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quarta-feira, 31 de julho de 2013

TRÁFICO HUMANO: NOSSA GERAÇÃO PODE ACABAR COM ESSE CRIME, JÁ!

21 milhões de vítimas no mundo! 1,8 milhão só na América Latina.
 O número de pessoas traficadas ou/e escravizadas no mundo de hoje ultrapassa o de qualquer outro momento da história da humanidade. Estimativa global da OIT publicada em 2012 indica que cerca de 20,9 milhões de pessoas são vítimas de tráfico humano, seja no trabalho forçado (14,2 milhões) seja na exploração sexual (4,5 milhões). Nesse total, mulheres e meninas representam 11,4 milhões (55%), enquanto homens e meninos representam 9,5 milhões (45%); 15,4 milhões de vítimas são maiores de 18 anos (74%) e 5,5 milhões estão abaixo dessa faixa etária. O Escritório da ONU sobre Drogas e Crime estima em 140 mil o número de pessoas - mulheres principalmente - traficadas e exploradas sexualmente em países da Europa. Entre elas, 18 mil (13%) são sul-americanas. A Espanha é um dos principais destinos, seguida de Itália, Portugal, França, Holanda, Alemanha, Áustria e Suíça.

 No Brasil, para onde historicamente foram traficados milhões de escravos, principalmente da África, a modalidade mais visível do tráfico humano contemporâneo é o trabalho escravo (ou tráfico de pessoas para fim de exploração laboral), um gênero presente hoje sob as espécies do trabalho forçado, da jornada exaustiva e do trabalho em condições degradantes. Em sua maioria, as vítimas são aliciadas em bolsões de pobreza no Norte e Nordeste do país. A cada ano, mais de 200 casos são relatados, com incidência maior na região amazônica. De 1995 para cá, já foram libertados mais de 45 mil pessoas, em sua grande maioria homens, em cerca de 2000 estabelecimentos, em todo o país, principalmente no campo (desmatamento, roço, carvoarias, canaviais, grandes lavouras), mas também em canteiros de grandes obras e, na cidade, em oficinas de confecção, envolvendo trabalhadores latino-americanos. Nenhum estado está imune a essa prática.

O tráfico humano voltado para a exploração no mercado do sexo tem no Brasil várias rotas para dentro e para fora do país. Os levantamentos disponíveis são parciais, pois raras são as denúncias. Em sua maioria os casos permanecem na clandestinidade, gerando um cenário de muitos dados ocultos. De 475 vítimas identificadas em pesquisa recente do Ministério da Justiça, traficadas do Brasil para o exterior no período 2005-2011, a maioria vinha da Bahia, de Pernambuco e do Mato Grosso do Sul. As rotas iam para Suriname, Suíça, Espanha e Holanda. A finalidade era principalmente a exploração sexual. Pesquisa anterior (PESTRAF, 2002) havia mapeado 241 rotas de trafico interno e internacional de crianças, adolescentes e mulheres para fins de exploração sexual e identificado como destinos, além dos já citados: Paraguai, Venezuela, República Dominicana, Portugal, Israel, França, Japão, Estados Unidos.


CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL – GT ENFRENTAMENTO AO TRÁFICO HUMANO – COMISSÃO PASTORAL DA TERRA
PELO DIREITO DE CADA PESSOA À DIGNIDADE, À LIBERDADE
É direito de toda pessoa a decisão de mudar de seu estado ou de seu país para outro, na busca de novos horizontes ou do seu elementar sustento. O que não pode é essa migração virar sinônimo de armadilha, tráfico, exploração, escravidão.  Diferentes do contrabando (auxílio na passagem irregular de fronteiras) que em si não implica em tráfico, existem formas sofisticadas e enganosas de recrutamento (aliciamento) cuja finalidade é a exploração da pessoa, podendo culminar na sua escravização, seja no trabalho (“análogo a de escravo”), seja na exploração sexual, na remoção de órgãos ou na adoção irregular, com ameaças, dívidas compulsórias, abusos, violências. Escravo é aquela pessoa tratada como coisa e, às vezes, pior que animal. O aliciamento ocorre geralmente por meio de promessas enganosas, acompanhadas ou não por adiantamento de dinheiro. Podem ser propostos serviços braçais ou domésticos, ou ainda na área do entretenimento (dançarina) ou da moda (modelo). O eventual consentimento dado ao aliciador pela vítima, muitas vezes sob fraude ou coação, não altera nada: isso é crime. O tráfico humano é um universo clandestino que envolve este conjunto de situações. Nele a liberdade e a dignidade das pessoas, submetidas a condições degradantes ou a trabalhos forçados, vêm sendo negadas, em benefício do lucro de traficantes: os exploradores e seus intermediários.

Uma luta profética da Igreja no Brasil

O combate à escravidão contemporânea no Brasil iniciou nos anos 1970 com a atuação profética da Igreja, especialmente na figura do bispo Pedro Casaldáliga, acolhendo e tornando públicas as primeiras denúncias de trabalhadores escravizados em plena floresta amazônica. Hoje referência na comunidade internacional, a mobilização do nosso país ganhou força com o engajamento da Comissão Pastoral da Terra, da Pastoral do Migrante, da Conferência dos Religiosos do Brasil e do conjunto da Igreja. O Brasil já tem políticas estabelecidas contra o tráfico humano: Plano nacional para erradicação do trabalho escravo (2003 e 2008), Plano nacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas (2008 e 2013). A CNBB escolheu o enfrentamento ao Tráfico Humano como tema da Campanha da Quaresma 2014 (Campanha da Fraternidade).

No irmão traficado, na irmã escravizada,
é nossa própria filiação divina que vem sendo negada.
É a fraternidade que é abolida. Oxalá a CF 2014 possa acordar a todos nós para uma vigilância redobrada e dinamizar nosso esforço coletivo para erradicar a chaga do tráfico humano em nosso meio! Pois “é para a liberdade que Cristo nos libertou!”

NOSSA GERAÇÃO PODE ACABAR  COM O TRÁFICO HUMANO!
PARTICIPE DESTA LUTA! ABRA O OLHO! DENUNCIE!


domingo, 21 de julho de 2013

CPI da Exploração Sexual de Crianças decide voltar a Coari (AM)

Parlamentares pedem proteção para vítimas e familiares que prestaram depoimento à CPI em Coari, no Amazonas, e estariam sendo ameaçadas por grupo de extermínio.
Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes da Câmara decidiram voltar ao município de Coari, no Amazonas, depois do recesso parlamentar. Esta foi a principal decisão dos parlamentares em reunião com a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Maria do Rosário, ocorrida na tarde desta terça-feira (16).
Além de colher os depoimentos suspeitos de envolvimento com a suposta rede de pedofilia chefiada pelo prefeito, Adail Pinheiro, os parlamentares querem levar ao município uma força-tarefa de órgãos estatais ligados à defesa dos direitos das crianças e adolescentes. “É preciso romper com essa situação de impunidade justamente para diminuir a sensação de medo, que nós sentimos com muita força quando lá estivemos”, disse a presidente da CPI, deputada Erika Kokay (PT-DF). “Nós vamos voltar a Coari, mas vamos com uma força tarefa, com outros organismos do estado, para realizar um processo de investigação que deixe absolutamente claro o que está acontecendo lá”, completou.
A força-tarefa será integrada por órgãos públicos ligados ao combate à pedofilia, como a Secretaria de Direitos Humanos, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e o Ministério Público Federal, entre outros.
Proteção a testemunhas
Os parlamentares foram pedir à ministra que tome medidas para proteger a integridade física das vítimas e familiares que prestaram depoimento à CPI durante a visita dos parlamentares ao município, na semana passada. “Nos chegaram notícias de que haveria um grupo de extermínio atuando em Coari, intimidando a população e especialmente as pessoas que ofereceram denúncia”, afirmou Erika Kokay.
A Secretaria de Direitos Humanos confirmou que trabalhará para incluir imediatamente os depoentes da CPI em programa de proteção a testemunhas. A pasta também fará acordo para incluir o município de Coari em um convênio firmado pela secretaria com o governo do estado do Amazonas, voltado para a proteção de crianças e adolescentes.
Participaram da reunião com a ministra, além da presidente da CPI, o 2º vice-presidente, Jean Wyllys (Psol-RJ) e a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), também integrante da comissão

Fonte:
.http://amazonia.org.br/2013/07/cpi-da-explora%C3%A7%C3%A3o-sexual-de-crian%C3%A7as-decide-voltar-a-coari-am/

Trabalho de prevenção ao tráfico de pessoas no Festival do boi bumba em Parintins.

MISSÃO DA REDE UM GRITO PELA VIDA de 23 A 27/6/2013
MUNICÍPIO DE PARINTINS.

  INTRODUÇÃO
 A programação das atividades da Rede no Amazonas vem se intensificando na medida mesma em que suas atividades vão se desenvolvendo e esta é chamada a contribuir mais e mais através das parcerias.  O trabalho de prevenção ao TP em Parintins era esperado com grande expectativa pela Rede por ser um dos municípios mais vulneráveis para o TP, segundo a pesquisa da Universidade Federal do Amazonas-UFAM. Os festivais de Parintins a cada ano movimentam milhares de pessoas que se deslocam de vários municípios,especialmente de Manaus, em direção a festa do boi-bumbá mais famoso do mundo.Nesse contexto de festa tem vários desafios: barcos superlotados,como foi o que viajamos e tivemos que denunciar à capitania dos portos ao chegarmos em Parintins; hotéis que recebem muitos turistas, barcos-hotéis que aportam em toda a orla do rio na linda fachada da cidade e o movimento de partidários dos bois caprichoso e garantido nos bares, ruas e praças dia e noite.Tudo isso, inegavelmente  marcado por uma atmosfera de alegria que contagia e preocupa ao mesmo tempo.

Fomos premiadas/o com imagem  bonita do luar na escuridão da noite, clareando nosso caminho e confirmando a presença daquele que  nos acompanha sempre, indicando o raiar de um novo dia para todos os libertados da escravidão.

Em conjunto com a SEAS- Secretaria de Assistência Social, preparamos uma programação para nossa atuação nos dias que antecederam  a festa tendo em vista o Enfrentamento a violência sexual contra crianças e adolescentes e combate ao Trabalho Infantil,Tráfico de Pessoas para fins de Exploração Sexual, Trabalho Escravo eTráfico de Órgãos.

A presença da Rede no município foi previamente articulada por Pe. Zenildo, Secretário da CNBB que nos esclareceu a ausência de D. Giuliani nesse período. Ele nos colocou em contato com o Vigário Geral  Pe. Dinelly que nos convidou a participar da reunião do clero no dia 24/06/13. Além da realização das atividades de prevenção com a SEAS, tivemos como objetivo articular com lideranças religiosas locais para dar a conhecer a Rede Um Grito Pela Vida, sensibilizar e se possível viabilizar um núcleo da Rede em Parintins como já acontece em vários lugares do Brasil  tendo a erradicação do  Tráfico de pessoas como finalidade.

A programação em parceria com a SEAS teve início no dia seguinte com a  pauta: oficina, visita a  hotéis, pensões e bordéis, panfletagem no porto e outros locais da cidade, ciclismo com carro de som e passeata  ao redor do centro da cidade.

Chegamos à manhã de 24 de junho com hospedagem preparada por Ir. Paulina (coordenação da CRB). Fomos recebidas/o na residência de D.Nazaré, 092 3533 4199 // 9267 0707
 (prima de Ir. Mariete – ASC, participante da Rede)  uma filha de Nossa senhora do Carmo (Padroeira de Parintins), Rua 31 de Março-centro da cidade que, igualmente a maioria das famílias amazonenses, soube partilhar o seu aconchego.  Ao longo deste primeiro dia fizemos contato com o diretor e representantes da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SEAS). Tomamos conhecimento da cidade e fizemos breve diagnóstico da mobilização em preparação para o 48º Festival Folclórico de Parintins.

Nossa equipe:
Fr. Celso Caldas– Email: freicaldas@yahoo.com // 8832 7040
Ir. Delires Brum - Email: deliresmariab@yahoo.com // 9299 4701
Ir. Fátima Barbosa - Email: bbarbosafatima@hotmail.com // 9122 9693
Gorete Oliveira (leiga) - Email: gorete@hotmail.com // 9268 0526
Ir. Nilda Nair Reinehr - Email: nilda.nair@hotmail.com// 9122 7800
Ir. Rosângela Silva - Email: ro-silva@ibest.com.br // 9227 2207

25/06/13
No dia seguinte, pela manhã, uma parte da equipe se dirigiu ao Centro de Convivência do Idoso, onde, por volta das 9h, foi feito a abertura da Campanha de Enfrentamento à Violência Sexual a Crianças e Adolescentes e Combate ao Trabalho Infantil, coordenada pelo diretor da SEAS Ítalo Nonato e pela secretária municipal de assistência social Vanessa Aguiar. Foram convidados para participar da campanha autoridades civis e militares e os diversos seguimentos da sociedade civil organizada. Para compor a mesa de abertura foram convidados os seguintes representantes: Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) professora Ednéia, Delegada de Polícia Municipal, Rede “Um Grito pela Vida”, Ir. Rosangela Silva, dentre outros.
 Pela nossa equipe falou Ir. Rosângela destacando a nossa presença neste momento particular do Município, o trabalho que a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) vem desenvolvendo no estado do Amazonas na defesa e cuidado pela vida por meio do projeto nacional “Um Grito pela Vida”, chamando a atenção para o Tráfico de Pessoas que é o terceiro negócio ilícito mais lucrativo do mundo, a exploração sexual, que é o aliciamento de crianças, adolescentes e jovens, principalmente, com a falsa promessa de um futuro melhor; a exploração do trabalho, que leva a escravização da pessoa humana quando é forçada a contrair dívidas impagáveis pela aquisição de ferramentas de trabalho, alimentação, alojamento etc ; o tráfico de órgãos, crime cometido por quadrilhas especializadas que se sustentam pela compra e venda de órgãos de pessoas, por exemplo, rins e córneas.

Outra parte da equipe, representada pelas Irmãs Delires, Nilda e Fátima, participou da reunião do clero, na Paróquia São Sebastião, residência Paroquial, onde moram atualmente as Irmãs Missionárias da Imaculada-PIMI.
Fomos muito bem recebidas pelas Irmãs e pelo clero. Foram receptivos ao problema, interessados em conhecer o assunto e abertos a dar continuidade ao trabalho em Parintins.
Inicialmente Fátima nos apresentou como membros da Rede Um grito pela Vida e, em seguida, Nilda falou das origens da Rede, situando desde seu embrião na Reunião da UISG - União Internacional das Superioras Gerais, da qual se criou a rede Talitha Kum que iniciou seus trabalhos em 2004 e integra um projeto de enfrentamento ao tráfico de pessoas em parceria com a Organização Internacional das Migrações – OIM, até a formação da rede em Manaus à qual estamos buscando parcerias para estendê-la por esta Amazônia. Ir Fátima então apresentou os objetivos da Rede e de nossa presença em Parintins nesses dias 23 a 27, Delires falou do II Plano Nacional de enfrentamento ao Tráfico de Pessoas... Fizemos a entrega do material que dispúnhamos, e vimos caminhos de articulação para o trabalho da semana.
Desta reunião resultou:
·         Um pedido de Pe. Mauro Romanello – Pároco da referida paróquia – Tel: vivo: 9234 5069 e Oi: 8817 0564, para um trabalho com catequese: Pais, catequistas e catequisandos, no mês de agosto próximo.
·         Outro pedido do Pe. Rui – 9126 3542 // para um trabalho com a juventude da diocese no mês de Julho próximo.
·         Encaminhamentos para uma articulação com o Centro dos Direitos Humanos da Diocese – CDH através de Pe. Pedro Belcredi – E-mail: pedrobelcredi@bol.com  // 9208 2107. Ele mostrou-se aberto a um trabalho conjunto. Deu-nos o telefone da Presidenta do CDH, Ana Carolina. Fizemos o contato com ela que ficou de nos retornar, porém como estava muito atarefada em atender denúncias nesta área, não conseguimos nos encontrar. Ainda na reunião, Pe. Marco Aurélio colocava a importância de trabalharmos juntos visto que o TSH é uma grave violação dos direitos humanos e o CDH pode ser um ponto de referência para a diocese tomar como ponto de reflexão e conscientização em vista já da CF/14 e depois apresentar concretamente políticas públicas e cobrar do Estado e do Município sua efetivação.
·         Articulação para várias entrevistas nos MCS locais. Este feito pelos Pes. Marco Aurélio e Irineu Neubauer – E-mail: irineuneubauer@ymail.com  //  9105 3933.
- Estivemos na Rádio Alvorada no programa coordenado pelo Pe. Irineu
- TV Alvorada – com entrevista – Jornalista da diocese, Haroldo Bruci.
- Sistema Alvorada de Comunicação – Alvorada FM – Programa Pioneiro nas redes sociais. Entrevistadas pela apresentadora Graça Teixeira

À tarde, Fátima fez exposição sobre o TH e Nilda deu uma entrevista ao Assessor de Comunicação da Prefeitura de Parintins, João Maurício, responsável em dar cobertura ao evento que estava sendo realizado. No tempo destinado à oficina, a irmã Fátima falou mais demoradamente sobre o tráfico de pessoas, ilustrando sua fala com dados da PESTRAF (pesquisa sobre TP- 2002) em PowerPoint e com um vídeo/reportagem do SBT sobre a prostituição em Belém(PA), Manaus e Boa Vista  destacando essas capitais na rota do tráfico.

26/06/13
Na manhã do dia 26, logo cedo a equipe participou de duas atividades: uma entrevista na Rádio Alvorada( arquidiocesana) momento em que as Irmãs Fátima e Nilda falaram do trabalho da Rede no enfrentamento ao TP, convidando também a população  para a     programação do dia.E,seguindo a programação, o grupo aderiu devidamente uniformizado com a camisa distribuída pela SEAS, à Campanha de combate ao trabalho infantil e a violência sexual  contra crianças e adolescentes e tráfico de pessoas num passeio ciclista em que houve muita participação .

Em vários momentos do passeio, as irmãs Fátima e Nilda subiram no carro de som para divulgar o trabalho da rede “Um Grito pela Vida”, já adiantando aquele que será o lema da CF de 2014. Ao mesmo tempo os demais membros da equipe participavam a pé e de bicicleta de passeio, aproveitando o momento de concentração popular para distribuir o folder “Não sou mercadoria”, elaborado pela CRB Regional Manaus/Roraima.

27/06/13
Iniciamos o dia 27, após o café da manhã, com um momento de espiritualidade e em seguida  breve avaliação da nossa presença e missão em Parintins.O Evangelho de Mt 7, 21-29, neste dia nos certificava de que esse trabalho de prevenção e luta contra o TP em todo o Brasil consiste numa construção da casa sobre a rocha e que  é sua autoridade de mestre que nos envia a serviço do Reino de Deus.
 Depois fomos para o porto principal da cidade e toda orla ribeirinha abordando os visitantes que chegavam a todo o momento em barcos e lanchas provenientes de Manaus e de outros lugares. Uma parte da equipe retomou a atividade de distribuição do material aos turistas que chegavam no porto. Uma parte da equipe continuou a distribuição do material na parte da tarde até a noite, finalizando com a entrega do material que ainda seria distribuído pela SEAS nos dias seguintes.  Outro grupo fez os Contactos para a continuidade dos trabalhos em Parintins. No dia seguinte ás 10 h  retornamos a Manaus,  ficando a Gorete para  o Festival Folclórico, que ainda no dia 29 continuou o serviço de abordagem diretamente aos brincantes e visitantes para entrega de material da campanha “Não Sou Mercadoria”.

28/06/13
Dia 28, ainda pela manhã, Nilda e Rosângela, com participação no transporte do Pe. Marco Aurélio deixou uma caixa de material na casa das Irmãs, com Ir. Verônica. Aproveitamos para os encaminhamentos concretos. Ficou articulado como contatos de referência para a continuidade do trabalho da Rede em Parintins.

Avaliação 
Para concluir os trabalho foi realizada uma avaliação que contribuirá para as próximas atividades.
                                                   
 Ir. Maria de Fátima Barbosa, pela equipe.


Manaus, 13/07/2013

Tráfico de Mulheres: PF deflagra operação internacional.

Tráfico de Mulheres: PF deflagra operação internacional.

Ação em parceria com a polícia da Espanha cumpre 9 mandados de prisão. Cinco brasileiras foram identificadas: três de GO, uma do RJ e uma do PR. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (9), a ação contra uma quadrilha especializada no tráfico de mulheres. A Operação Ninfas conta com apoio da Polícia Espanhola e foi simultaneamente desencadeada na Espanha, nas províncias de Ourense e Pontevedra, e no Brasil, no estado de Goiás e no Distrito Federal.

De acordo com PF, são cumpridos nove mandados de prisão na Espanha, em duas boates para onde brasileiras foram levadas, além da residência de alguns dos membros do grupo. Até o início da noite desta terça-feira, quatro pessoas haviam sido presas e cinco brasileiras traficadas foram identificadas na Espanha. Três vítima são de Goiás, uma do Rio de Janeiro e outra do Paraná.
A operação teve início após investigações das policiais dos dois países. Segundo a PF, uma organização criminosa agenciava mulheres brasileiras, a maioria delas de Goiás, com falsas promessas de trabalho. Quando chegavam ao país, eram exploradas em boates, como forma de pagarem a dívida contraída para a realização da viagem.No Brasil, a polícia cumpre cinco mandados de busca e apreensão e quatro conduções coercitivas, nas cidades de Goiânia eAnápolis, em Goiás, e no Distrito Federal. A assessoria de imprensa da PF informou ao G1que a operação foi deflagrada à noite, horário de funcionamento das boates, para prender os suspeitos em flagrante.
A Operação Ningas é segunda grande ação internacional de combate ao tráfico de pessoas desencadeada pela Polícia Federal e pela Polícia da Espanha somente neste ano. Os envolvidos responderão no Brasil pelo crime de tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual.

FONTE: G1GO

Refugiados e Tráfico de Pessoas

Refugiados e tráfico de pessoas
Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS,
O Vaticano, através do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, e em colaboração com o Pontifício Conselho Cor Unum, acaba de publicar um documento sobre os refugiados. A publicação tem como título Acolher Cristo nos refugiados e nas pessoas deslocadas à força – Diretrizes Pastorais. Como sugere o título escolhido, além de centrar-se na problemática dos refugiados, o texto abre o leque de sua preocupação pastoral a todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, são vítimas de deslocamentos forçados. Logo na introdução, afirma que “o fenômeno da mobilidade humana implica, hoje, muitas vezes, um sofrimento devido ao desenraizamento inevitável do próprio país” (nº 1).
Constata-se, assim, que o tema dos refugiados insere-se no contexto mais amplo, intenso e diversificado das migrações, um fenômeno que comporta uma “realidade estrutural da sociedade contemporânea”, como lá nos lembrava a Erga migrantes Caritas Christi, documento elaborado pelo mesmo Pontifício Conselho em 2004. Esta publicação, há menos de uma década, estimava em 200 milhões o número de pessoas envolvidas na mobilidade humana, reiterando que esta “constitui um problema sempre mais complexo do ponto de vista social, político, religioso, econômico e pastoral” (Introdução)

Refugiados e a solidariedade de todos
Na primeira parte, dedicada à “missão da Igreja a favor das pessoas deslocadas à força”, o documento, após sublinhar as fontes evangélicas de toda a solicitude da Igreja, apresenta “alguns princípios fundamentais nesta pastoral”. Na tradição ligada à Doutrina Social da Igreja (DSI), coloca-se, em primeiro lugar, a dignidade humana e cristã de toda pessoa, justamente o fio condutor de toda a DSI. Evidente que o deslocamento forçado constitui um golpe e um desrespeito à pessoas como filhos e filhas de Deus.
Vem, em seguida, o empenho da Igreja para reunificar as famílias “separadas por causa da fuga de um ou mais de seus mebros, devido à perseguição” (nº 27). Também neste caso, seguindo as linhas mestras da DSI, enfatiza-se a necessidade de uma família. Se é verdade que esta tem o direito sagrado de “ir e vir”, quando o faz de maneira violenta, porém, corre o risco de desestruturar-se, perdendo-se como referência para cada um de seus membros, os quais, à custa de tantos esforços, tentam refazê-la.
“A solidariedade é o sentimento de pertença comum” (nº 28), afirma o texto quando traz como terceiro princípio a caridade, a solidariedade e a assistência. De fato, lê-se no mesmo parágrafo que “a abertura às necessidades do próximo inclui a nossa relação com o estrangeiro, que pode ser justamente considerado como ‘mensageiro de Deus que surpreende e rompe a regularidade e a lógica da vida cotidiana, trazendo para perto quem está longe’” (EMCC 101).
Mas não basta a solidariedade dos cristãos, é preciso juntar outras forças vivas da sociedade. Faz-se necessária “uma chamada à cooperação internacional”, como insiste o documento: “todos têm a responsabilidade de responder pessoalmente à exi­gência de globalizar o amor e a solidariedade, e de ser atores prin­cipais neste sentido” (nº 31). Numa economia globalizada, globaliza-se igualmente a responsabilidade pelos dramas de milhões de seres humanos sem raiz e sem pátria, na busca de suluções justas e adequadas.
Por fim, fazendo referência ao documento Refugiados: desafio à solidariedade, publicado em 1992, a nova publicação repete que “a Igreja oferece o seu amor e a sua assistência a todos os refugiados sem destinção” (25) e para realizar tudo isso, “a responsabilidade de oferecer aos refugiados acolhimento, solidariedae e assistência se impõe antes de mais sobre a Igreja local, que é chamada a encarar as exigências do Evangelho, indo ao encontro deles sem distinção, no momento mesmo da necessidade e da solidão” (nº 35).

Refugiados e migrações forçadas
Na segunda parte do documento, intitulada Refugiados e outras pessoas deslocadas à força, após uma breve descrição sobre “o conceito e a situação dos refugiados”, o documento detém sua atenção, de forma partiucular, sobre os campos de refugiados e os refugiados urbanos. Quanto ao primeiro caso, prevalece a denúncia: “o resultado é que tais campos, originariamente destinados ao abri­go temporário, se tornaram « residências » permanentes, onde os re­fugiados permanecem durante anos, geralmente confinados nos seus movimentos, não autorizados a assegurar os próprios meios de subsis­tência e forçados à dependência. Nestas situações, a Comunidade in­ternacional parece prestar-lhes uma atenção escassa, ou simplesmente aceita a sua « armazenagem » como uma situação normal” (nº 44).
Passando ao caso dos refugiados urbanos, o texto assinala que “atualmente, mais de metade da popu­lação de refugiados encontra-se fora dos campos. Os motivos para se instalar de forma independente são porque já residiam em ambientes urbanos e não estão acostumados a viver em áreas rurais, ou por­que julgam ter uma melhor perspectiva para o seu futuro, especialmen­te no que se refere ao ganha-pão. Nem por isso deixam de ter “o direito à mesma proteção, com os mesmos direitos e responsabilidades sob a legislação internacional, como refugiados em áreas designadas” (nº 46-47).
Na sequência, o documento, sempre no campo da mobilidade humana, alarga sua solicitude pastoral para “outras pessoas que precisam de proteção”, pasando a elencá-las: os apátridas, os deslocados internamente (dentro do próprio país), as vítimas do tráfico e do contrabando de pessoas humanas. Detenhamo-nos sobre estes últimos dois rostos. O texto entende por vítimas do tráfico de pessoas aquelas “que foram enganadas a respeito das suas atividades futuras e já não são livres de decidir sobre sua própria vida. Acabam em situações semelhantes à escravidão ou à ser­vidão, das quais é muito difícil fugir. Ameaças e violência são com fre­quência utilizadas em ordem a esta finalidade” (nº 52).
Já o contrabando de pessoas “tem como finalidade fazer uma pessoa entrar irregularmente num país, contornando as leis de migração, constutindo por isso uma transgressão de tais leis” (nº 55). Enquanto o tráfico transita pelas vias legais, descumprindo posteriormente as promessas feitas na origem, o contrabando esquiva-se clandestinamente para conduzir os migrantes a determinado país, abandonando-o à própria sorte (e às dívidas contraídas).
Mas essa distinção é mais conceitual que real. No universo amgíguo da mobilidade humana, as fronteiras são sempre muito fluídas, flexíveis. Como alerta o documento, os contornos se borram facilmente. “Assim que uma pessoa chega ao país de destino, conclui-se a relação com o contrabandista. No entanto, é necessário observar que as partes se encontram em termos de desigualdade, uma vez que as pessoas vítimas do contrabando dependem do contrabandista e podem facilmente perder o controle da situação. Às vezes a situação chega a tal ponto, que os contrabandistas não apenas escolhem o país de destino, mas também se aproveitam do elevado risco que as pessoas correm, quando são introduzidas ilegalmente num determinado país. Em tal situação, o contrabando torna-se tráfico” (nº 56).



Capacitação da REDE UM GRITO PELA VIDA - São Paulo


A Rede um Grito pela Vida, de São Paulo realizou no dia 20 de Maio o ENCONTRO DE FORMAÇÃO SOBRE TRÁFICO DE PESSOAS.
Foi estudado neste encontro o IIº Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e a importância da articulação entre a sociedade civil e o poder público. Este teve a assessoria da psicóloga Dra Anália Belisa Ribeiro.
O encontro teve inicio com um momento de espiritualidade onde foi refletido o texto dos Atos dos Apóstolos 16, 16-29. A partir deste texto foram lançadas algumas provocações sobre a realidade do tráfico humano nos dias de hoje. Após o lanche da parte da manhã Dra Anália Ribeiro fez a colocação sobre o tema em questão.
Ela enfatizou que o Tráfico humano é uma questão pública, de todos, pois o respeito à dignidade humana deve ser uma política de Estado. Alguns dos principais desafios por ela foram: organizar e implantar um sistema de informação. Promover a transparência de informações e criar um sistema de proteção integrado às testemunhas.
Depois ela fez uma explanação sobre Políticas Públicas definindo-as como um conjunto de ações coletivas, onde cabe ao Estado promover ações preventivas contra a exploração sexual, trabalho escravo e tráfico de órgãos.
É importante, por parte da sociedade, o monitoramento destas Políticas Públicas. Fortalecendo as redes já existentes no combate a essas mazelas presentes no contexto mundial, construir sempre mais ações conjuntas e integradas.
Na parte da tarde Ir. Roseli, apresenta alguns dados da realidade do Tráfico de Pessoas, que é um universo clandestino, pois é um crime invisibilizado, dentro de um conjunto de situações onde as vitimas não se reconhecem como tal. Encontra-se ainda nas leis um vazio na proteção e direitos da própria vitima.
Esta realidade do Tráfico de Seres Humanos é sustentada pelo capitalismo que transforma de uma maneira mais aguda pessoas em mercadorias. Neste contexto, o corpo mais desejado para o Tráfico são adolescentes e crianças, encaminhando-se assim rumo a uma pedofilização do Tráfico de Seres Humanos.
Foi apresentada também uma visão geral do Tráfico de Pessoas, onde 2,45 milhões de pessoas são traficadas (UNODC), sendo que 1,2 são crianças entre 5 e 15 anos (UNICEF).
A maioria, ou seja, 80% são mulheres e crianças. Ela ainda sublinhou que em relação ao Tráfico de Pessoas, nas pesquisas o Brasil aparece como um país de origem, de trânsito e de destino. 
Depois, apresentou  a origem da rede Um Grito pela Vida e o trabalho que é realizado em todo o Brasil e no mundo, por meio da rede internacional Talitha Kum.  Pelo grupo: Maria de Lourdes e Marinete. Missionárias de Maria Xaveriana




SEMEANDO SEMENTES DE VIDA NOVA


Autoria: Ir. Manuela Rodríguez Piñeres-Oblatas do Santíssimo Redentor- Rede “Um Grito pela Vida”, Núcleo de São Paulo.
No dia 27 de abril aconteceu o primeiro encontro com intuito de dar passos, de lançar novas sementes para o fortalecimento e crescimento da rede “Um Grito pela Vida” nos núcleos da CRB no Espírito Santo. Participaram 56 religiosos(as). Realizou-se no Colégio das Irmãs Missionárias Agostinianas Recoletas. Este encontro partiu de uma iniciativa do núcleo de Cachoeiro onde Ir. Rita Zampiroli trabalha. Ela também participou dos primeiros encontros da formação da rede em nível nacional.
O encontro contou com o apoio incondicional da CRB de Vitória. Ir. Luselena, Presidenta, que pertence a Congregação das Irmãs Missionárias Agostinianas Recoletas, esteve presente animando a caminhada com seu jeito simples, acolhedor e encorajador.
Cabe ressaltar que antes de começar o encontro, as Ir. Maria Rita Zampiroli (Salesiana) e Ir. Manuela Rodríguez (Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, – facilitadoras do encontro - foram entrevistadas na Radio América, através de Ir. Rita (Missionárias Agostinianas Recoletas) com a finalidade de repassar para a audiência desta rádio o objetivo do encontro: O tráfico de Pessoas em tempos de Megaeventos (Copa das Confederações e Jogos Olímpicos/2016)
O encontro iniciou às 9 horas da manhã com uma dinâmica de apresentação e entrosamento.
A seguir, um grupo de irmãs jovens (Núcleo de Cachoeiro) facilitou um belo e profundo momento de mística que nutriu, fortaleceu e como sempre, deu a marca particular ao nosso encontro da rede “Um grito pela Vida. Encorajaram ao grupo, em tempo de outono, a tirar as folhas das seguranças porque é tempo de despojamento e de mudança. Também a fazer realidade o sonho de semear, a fazer memória de mulheres bíblicas que semearam vida: Débora, Rute, Judite, Agar, Ana, a mãe Cananéia, dentre outras.
Depois de experimentar e deixar cair em terra fértil essa semente de espiritualidade e de boa nova, Ir. Rita Zampiroli trazendo à tona as palavras de Ir. Eurides (Presidenta da Rede) colocou para o grupo a necessidade de criar a Rede no Regional de Vitória e aproveitando também a imagem do “fuxico” que foi oferecido ao final do momento da mística, frisou que tá na hora de fazer “o “fuxico” nas comunidades”, ou seja, dar passos concretos para a consolidação da Rede nos 04 núcleos de Espírito Santo.
Em seguida, foram passados uma série de vídeos curtos sobre o tema de tráfico humano para exploração sexual (MOMENTO DO VER). Para muitas pessoas era a primeira vez que entravam em contato com esta realidade. Deixou o grupo muito balançado e comovido. Foi aberto um espaço para partilhar reações, sentimentos e para trazer situações cotidianas do tráfico de seres humanos com as quais já se deparam no dia a dia do trabalho pastoral em seus núcleos. Foi muito rico este momento e com um mergulho nessa realidade, que cada dia é mais gritante e está envolvendo até as pessoas mais próximas (familiares, amigos/as e vizinhos/as) nessa rede muito bem organizada, porém muito perversa, que cada dia vai ceifando mais vidas. Em contrapartida, vai aumentando os lucros, que, segundo os últimos dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho) estão produzindo rendimentos econômicos de 32 bilhões de  dólares anuais, motivo pelo qual já ocupa o terceiro lugar só perdendo para o tráfico de armas e de drogas.
Após o debate e aprofundamento, com intervenções pertinentes das duas facilitadoras do encontro, foi apresentada a caminhada da Rede “Um grito pela Vida” com o propósito de revisitar uma história muito rica a partir dos inícios no ano 2006 até hoje. (Material elaborado pela equipe nacional e passado no encontro de novembro/2012 em Brasília). Fizeram o exercício de olhar para a história da Rede com carinho, fazendo perguntas e sentindo, sobretudo, que o Regional Vitória começa a fazer parte dessa história, lançando sementes que trarão novo vigor à Vida Religiosa. Uma vida religiosa comprometida na causa do Reino.
Ao meio dia o grupo desfrutou do almoço e de um tempo de descanso. Às 13h15min horas foi retomado o trabalho onde o grupo de animação do encontro com alguns jovens cheios(as) de entusiasmo possibilitaram um momento de diversão e movimento do corpo, dispondo os ânimos para o trabalho da tarde.
A seguir Ir. Manuela Rodríguez desenvolveu o tema: “Tráfico de pessoas e Impactos dos Grandes Projetos e dos Megaeventos (Copa do Mundo e Olimpíadas) nos direitos da cidadania, sobretudo das mulheres”.
A partir do método: Ver, julgar, agir e celebrar e interagindo com o grupo, partiu de um histórico das copas de Alemanha (2006) e África do Sul (2009) e Olimpíadas(2007) até chegar a este tempo prévio aos megaeventos no Brasil. O grupo foi provocado a olhar para essa realidade a partir de dados estatísticos, destacando os custos financeiros e, sobretudo os custos sociais que repercutem particularmente na vida das pessoas e violam sistematicamente os direitos sobretudo das mulheres. Expoente disso é o processo da chamada “higienização social” com queima de favelas e despejos compulsórios com indenizações miseráveis ou sem elas, com recortes do orçamento para os direitos sociais da cidadania em contraste com o financiamento de mais de um percentual de 99% das obras ou megaprojetos para estes megaeventos com dinheiro do poder público, que é dinheiro do povo, sem nenhum escrúpulo por parte de políticos e de donos de empresas privadas. Esse contraste que se poderia nomear: “POBREZA&ESBANJAMENTO”. A partir das informações colocadas, das reflexões e das intervenções do grupo foi-se aprofundando, dando um passo a mais neste olhar da realidade.

Depois deste momento fez-se a distribuição em grupos para refletir e iluminar esta realidade com um texto dos atos dos apóstolos: Atos, 16, 16-23 (MOMENTO DO JULGAR) que fala de uma jovem escrava que tinha um espírito de adivinhação e ao ser curado por Paulo e Silas deixou de dar lucros para seus donos. E eles foram levados fora da cidade e açoitados com crueldade. Os núcleos após, o trabalho em grupos, expressaram e partilharam um compromisso a ser assumido nas bases,  e de forma orante e celebrativa  retomaram os símbolos trazidos no momento de mística realizado na manhã ao encerrarem o encontro.
Vale ressaltar alguns desses compromissos tanto pessoais como dos núcleos ((MOMENTO DO AGIR):
·         Organizar-se como grupos de reflexão para continuar aprofundando o tema.
·         Trabalhar com cada família visitada esta realidade do tráfico.
·         Trabalhar na base, os valores. Aproveitar as redes sociais, por exemplo, com aquelas pessoas que compõem músicas.
·         Ter critério do consumo sustentável e saber a origem da fabricação do produto. Se for feito na base do trabalho escravo.
·         Anunciar e denunciar essas redes criminosas através da formação e a informação.
·         Participar da caminhada do 18/05 - Dia Nacional de combate ao Abuso e Exploração sexual Infanto-Juvenil, colocando a faixa da rede “Um grito pela Vida”. Do dia 23/09: Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e crianças.
·         Dar continuidade às reuniões mensais da Rede (Núcleo de Cachoeiro).
·         Apelo a viver a profecia  com a palavra e com os atos.
·         Continuar aprofundando o tema do tráfico humano.
·         Conhecer e mapear os órgãos públicos que já trabalham este tema para articular e somar com eles.
·         Em Cariacica aproveitar que está planejada para o segundo semestre o evento chamado de: “Grito pela vida e cidadania” para dar visibilidade a rede.


Encerrou-se o encontro com os agradecimentos e alguns informes de interesse dos núcleos e também se expressou o compromisso coletivo de continuar construindo a rede “Um Grito pela Vida” por que: “É tempo de tecer redes” como partilhou com muito entusiasmo Ir. Rita através de uma poesia.