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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Tráfico de crianças aumenta, diz mais recente relatório do UNODC

Mais de 2 bilhões de pessoas não estão devidamente protegidas contra o tráfico de seres humanos pela legislação de seus países, diz relatório; aumenta a preocupação com baixas taxas de condenação.

Reprodução/UNODC
Reprodução/UNODC
O Relatório Global 2014 sobre Tráfico de Pessoas, divulgado nesta segunda-feira (24) em Viena pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), mostra que, em cada três vítimas conhecidas de tráfico de pessoas, uma é criança – um aumento de 5% em comparação com o período 2007-2010. As meninas são 2 em cada 3 crianças vitimadas e, em conjunto com as mulheres, representam 70% das vítimas do tráfico total no mundo inteiro.

“Infelizmente, o relatório mostra que não há lugar no mundo onde crianças, mulheres e homens estão a salvo do tráfico de seres humanos”, disse o diretor executivo do UNODC, Yury Fedotov. “Os dados oficiais comunicados ao UNODC pelas autoridades nacionais dos diversos países representam apenas o que foi detectado. É muito claro que a escala de escravidão moderna é muito pior.”

Para ter acesso ao relatório (em inglês), clique aqui.
Reprodução de conteúdo - Fonte: http://nacoesunidas.org/trafico-de-criancas-aumenta-diz-mais-recente-relatorio-do-unodc/

BH encerra 1º Encontro formativo para multiplicador@s da Rede Um Grito pela Vida com enfoque nas relações de gênero

Nos dias 22 e 23 de novembro de 2014, Belo Horizonte realizou o 1º Encontro formativo para multiplicador@s da Rede Um Grito pela Vida com enfoque na Relação de Gênero. O Encontro foi assessorado pela psicóloga Anália Belisa Ribeiro, representante do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania (SP). 

Ao final do encontro, tod@s puderam expressar suas impressões sobre os dias de informação e partilha:
Que riqueza e profundidade!; que provocação!; Foi realmente este, o objetivo deste encontro, provocar e propor movimentos de vida, fortalecer e estreitar laços, parcerias, tornar a Rede mais conhecida e ampliar o conhecimento sobre o Tráfico de pessoas, enfatizando a violência contra a mulher.
Além da assessoria, tivemos partilha de iniciativas de conscientização sobre o tema nas escolas (JOCUM - Jovens com uma missão, da Rede de Igrejas Evangélicas), além da apresentação da pesquisa de campo sobre "Casas de passagens e casas de acolhida" de pessoas traficadas na Itália. Foi um encontro participativo, cheio de esperança e borbulhante de iniciativas para a caminhada da Rede em BH.




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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Tráfico de Pessoas - Atividade Ignóbil


Sete pessoas acusadas de tráfico internacional de pessoas foram condenadas pela Justiça mineira


Somente nos dez primeiros meses de 2006, os réus, em conjunto, já tinham enviado cerca de 40 travestis para prostituição na Europa. Eram cobrados de cada um, em média, 10 mil euros pelas passagens, hospedagem e alimentação, além do uso dos pontos de prostituição. Para que não retornassem ao Brasil sem pagar o que deviam, as vítimas tinham os passaportes retidos. Os contratos assinados antes da viagem chegavam a incluir bens da família como garantia. Houve um caso em que, não conseguindo pagar a dívida com suas atividades no exterior, o aliciado teve que vender a casa de sua mãe ao retornar ao Brasil.

Luciano Garcia, Maria José Ferreira Matos, Vilmar Rodrigues Cardoso, Elvis Osório, Aurora Osório Araújo, Wesley Rodrigues Pereira e Marcelo Carrijo foram condenados pela Justiça mineira por tráfico internacional de pessoas e prostituição, eles receberam penas que vão de 7 a 19 anos e 6 meses de prisão.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os réus levavam travestis para se prostituírem em países da Europa. A atuação do grupo criminoso começou a ser desvendada a partir de denúncias, pela Polícia Federal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, sobre o aliciamento de travestis na região do Triângulo e Alto Paranaíba.

As investigações resultaram, no dia 18 de outubro de 2006, na realização da Operação Caraxupé pela Polícia Federal (PF), quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão e dez pessoas foram presas nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina. A PF, na ocasião, descobriu que se tratavam de três grupos distintos que cometiam o crime.
Na sentença, o magistrado responsável pela sentença afirmou que existem provas quanto à relação de amizade entre os réus, mas cada grupo com sua “organização distinta para o exercício de seus negócios escusos, ilegais e imorais”. Levantamento apontou que somente nos dez primeiros meses de 2006, os réus, em conjunto, já tinham enviado cerca de 40 travestis para prostituição na Europa.

De acordo com o MPF, os líderes de cada grupo, que também eram travestis, recrutavam as vítimas em todo o Brasil, por indicações e pela internet, enviando-as para a Itália e Espanha. Para não despertar suspeitas, os travestis desembarcavam em Lugano ou Zurique, na Suíça, em Amsterdã, na Holanda, ou em Paris, na França, onde a fiscalização é menor e eles corriam menos risco de serem pegos pelas autoridades locais.

Eram cobrados de cada um, em média, 10 mil euros pelas passagens, hospedagem e alimentação, além do uso dos pontos de prostituição. Para que não retornassem ao Brasil sem pagar o que deviam, as vítimas tinham os passaportes retidos. Os contratos assinados antes da viagem chegavam a incluir bens da família como garantia. Houve um caso em que, não conseguindo pagar a dívida com suas atividades no exterior, o aliciado teve que vender a casa de sua mãe ao retornar ao Brasil. Ao serem presos, os acusados possuíam diversos documentos que comprovavam as práticas criminosas: fotografias, contratos, extratos bancários, passaportes e passagens para o exterior em nome das vítimas.

Ainda segundo o MPF, um dos grupos era chefiado por Luciano Garcia, codinome Luciana Garcia, que enviava travestis e transexuais para prostituição na Espanha. Luciana contava com o auxílio de Maria José Ferreira Matos, chamada de Zélia, cabeleireira da rua Augusta, na capital paulista, responsável pelo aliciamento de novas vítimas. O segundo grupo era chefiado por Vilmar Rodrigues, codinome Pamela, que recrutava, transportava e fornecia alojamento a diversas pessoas, principalmente travestis e transexuais, em sua residência. Em outubro de 2006, quando foi preso, viviam em sua “pensão” ao menos 16 travestis vindo de diversas partes do Brasil, com todas as despesas de transporte custeadas por Vilmar, todos à espera do embarque para a Itália.

Segundo as investigações do MPF, Vilmar Rodrigues, que era conhecido pela violência com que tratava as vítimas que não lhe pagassem pelo uso dos locais de prostituição e pela hospedagem, era dono de vários pontos de prostituição em Uberlândia. Ele cobrava cerca de R$ 80,00 por semana para que os travestis pudessem utilizar os locais. Assim, enquanto aguardavam o embarque, eles eram obrigados a se prostituírem, numa espécie de “estágio obrigatório”.

Elvis Osório de Araújo, a Lorraine, liderava o terceiro grupo. Ele era auxiliado por sua mãe, Aurora Osório, e pelos demais acusados, Marcelo Carrijo e Wesley Rodrigues, codinome Isadora. Ao contrário de Luciano e Vilmar, que atuavam apenas com travestis, Elvis também traficava mulheres para o exterior, principalmente para a Itália, onde comandava cerca de dez pontos de prostituição. Ele possuía inclusive uma casa em Milão, que era usada para abrigar aliciados.

Relatório da Situação da População Mundial do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) mostra que o tráfico de pessoas é a terceira atividade ilícita mais lucrativa do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas. O número de vítimas, entre homens e mulheres, chega a 2,5 milhões.
Fonte: O Tempo

Rede Um Grito pela Vida em apoio à Walk Free

CONSTRUTORAS, PAREM DE ESCRAVIZAR OPERÁRIOS

PARA: ANGLO AMERICAN, BROOKFIELD, EMCCAMP, MRV, OAS E RACIONAL


Você sabia que há hoje no mundo em torno de 35,8 milhões de pessoas vivendo sob alguma forma de escravidão contemporânea? 

Hoje a Fundação Walk Free lança o Relatório Mundial da Escravidão 2014 (Global Slavery Index 2014)1, no qual é apresentado um ranking de 167 países, de acordo com o número estimado de pessoas em situação de escravidão.

Para o Brasil, o Relatório Mundial da Escravidão 2014 estima que 155,300 pessoas estão submetidas a alguma forma de escravidão. Em 2013, pela primeira vez, o número de pessoas resgatadas da escravidão no Brasil foi maior na área urbana do que no campo. A construção civil teve papel decisivo nesta mudança de cenário2.

No último ano, a fiscalização flagrou trabalho escravo em obras da Anglo American, Brookfield, Emccamp, OAS, MRV e Racional3. São necessárias medidas concretas por parte das empresas para acabar com a escravidão nos canteiros de obras. Como forma de prevenir novos casos de escravidão, pedimos que Anglo American, Brookfield, Emccamp, OAS, MRV e Racional assumam compromissos para garantir condições mínimas de dignidade, segurança e vida para os trabalhadores.

Ajude a pressionar estas empresas a assumirem tais compromissos. Se ainda não participou da campanha, ASSINE agora o abaixo-assinado e/ou espalhe a mensagem em baixo entre seus amigos.

Desde já, agradecemos sua colaboração.

Rede Um Grito pela Vida em apoio à Walk Free

Acesse: http://campaigns.walkfree.org/petitions/construtoras-parem-de-escravizar-operarios/?utm_source=Subscribers&utm_medium=email&utm_campaign=construtoras-parem-de-escravizar-operarios&utm_content=Civil-Construction_TAF_Chaser_pt-BR_Brazil_17Nov14&source=Civil-Construction_TAF_Chaser_pt-BR_Brazil_17Nov14&preferred_locale=pt-BR

Ação da Rede Um Grito pela Vida em Porto Velho


No dia 4 de novembro de 2014 aconteceu Ação da Rede Um Grito pela Vida, núcleo de Porto Velho, na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Uma equipe de jovens organizou uma mesa informativa e de sensibilização sobre o tráfico de pessoas. O interesse dos estudantes foi bom! 

(Ir. Gabriella Bottani)


Dados da UNODC