaparecida após aceitar oferta de trabalho no exterior”.
Ainda de acordo com Irmã Raimunda, pessoas especiais, como surdos-mudos são vítimas do tráfico de pessoas no DF. Uma surda-muda contou para a mãe haver recebido uma proposta de trabalho em São Paulo. Interrogando-a,  a mãe descobriu que ela se encontrava com o aliciado em um hotel da cidade.
Dados comprovam que em todas as regiões do Brasil existe uma rota do Tráfico de Pessoas. No sul do Brasil a tendência é levar as garotas para as regiões de construção de usinas, no norte. Isso se deve, segundo o religioso scalabriniano que faz parte da Rede no Paraná, padre Cláudio Ambrósio, ao fato de que as paranaenses são vistas como belas, loiras, portanto presa fácil para a exploração.
Padre Cláudio relatou que sua paixão pelo trabalho de prevenção nasceu quando trabalhava no CELAM e na CNBB no setor de Mobilidade Humana. “Organizamos em nível nacional dois seminários sobre o tema, e paralelamente a isso nasceu na CRB a Rede Um Grito pela Vida,  quando comecei a participar e a conhecer experiências de pessoas traficadas”, relatou.
A Rede Um Grito pela Vida, é formada na maioria dos núcleos por mulheres consagradas. No Paraná, a rede nasceu a mais ou menos um ano partir de um religioso agostiniano e outro scalabriniano que se uniram para dar forma à rede na região. “Hoje somos um grupo de dez  religiosos e religiosas que formamos a Rede um Grito pela Vida no Paraná”, explicou padre Cláudio, cs.
Para padre Cláudio a  migração tem uma relação muito grande com o Tráfico por dois motivos. Primeiro porque fragiliza a pessoa, principalmente os indocumentados. Segundo porque os traficantes utilizam as mesmas rotas de migrantes para traficar as pessoas.
Padre Cláudio ressaltou, ainda, o fato de que o Tráfico faz parte do cotidiano e a sociedade não está atenta para isso. “Numa paróquia que trabalhava os fiéis me chamaram a atenção para uma Kombi que circulava nas vizinhanças da paróquia todos os dias levando e trazendo crianças da periferia para o centro. Descobrimos que eram crianças que  vinham trabalhar como medicantes e no fim do dia deveriam entregar cinquenta reais aos aliciadores. O que ganhavam a mais pertencia a elas. E se não conseguissem nada, sofriam algum tipo de castigo. Por trás de uma criança ou de uma pessoa especial que pede esmola, pode ter um traficante", advertiu.
Em mensagem por ocasião do encontro Latino-americano sobre o Tráfico de Pessoas, as coordenadoras das redes lationoamericanas de prevenção ao Tráfico, da Vida Consagrada, destacaram a importância de os religiosos e religiosas se incentivarem e se animarem para um compromisso cada vez  maior com  esta causa. “No Ano da Vida Consagrada, sentimos que precisamos intensificar a profecia através do anúncio da Boa Notícia e da denúncia de tudo aquilo que fere a dignidade das pessoas  e a violação dos seus direitos”, diz trecho da mensagem.
O tema das relações de gênero e tráfico de pessoas está sendo aprofundado durante todo o dia deste sábado, 29, pela socióloga, Jaqueline Leite. Para a assessora o tráfico tem muita ligação com as relações de gênero, no caso do Brasil, devido ao contexto no qual foram educadas as meninas brasileiras. Um contexto machista e patriarcal. “Nós fomos educadas para dentro do lar, para sermos donas de casa, obedientes ao marido, o que nos faz ser vistas como sexo frágil e mais vulnerável a crimes como o tráfico de pessoas”, acenou.
O VII encontro da Rede Um Grito pela Vida segue até o domingo, 30, quando a entidade apresentará a nova coordenação nacional.