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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Ação de Mobilização nos Postos Avançados de Atendimento ao Migrante na Capital do Amazonas.


No dia 27.12.2013 foi realizada uma Ação de Mobilização dos Postos Avançados de Atendimento Humanizado ao Migrante na Capital - Manaus, na parte da manhã a atividade aconteceu no Porto da CEASA, e na parte da tarde do Terminal Rodoviário de Manaus

Esteve presente a Rede Um Grito Pela Vida e a Equipe que compõe A Secretaria dos Direitos Humanos _ SEJUS. 
Foi um dia de distribuição de material e contato com as milhares de pessoas que passaram pelo porto e terminal rodoviário. 
Uma senhora ao receber o material, falou da importância da prevenção, pois ela foi vitima do tráfico para fins de exploração sexual aos 18 anos de idade, foi levada para o Mato Grosso, onde ficou em carcere privado por dois anos, conseguiu fugir, nunca denunciou pois tinha medo, hoje tem uma linda família e refez sua vida no anonimato, mas quer contribuir para que outras jovens não passem por esta situação.
Roselei Bertoldo



quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Vaticano: Papa lembra vítimas das guerras, catástrofes naturais e do tráfico de pessoas

Cidade do Vaticano, 25 dez 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco lembrou hoje no Vaticano todas as vítimas de guerras, catástrofes naturais ou tráfico de pessoas, em particular as crianças – “as vítimas mais frágeis” -, os idosos, as mulheres maltratadas e os doentes.
“Menino de Belém, tocai o coração de todos os que estão envolvidos no tráfico de seres humanos, para que se apercebam da gravidade deste crime contra a humanidade. Voltai o vosso olhar para as inúmeras crianças que são raptadas, feridas e mortas nos conflitos armados e para quantas são transformadas em soldados, privadas da sua infância”, declarou, na tradicional mensagem de Natal, desde a lógia das bênçãos da Basílica de São Pedro, na bênção ‘urbi et orbi’ (à cidade [de Roma] e ao mundo).
O Papa passou em revista os principais conflitos armados da atualidade, começando pela Síria, rezando para que Deus “poupe novos sofrimentos” às populações e as partes “ponham fim a toda a violência e assegurem o acesso à ajuda humanitária”.
“Fico feliz por saber que hoje também se unem a esta nossa súplica pela paz na Síria crentes de diversas confissões religiosas. Nunca percamos a coragem da oração, a coragem de dizer: Senhor, dai a vossa paz à Síria e ao mundo inteiro”, prosseguiu.
Também em relação ao Médio Oriente, o Papa manifestou o seu desejo de que se chegue a “um desfecho feliz” nas negociações de paz entre israelitas e palestinos e recordou o problema dos “atentados” no Iraque, precisamente no dia em que pelo menos 14 pessoas morreram e 30 ficaram feridas após um ataque à porta de uma igreja.
Francisco destacou a situação na República Centro-Africana, “dilacerada por uma espiral de violência e miséria, onde muitas pessoas estão sem casa, sem água nem comida, sem o mínimo para viver”.
A mensagem evocou as “tensões” no Sudão do Sul, que já provocaram vítimas e ameaçam a “convivência pacífica” nesta jovem nação, e a Nigéria, “dilacerada por contínuos ataques”.
A intervenção, em forma de oração, lembrou os cristãos “perseguidos” por causa da sua fé, os deslocados e refugiados, os emigrantes “em busca duma vida digna”.
“Que nunca mais aconteçam tragédias como aquelas a que assistimos este ano, com numerosos mortos em Lampedusa”, pediu.
O Papa criticou a “ganância e a ambição dos homens” que muitas vezes exploram “indiscriminadamente” os recursos do planeta e manifestou solidariedade às vítimas de calamidades naturais, “especialmente o querido povo filipino, gravemente atingido pelo recente tufão”.
Francisco começou por desejar um “feliz Natal”, com votos de paz e de esperança num mundo melhor.
“Deus é paz: peçamos-lhe que nos ajude a construí-la cada dia na nossa vida, nas nossas famílias, nas nossas cidades e nações, no mundo inteiro. Deixemo-nos comover pela bondade de Deus”, pelas "carícias de Deus", apelou.
"Não tenhamos medo de que o nosso coração se comova, precisamos disso", acrescentou.
O Papa dirigiu depois os seus votos natalícios a todo o mundo, em italiano, incluindo as pessoas que o acompanharam através dos meios de comunicação.
"Neste dia, iluminado pela esperança evangélica que provém da gruta humilde de Belém, invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: para as crianças e os idosos, para os jovens e as famílias, para os pobres e os marginalizados”, declarou.
Francisco pediu ainda que Jesus “conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados”.
“Feliz Natal para todos”, concluiu, perante dezenas de milhares de pessoas.
OC

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Formação sobre Campanha da Fraternidade - Tráfico Humano, Diocese do Alto Solimões.AM.

Encontro de Formação sobre a Campanha da Fraternidade na Diocese Do Alto Solimões, com o tema Fraternidade e Tráfico Humano. 
Em preparação a Campanha da Fraternidade 2014 a Diocese do Alto Solimões realizou a primeira capacitação para lideranças sobre o tema da CF 2014. Participaram diversas lideranças das paróquias, instituições e dos países vizinhos, Colômbia e Perú. Foi ampliada a equipe das três Fronteiras que terá a responsabilidade de coordenar e pensar as ações coletivas da Campanha. Ir. Rose Bertoldo



Formação Fraternidade e Tráfico Humano. Diocese de Roraima.

Formação sobre Fraternidade e Tráfico Humano na Diocese de Roraima-Boa Vista nos dias 26 e 27 de outubro de 2013. Com a presença de lideranças, Padres, Vida Religiosa da Diocese aconteceu a primeira capacitação sobre a Campanha da Fraternidade que trabalho o tema tráfico de pessoas. Na parte da manhã foi trabalhado a realidade do tráfico de pessoas no mundo e no Brasil e a realidade no Estado de Roraima, na tarte da tarde a partir do olhar da realidade a iluminação bíblico-teológico, no segundo dia o grupo trabalhou o agir, construindo caminhos para trabalhar o tema nos diversos espaços de missão. Ir. Rose Bertoldo






quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Cronista: Eduardo Gomes Nogueira ( Aluno do 7º período de Jornalismo do Uninorte, Manaus, AM )

CRÔNICA
Progresso nem sempre resulta em benefícios reais
Cronista: Eduardo Gomes Nogueira ( Aluno do 7º período de Jornalismo do Uninorte )
Podemos perceber que a humanidade passou por mudanças profundas quando analisamos os registros históricos que mostram as origens do homem como caçador, coletor e nômade. Daí, passando pelas Idades Antiga, Média e Moderna, ele adquiriu cada vez mais conhecimento científico, social e tecnológico, desenvolvendo habilidades que lhe permitiram não só dominar o espaço onde vive, utilizando de maneira racional e inteligente os recursos naturais, mas também habilidades e conhecimento que permitiram a ele viver de forma socialmente aceitável entre seus semelhantes.
Esse processo de evolução atinge seu apogeu na Idade Contemporânea, ou seja, os dias atuais, onde vemos um elevadíssimo progresso na ciência e tecnologia, o que permite a muitos de nós termos certos confortos, como medicina mais eficiente, meios de transporte e comunicação bem mais rápidos, isso se comparados ao modo vida das pessoas nas idades anteriores.
Mas  o que dizer do avanço social? Será que o conhecimento obtido nesse campo proporciona uma vida satisfatória às pessoas? A antropologia, a sociologia, a filosofia, as ciências sociais e políticas, bem como a religião conseguiram convencer os humanos a viver com respeito, paz, união e felicidade entre si?
Apesar das contribuições valiosas que as ciências humanas deram e dão, podemos ver que a maior parte da humanidade ainda não evoluiu no aspecto social. Por buscarem satisfazer apenas seus próprios interesses, os homens ainda continuam cometendo grandes atrocidades uns contra os outros.
Uma das mazelas sociais que ainda é muito comum nos nossos dias é o tráfico humano. Podemos destacar dentro desta prática abominável o tráfico de mulheres que, iludidas por aliciadores inescrupulosos, são convencidas a viajar para outros países com a promessa de ganhar mais dinheiro e ter uma vida melhor. Lá chegando, são obrigadas ou coagidas a se prostituir, transformadas em escravas sexuais.
Infelizmente, a nossa região amazônica é um dos principais focos deste crime hediondo. Valendo-se da ingenuidade das moças, principalmente de municípios do interior dos estados da região, os criminosos, alguns estrangeiros, recrutam essas moças e as encaminham preferencialmente para a Europa e América do Norte. Lá, os passaportes e documentos delas são confiscados e, não tendo alternativa por estarem em situação ilegal no país de destino, têm de se submeter à prostituição em boates, cassinos e clubes de streap tease, ganhando péssimos salários e sendo maltratadas.

A sociedade brasileira e a mundial têm de saber a respeito disso, pois só o conhecimento permite um combate mais eficaz contra esse abuso. As ações governamentais são pautadas em cima de dados como os que foram apresentados acima. Temos de ficar de olho e denunciar quaisquer atitudes suspeitas. Espero que as instituições governamentais tenham êxito no combate a esse e a outros crimes terríveis.

Há que pôr cobro ao tráfico de pessoas, uma vergonha, crime contra a humanidade: Papa Francisco a grupo de novos Embaixadores

“O tráfico de pessoas é um crime contra a humanidade. Temos que unir forças para libertar as vítimas e para deter este crime cada vez mais agressivo” – vigorosa denúncia e apelo do Papa Francisco, ao receber, nesta quinta-feira de manhã, 17 novos Embaixadores junto da Santa Sé que lhe apresentaram as respectivas Cartas Credenciais. Oito destes diplomatas provêm do continente africano: Argélia, Burkina Faso, Burundi, Cabo Verde, Lesoto, Serra Leoa, Uganda e Zâmbia. Cinco representam países europeus: Dinamarca, Islândia, Malta, Noruega e Suécia. Os restantes são da Ásia e Médio Oriente: Jordânia, Kuwait, Paquistão, e ainda o Representante Permanente da Palestina. Uma vez que não residem permanentemente em Roma, foram recebidos conjuntamente, como manda o protocolo.

O Papa começou por se congratular com as múltiplas iniciativas que a comunidade internacional mantêm para promover a paz, o diálogo, as relações culturais, políticas e económicas, e para socorrer as populações a braços com diversas dificuldades. E foi neste contexto que propôs à consideração de todos uma questão que – disse – o “preocupa muito e que ameaça a dignidade das pessoas – o tráfico de seres humanos”:

“É uma verdadeira forma de escravatura, infelizmente cada vez mais difundida, que afeta todos os países, mesmo os mais desenvolvidos, e que toca as pessoas mais vulneráveis da sociedade: mulheres e raparigas, crianças, pessoas com deficiência, os mais pobres e quem provém de situações de desagregação familiar e social”.

Trata-se de pessoas em que “nós, cristãos, reconhecemos o rosto de Jesus Cristo, que se identificou com os mais pequenos e necessitados”. E “outros que não têm como referência uma fé religiosa, em nome da humanidade comum partilham a compaixão pelos seus sofrimentos, com o empenho de os libertar e de aliviar as suas feridas”. Todos se devem unir para enfrentar a situação, libertar estas pessoas e “pôr cobro a este horrível comércio”, que envolve milhões de vítimas de trabalho forçado, da escravatura de pessoas como mão de obra ou para exploração sexual”.

“Isto não pode continuar… Não se pode permitir que estas mulheres, estes homens, estas crianças, sejam tratados como objectos, enganados, violentados, muitas vezes vendidos repetidamente, com diversas finalidades, e finalmente mortos ou pelo menos destruídos no corpo e no espírito, acabando postos de lado e abandonados. É uma vergonha”.

Sublinhando que se trata de um crime contra a humanidade, o Papa pediu que se unam esforços, para deter este crime que, para além das pessoas, ameaça os próprios valores fundantes da sociedade e mesmo a segurança e a justiça internacionais, assim como a economia, o tecido familiar e a rede das relações em sociedade.

Foto: Embaixadores recebidos por Papa Francisco (foto de arquivo)

O novo Embaixador de Cabo Verde junto da Santa Sé, Antero Veira, acumula este cargo com o de Ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território

 

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Seminário Sobre Mulheres, Violência e Tráfico de Pessoas num contexto de mega eventos. Porto Alegre- RS

“Mulheres, Violência e Tráfico de pessoas num contexto de mega eventos”
              Em parcerias com a Caritas RS, Movimento das Mulheres Camponesas MMC, a Rede Um grito pela Vida, realizou no dia 29 /11, no auditório da Livraria Paulinas, em Porto Alegre/RS, o seminário Estadual  com o tema “Mulheres, Violência e Tráfico de pessoas num contexto de megaeventos”. O mesmo teve como objetivo refletir sobre a gravidade da realidade de violência e tráfico de mulheres na sociedade contemporânea, em sintonia com a campanha de 16 dias de enfrentamento a violência contra mulher, a Campanha da fraternidade 2014 que versará sobre o tráfico de pessoas e o contexto de mega eventos que já vive o país na preparação para a copa do mundo no próximo.
             O evento reuniu e reuniu mais de 80 pessoas, representantes de mais de vintes entidades e organismos das igrejas, sociedade civil e estado. Com um painel temático a seminário abordou o tema da violência e tráfico de pessoas nos seus aspectos teóricos e vivenciais, como temas realidades que atinge milhares de pessoas em todo o mundo, principalmente as populações empobrecidas, as mulheres, juventudes e crianças.
Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o número de pessoas traficadas no planeta atinge a casa dos quatro milhões anuais. E o Brasil é um dos países campeões no mundo em relação ao fornecimento de pessoas, particularmente mulheres para o tráfico internacional. Estima-se que 700 mil mulheres e crianças passam todos os anos pelas fronteiras internacionais do tráfico humano. É o País responsável por 15% das pessoas exportadas da América Latina para a Europa.
               Sobre o Tráfico de Pessoas, Irmã Eurides A. Oliveira, coordenadora da Rede um grito pela vida afirmou, que o Trafico de pessoas,  particularmente o tráfico de mulheres é um fenômeno abominável, considerado a escravidão moderna de nossos dias. É uma realidade de múltiplas faces, fruto de um projeto de desenvolvimento pautado pelo lucro e pelo privilégios de uns poucos, que abusam e aproveitam as situações de vulnerabilidades das pessoas, para enganar, iludir, dominar, traficar e violentar. E, a realização da copa do mundo no Brasil, tende  a fazer com que o tráfico, assim como a exploração sexual aumente. Isso ocorreu nos países da Alemanha e da África do sul que sediaram as copas anteriores e no Brasil com certeza não será diferente, se a sociedade não se preparar para enfrentar e alertar a população destes riscos.  Precisamos nos apropriar mais desse tema, para ajudar a combatê-lo. E com este  proposito irmã Eurides, comunicou e apresentou o Slogan e e proposta  da Campanha jogue a favor da vida, que a Rede esta organizando e convidou o grupo a somar com esta iniciativa.
          Acerca da Violencia contra as mulheres a irmã Carmen Lorenzoni, falou sobre o trabalho que o MMC (Movimento das Mulheres Camponesas), realiza para enfrentar a realidade da violência contra a mulher e afirmou: Falar de violência, é falar da vida de homens e mulheres. Muitas vezes, de uma vida sofrida, matada. É um tema duro e difícil que nos provoca profundamente, pois normalmente quem mais sofre são as mulheres, principalmente no campo. No enfrentamento da violência é preciso cumplicidade e solidariedade das mulheres e dos homens que também abominam estas práticas. As desigualdades de Gênero, naturalizadas pela cultura e moral precisa ser desconstruída, elas são pilares de perpetuação da violência de gênero.
          Pelo Núcleo de Enfrentamento ao tráfico de pessoas no Estado do RS  a Coordenadora  Alexia Meurer, falou sobre as ações que estão sendo para combater o tráfico de pessoas no estado, afirmando que o núcleo foi recentemente criado e esta pouco a pouco construindo sua agenda de atividade;  apresentou o II plano de Enfrentamento ao tráfico de pessoas e a  campanha Coração Azul que é uma iniciativa do Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crimes (UNODC) voltada para conscientização sobre o Tráfico de Pessoas no intuito de sensibilizar a sociedade e e inspirar aqueles que detêm poder de decisão a promover as mudanças necessárias para acabar com esse crime”.
               Durante o seminário, foram ainda, apresentadas algumas experiências de enfrentamento  ao tráfico humano e a violência contra mulher, como a da Cáritas Arquidiocesana de Passo Fundo que trabalha com mulheres, a cerca de 30 anos com formação e acesso aos direitos das mulheres. As “Mulheres da Paz”, de Canoas, projeto do governo federal assumido pela secretaria de políticas publicas para Mulheres, O trabalho transforma mulheres em lideranças comunitárias para atuar numa perspectiva feminista, de gênero e com articulação com a comunidade local no enfrentamento a violência e criação da cultura da paz.. e experiência da “Rede Grito pela Vida” no enfrentamento ao  trabalha o tráfico humano em todas as regiões do país, com diferentes ações de prevenção, mobilização e incidência politica e por última a experiência aas “Promotoras Legais”, de São Leopoldo, que trabalha a formação e capacitação de mulheres empobrecidos, compartilhando informações sobre os canais de acesso aos direitos.