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segunda-feira, 29 de abril de 2013

I FÓRUM DA VRC DE MINAS GERAIS


TRÁFICO DE PESSOAS
Aconteceu no dia 20 de abril no Colégio Regis Pacis das Irmãs Concepcionistas Missionarias do Ensino em Belo Horizonte o I Fórum sobre o Tráfico de pessoas realizado pela Conferência dos Religiosos do Brasil – Regional BH. O encontro foi assessorado por Ir. Roseli Consoli, OSR, integrante da coordenação nacional da Rede Um Grito pela Vida. Contamos com a presença de 33 religiosas, dentre elas várias formandas, duas leigas e 1 leiga consagrada. Ir. Eudinéa, IMM (coordenadora do Regional) deu as boas vindas e destacou os objetivos do encontro:
- Conhecer o trabalho de sensibilização e enfretamento ao Tráfico de pessoas realizado pela Rede;
 - Fortalecer o compromisso da VRC do regional com a causa;
- Aprofundar a temática;
- Estreitar parcerias;

Iniciamos com a oração que o Regional de Teresina, PI organizou, como forma de partilharmos da mesma caminhada. Logo após, Ir. Roseli pediu aos participantes que se reunissem em pequenos grupos e conversassem o porquê estavam ali e o que sentiam ao ouvir a temática. Eis os ecos: INDIGNAÇÃO, TRISTEZA, IMPOTÊNCIA, DESEJO DE SOMAR FORÇA, APRENDER, DESEJO DE CONHECER PARA CONSCIENTIZAR, COMO PODEMOS ATUAR COMO VRC, ALEGRIA DE PERCEBER A VRC EMPENHADA COM A CAUSA, ISTO ESTÁ PERTO DE NÓS, PERCEBER OUTRAS IGREJAS E MOVIMENTOS LUTANDO CONTRA ESTE MAL.

Este é um crime silencioso. Precisamos realmente nos unir, Igreja e sociedade civil. O governo lança o II Plano nacional de enfretamento ao tráfico de Pessoas – Política, Plano e Projeto. É desafiante porque a vítima não se senti vítima – então, logo não podemos acreditar nos dados dos órgãos públicos. Nós como VRC já estamos refletindo bem antes da novela.

Assistimos o filme: “Encantos e desencantos”. Depois Ir. Roseli questionou: E eu onde entro nessa história? E minha congregação? Esta é uma realidade que desafia. Nós VRC temos que saber qual nosso papel. Temos que ter clareza – trabalhar em rede com papéis definidos – Estamos diante de um crime muito bem articulado. Que dá lucro.

TRÁFICO DE PESSOAS
- Mercantilização dos corpos – venda e lucro;
- Sequestro da dignidade/violação de direitos/ cerceamento da liberdade;
O Tráfico humano: universo clandestino. E ainda, traz um conjunto de situações, as vítimas não se reconhecem.
  M            D               M    ____________________________ M              D            M
Mercadoria/Dinheiro/Mercadoria                                                   Mulher/Dinheiro/Mercadoria

Depois do café vimos os dados do tráfico no mapa. Ficamos alarmadas com a situação mundial.  

A IGREJA DO BRASIL E A PREOCUPAÇÃO COM O TRÁFICO HUMANO

Começamos olhando esta preocupação através dos documentos:
o   Documento de Aparecida nº 402;
o   Carta do Papa João Paulo II;
o   Carta do Papa Bento XVI;
o   Diretrizes da Ação Evangelizadora do Brasil – 2011-2015,  nº 107 e 111
o   E a Campanha da Fraternidade de 2014 – Fraternidade e Tráfico Humano;

O rosto do Cristo sofredor nos deve clamar a uma ação libertadora. Somos convocadas ao compromisso com esta causa. Toda a VRC é convidada, é chamada a ter uma atitude de misericórdia. Mística pautada na encarnação de Jesus, que veio para que todos tenham vida.

A Rede Um Grito pela Vida surgiu pelo apelo da USG  - União dos Superiores Gerais feito as Conferências nacionais. E nós como VRC aprofundando as reflexões sobre a volta as fontes vimos a necessidade de nos lançar em defesa da vida: o clamor das pessoas traficadas se impõem hoje como um incessante grito do Deus na vida.

O trafico de pessoas é hoje um dos mais urgentes apelos históricos com especial convocação para a VRC cuja, missão de cuidar, proteger, defender e promover a vida ameaçada é imperativo teológico.

As politicas públicas é que devem tratar da acolhida de quem retorna do tráfico – nosso papel é outro: conscientizar.

Dados de Minas: Entre 1996-2009: 76 inquéritos foram abertos no estado.

Após o almoço continuamos com a reflexão, testemunho e trabalho em grupo.

COPA 2014
O Brasil vai gastar R$ 32.000,000 (trinta e dois milhões). Copa para quem? E o valor dos estádios?

O padrão do nosso governo é de estimular indiretamente as dinâmicas de exploração de mulheres, de jovens e crianças.

Junto aos mega projeto se cria “um mercado do amortecimento afetivo”.  Onde os entorpecentes são bebidas, drogas e mercado sexual.

Neste contexto, nós Vida Religiosa somos chamadas a questionar a realização dos mega eventos no Brasil, entender os orçamentos.

Outro ponto que discutimos foram os megaeventos e a regularização do sexo (prostituição) – Projeto de lei do deputado federal Jean Wyllys batizada de “Gabriela Leite”.

Diante de tudo isso é preciso audácia profética.

Houve neste momento algumas perguntas por parte dos participantes: Precisamente desde quando começou o tráfico de pessoas? E quanto à prostituição masculina?

Dentro da ONU existe um órgão denominado UNANIMA (iniciado pelas Irmãs do Bom Pastor e que hoje conta com muitas outras Congregações religiosas). Eles acompanham a demanda oriunda do tráfico de pessoas e muitas outras questões.

Neste momento demos a palavra para ir. Sirley, OSR da Pastoral da mulher marginalizada que apresentou a Pastoral e a desafiante missão. Ouvimos o testemunho de uma mulher que foi traficada e que conseguiu sair desta rede do mal e que hoje ajuda na Pastoral.

Retornamos após, com a pergunta questionadora: E eu como fico? Que ações?

Ir. Roseli nos apresentou a rede Um Grito pela Vida que conta hoje com 17 núcleos. A rede nacional pertence a rede internacional Thalita Kum  presente em 75 países. Não dá para negar a VRC é uma força profética.

Após refletirmos, partimos em grupos para propor atividades que em conjunto com CRB regional e as parcerias serão realizadas ainda este ano.

Propostas:
·        Incentivar e colaborar com as irmãs que já estão participando da rede;
·        Conscientizar os grupos com os quais já trabalhamos (colégios);
·        Elaboração de material que possa ser usado pelos educadores;
·        Divulgar e estudar a cartilha de reflexão bíblica sobre o tráfico de seres humanos na comunidade, nos núcleos da CRB e outros grupos de pastorais;
·        Realizar um trabalho de parceria com outros movimentos sociais, entidades civis e o poder público;
·        Participar do núcleo de enfretamento ao tráfico criado pelo governo;
·        Fortalecer e ampliar a equipe de reflexão com representantes de cada núcleo para ajudar na reflexão do Regional;
·        Se apropriar da gravidade do problema e abrir o olho das pessoas para a situação;
·        Conscientizar primeiro nossas Congregações e Institutos e depois levar onde já atuamos: Pastorais, jovens, grupo de mulheres, pastoral social;
·        Estar mais atentas e não julgar as pessoas que são enganadas por esta rede do mal;
·        Organizar encontros para multiplicadores;
·        Realizar oficinas e bate-papo com o público (crianças, adolescentes, jovens, mulheres) – levar esse material para a caminhada do dia 7 de setembro;
·        Buscar mais material de divulgação;
·        Compromisso com a CF 2014;
·        Realizar ato público – dia 23 de setembro na Praça Sete;

Como CRB regional agradecemos Ir. Roseli que generosamente nos ajudou nas reflexões e esclarecimentos sobre o assunto. E, seguimos firmes na caminhada propondo algumas atividades:
Ø Montar um stand no encontro internacional de universitários católicos na PUC;
Ø Participação da assembleia e da caminhada do dia 7 de setembro;
Ø Abertura da CF 2014 no dia 28 de setembro;

Enfim, nossa missão:
v Denunciar, indignar-se;
v Propor e apoiar políticas públicas que garantam direitos;
v Buscar parcerias;
v Capacitar multiplicadores;
v Mobilizar a VRC com a causa;
v Informar-se e socializar informações;

Ir. Eudinéa, imm

sábado, 27 de abril de 2013

Nasce mais um núcleo da Rede Um Grito Pela Vida - Porto Velho

O primeiro passo foi dado!
Os religiosos/as da CRB do núcleo de Porto Velho, RO, reuniram-se no dia, 27.4.2013, para refletir o tema do tráfico de pessoas e conhecer melhor a Rede Um Grito pela Vida. O encontro, realizado na “Casa Madre Mazzarello” - centro social das Irmãs Salesianas na periferia Leste da Cidade – foi assessorado por ir. Gabriella Bottani, imc.
Depois de um momento de oração muito bem preparado pelas irmãs anfitriãs, ir. Gabriella introduziu brevemente o assunto Tráfico de Pessoas trazendo a definição do protocolo de Palermo e alguns dados estatístico do contexto mundial e brasileiro. A segunda parte do encontro foi dedicada para apresentar a Rede Um Grito pela Vida: como nasceu, quais objetivos tem, quais atividades realiza e como se articula nacional e internacionalmente.
Ir. Gabriella terminou o encontro com uma pergunta: “diante desta realidade, o que vai fazer a CRB do núcleo de Porto Velho?”
A resposta foi unanime: dar continuidade a esta reflexão! A coordenadora do núcleo propus de continuar com este assunto também no próximo encontro de maio. Uma outra proposta foi de começar com o núcleo da Rede Um Grito pela Vida. Umas das participantes comentou: “O primeiro passo foi dado!”, agora tempos que continuar! A resposta a esta provocação foi positiva, sete religiosas e três religiosos acolheram o desafio e foi fixada a primeira data do encontro da Rede em Porto Velho, no dia 8 de junho de 2013 na sede da CRB-RO. Parabéns!
Ir. Gabriela Bottani.

sábado, 13 de abril de 2013

V Conferencia Regional para America Latina e Caribe da UMOFC (União Mundial das Organizações Femininas Católicas)

V Conferencia Regional para America Latina e Caribe da UMOFC (União Mundial das Organizações Femininas Católicas),  foi realizada na Cidade do México de 8 à 12 de abril de 2013. A UMOFC é uma organização com representação na UNESCO e na FAO, e há mais de 100 anos reúne dezenas  de organizações de mulheres de 60 países.

O encontro reuniu 150 inscritos, representantes de 13 países Cuba, Argentina, Brasil, Venezuela, Colômbia  Honduras, Costa Rica, Guatemala, Nicarágua, Estados Unidos, Espanha, Itália e México, O tema do encontro foi Tráfico de pessoas e o lema: "transformamos em ação o silêncio e a omissão diante do tráfico de pessoas e o abuso dos mais vulneráveis". 

O Tráfico de Pessoas é o segundo negócio ilícito mais rentável, que vem gerado da exploração sexual,  trabalho forçado,  remoção de órgãos e outras formas de exploração de pessoas, sobretudo de mulheres jovens, crianças e adolescentes.

Além de representantes do UMOFC participaram membros da Cáritas de diferentes países da America Central e Caribe, representantes de projetos de atenção as vítimas de tráfico de seres humanos da Conferencia dos Bispos dos Estados Unidos e Ir. Gabriella Bottani, da Rede Um Grito pela Vida, representando a Rede Internacional da Vida Consagrada no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Ir. Gabriella partilhou a experiência de Talitha Kum, rede que articulada 21 redes de religiosas atuantes em 75 países dos 5 continentes. A vida religiosa deu seu testemunho profético, sublinhando a importância de um trabalho em rede que favoreça o dialogo, o intercambio e o desenvolvimento de estratégias comuns no enfrentamento ao tráfico de pessoas.
Durante todo o encontro ecoaram as palavras que papa Francisco que, no dia de Páscoa definiu "o tráfico de pessoas, a escravatura mais extensa neste século vinte e um."


Ir. Gabriela Bottani


“SIN CLIENTE NO HAY TRATA”
Finaliza hoy la V Conferencia Regional para Latinoamérica y el Caribe de la UMOFC, donde el tema central ha sido la Trata de personas, bajo el lema “Transformemos en acción el silencio y la omisión frente a la trata y el abuso de los más vulnerables”, finaliza hoy viernes con una Declaración final, las conclusiones en diversas áreas y una carta que será enviada por todos los participantes al CELAM (Consejo Episcopal Latinoamericano). Con representantes de 15 países (Costa Rica, Argentina, Brasil, Venezuela, Colombia, Cuba, Honduras, Guatemala, Nicaragua, Estados Unidos, España, Italia, México, Costa de Marfil y Alemania) y más de 150 inscriptos, se diferenciaron casos de explotación sexual, de trata, de tráfico, y las relaciones íntimas de todas estas formas de delito y ataque a la dignidad humana.   
Modelos de atención a las víctimas
                En materia de modelos de atención para la prevención de la Trata o canalización y apoyo a víctimas, el día jueves se expusieron experiencias efectivas de las Hermanas oblatas de la Casa Madre Antonia, del Programa contra la Trata de la Conferencia de Obispos Católicos de EUA, experiencias varias en Nicaragua, otras de la Casa Día Veracruz y experiencias de llegada y recuperación a través del arte y la amistad con la Fundación Revive. 
Igualmente, se abordó la creación de comunidades (parroquias, barrios, colonias) seguras, junto a la psicóloga Mónica Rojas, Coordinadora de Salud Mental de QUIERA, de la Fundación de la Asociación de Bancos de México, y con integrantes de la comunidad parroquial de “El Olivo”.
Los conferencistas compartieron también el enfoque de “Terapia Breve para la Atención del Trastorno de Stress Postraumático”, con experiencias del doctor Miguel Marín, del grupo QUIERA.  
Trabajar en redes
Un elemento sumamente importante en el que se ha insistido durante toda la Conferencia es el trabajo en redes. “Recuerdo cuando amigos de Rumania me llamaron una vez para decirme que sabían que una joven se volvía allá, a ese país, y que la esperaban tratantes para captarla. ¿Sabes quién puede esperarla en el aeropuerto ye vitar eso?, me preguntaron. De inmediato llamé a algunos, fueron y, al menos ese día y con una joven, evitaron que haya una víctima más”, dijo Martina Liebsch, participante experta llegada desde Alemania, Directora de Política en Cáritas Internacional. Proporcionó datos también y alertó acerca de la dependencia de trabajadores domésticos con su empleador, acerca de lo cual Cáritas ha realizado una campaña llamada “Bajo el mismo techo” y la campaña “Bajo la misma ley”.
“Muchas veces, las agencias de reclutamiento laboral no son serias, las engañan, prometen un trabajo y es otro, cobran mucho dinero… Hemos trabajado por lograr leyes parejas y justas al respecto, y la OIT finalmente logró un Convenio ya ratificado por 12 países”.
En el mismo panel expusieron experiencias sobre trabajo en redes nacionales la representante de Cáritas de Colombia, Rosa Inés Floriano Carrera; trabajo en redes regionales la Hermana Ligia Ruiz Gamba, Misionera Scalabriniana, Ejecutiva de Movilidad Humana del Departamento de Justicia y Solidaridad del CELAM; trabajo en redes internacionales: la Hermana Gabriella Botanni, Misionera Comboniana, Coordinadora para América Latina del Consejo de Talitha Kum (residente en Brasil). Talitha Kum, que significa “Levántate”, aúna numerosas redes nacionales y regionales en todos los continentes. Se alertó por la creciente feminización de la migración, ya que la mitad de los migrantes son mujeres hoy día y son muy vulnerables a la trata.

Los medios y la trata 
“Los periodistas tenemos que ser la voz de quienes no tienen voz. Tenemos la posibilidad de visibilizar este flagelo invisibilizado (no invisible, sino ocultado). Nuestra profesión está ligada profundamente a contenidos éticos, ya que entramos a los hogares y a las mentes de millones – dijo la periodista argentina Verónica Toller al hablar de Los medios masivos de comunicación frente a la Trata-. Por eso mismo, entre las deudas pendientes del periodismo, está el respetar la dignidad humana desde las palabras, aprender a no revictimizar con los términos, recordar que no hay niños que se prostituyen, por ejemplo, sino niños prostituidos o niños explotados o niños tratados. Construimos las ideas con base en las palabras; dibujamos los seres humanos el mundo  con la palabra como herramienta, que es jinete del pensamiento… Entonces, seamos muy conscientes de qué mundo transmitimos con las palabras”.
En cuanto a medios, también hubo una exposición sobre Las Redes Sociales y la Trata, a cargo de Nelly Montealegre Díaz, de la Fiscalía nacional mexicana contra la trata (FEVIMTRA).
La Conferencia contó también con un panel interreligioso, del que participaron el sacerdote católico Edgar Alan Valtierra López (Director de la Comisión de Ecumenismo de la Arquidiócesis de México), el reverendo Efrén Velázquez (encargado de Ecumenismo de la Iglesia Anglicana), la licenciada María de Lourdes Gutiérrez (de la Iglesia Luterana), Isabel Resano (de la Comunidad Budista de Casa Tibet) y Blanca Weinstein (de la Comunidad Judía). Cada uno reflexionó acerca de la mirada particular y la mirada común de las distintas concepciones religiosas acerca de la dignidad humana y el compromiso contra la explotación de personas.  
Los jóvenes y la trata
El punto de vista de la juventud también estuvo presente, con intervenciones de Cinthia González (colaboradora de Infancia Común), Damián Sánchez, vocalista de una banda de música, Diana Martínez (colaboradora en diferentes estaciones de radio), Marla Arias y Elliot Strill (del Instituto Pontificio Juan Pablo II), Laura González (maestra y estudiante) y Christopher Jiménez (del grupo juvenil de los Focolares).
“Hay gente que en verdad quiere dedicar su vida a los demás –dijeron los jóvenes-.
Insistieron en el valor de la familia (“le apuesto todas mis cartas”, dijo Laura González), la necesidad de volver a compartir valores y diálogo padres e hijos a fin de prevenir el vacío interior y la desorientación que termina teniendo como válvula de escape el sexo y la utilización de los demás.
“Qué se puede esperar de una generación donde el principal problema no es el niño en la calle o la droga o la prostitución, sino la indiferencia por todas estas cuestiones. Es que somos conscientes de todos estos problemas y dolores, pero no hacemos nada por mejorar. Pensamos que no nos corresponde a los jóvenes”, dijeron, en un llamado de atención a responsabilizarse como parte de la sociedad.
                “La trata es un mal que se cura al aire libre”, apuntó uno de ellos, en el sentido de visibilizar lo que sucede. “Sin cliente no hay producto, diría la mercadotecnia. Nos convencen de que los varones necesitamos sexo la mayor cantidad de veces, todos los días y de formas cada vez más diversas. No. Y no digamos hacer el amor, porque el amor es otra cosa. Se nos crea una demanda con el bombardeo constante de ideas y de propaganda, y entonces, viene una oferta… Y el crimen organizado… Si empezamos la campaña contraria, si decimos que ese producto no hace falta sino que necesitamos otra cosa, acabaremos con el mercado, según las leyes de la mercadotecnia –ejemplificaron-. Es decir, sin cliente no hay trata. Y es lo que estamos buscando, ¿no?
CONTACTOS: para ampliar información
María Giovanna Ruggieri – Presidenta de UMOFC Internacional – (Italiana)
                wucwopregen@gmail.com – 0039 - 3470935267
Mónica Santamarina – Vicepresidenta General y Vicepresidenta para América latina y el Caribe - (Mexicana)
                msantamarina82@hotmail.com – 0052 – 15 - 541901624
Lía Zervino – Consejera UMOFC – Miembro de la Asociación Argentina de Cultura (Argentina)
                liazervi@gmail.com – 0054 – 9 – 11 - 69313151
                NOTA – La UMOFC es una organización católica con representación en la UNESCO y la FAO, entre otras, y más de 100 años de historia nucleando a decenas de organizaciones de mujeres en unos 60 países. Los participantes de esta Conferencia Latinoamericana y del Caribe, varones y mujeres, analizaron sobre cómo operan las redes de tratantes; quiénes son víctimas, victimarios y consumidores; explotación para pornografía infantil, turismo sexual, explotación laboral, tráfico de órganos; visualizar con datos brindados por especialistas cuál es el panorama de la trata en Latinoamérica; analizar a los medios de comunicación frente a la trata; informarse acerca de la captación en redes sociales; plantear estrategias de denuncia y canalización de víctimas.

terça-feira, 9 de abril de 2013

PARTICIPAÇÃO NA AUDIÊNCIA PUBLICA DA CPI


O dia 21de março Ir. Manuela Rodríguez (OSR) e Ir. Antonieta Abreu, da Rede  “Um Grito pela Vida”, núcleo de São Paulo, participaram da audiência pública pela CPI destinada a investigar o tráfico de pessoas no Brasil, suas causas, consequências e responsáveis (período de 2003 a 2011), compreendido na vigência do Protocolo de Palermo. A mesma aconteceu na Assembleia legislativa do Estado de São Paulo.
O requerimento foi apresentado pelo presidente da CPI, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA). 
De acordo com o Deputado, o objetivo dos depoimentos das pessoas convidadas, é colher e reunir informações para o aperfeiçoamento da legislação brasileira e também buscar saídas para o fim do tráfico de pessoas.
Foram levados para o inquérito 4 casos:
Primeiro caso
Denúncia à senhora Telma dona de uma pensão. Ela é acusada de aliciamento de travestis em Belém do Pará, traficando-as/os para São Paulo. Além disso, ela acompanha as travestis que vão fazer cirurgias plásticas, só por indicação, na clínica do Doutor Jair Roberto Matos Orifice (médico especialista em cirurgia plástica)
O nome do médico citado, aparece nas investigações feitas pela Polícia Federal;  por isso ele foi convidado a participar da audiência com o intuito de contribuir com elementos que visem um maior esclarecimento da situação.
Ele diz não  fazer  parte de nenhuma quadrilha de tráfico; esse não é seu perfil e se colocou à  disposição para que visitem sua clínica  em são Paulo, onde costuma praticar as cirurgias a travestis, todas provindas de Belém do Pará. Ele está com os contratos arquivados, mas nunca deu recibos como comprovantes de pagamento porque elas nunca solicitaram.
Segundo caso:
Na data de 19/05/05 O conselho Tutelar constatou e fez denúncia da existência de tráfico de menores para exploração sexual, todos  trazidos  de Belém do Pará para a escolinha da Portuguesa. Ronildo era quem os trazia com uma proposta enganosa e acabavam caindo em mãos desses criminosos. Vale salientar que a Associação Portuguesa terceirizou seus serviços, sendo que Ronaldo e Fernando Matos, assumiram  a administração de dita escolinha.
 O  Presidente da Associação Atlética Portuguesa Santista Senhor José Ciaglia foi convidado a explicar  o fato relatado.  Ele diz  estar nesta função há muito pouco tempo.Leu um amplo informe sobre a Associação e  reconhece a negligência dos anteriores Presidentes na fiscalização. Está disposto a seguir contribuindo para apuração e investigação dos fatos.
O presidente Dep. Jordy denuncia a situação dos menores que eram alimentados somente com ração. Que viviam, em 12, numa quitinete e eram provindos de famílias de alto grau de vulnerabilidade.   
Depois de ouvir o convidado e pelas investigações feitas, o presidente da Comissão confirma que se trata de tráfico de menores.
Terceiro caso
Desmantelamento da quadrilha que atuava com mulheres brasileiras em Salamanca (Espanha) na boate Vênus. Aliciavam-nas  em São Paulo e em Salvador (BA). Em Salvador, as jovens eram convidadas a uma churrascaria e, logo, eram treinadas em Paripe e depois iam para Espanha.
Uma mulher chamada Renata foi convidada dar depoimento; ela  estava na “  “operação planeta”. Tentou-se saber  qual foi sua participação nessa quadrilha e seu envolvimento na mesma por ser namorada de Ângelo O “Gitano” .A mulher estava com seu advogado e seu depoimento foi muito limitado, deixando claro que ela não ia falar.
Ficou claro que familiares  articulavam ações com ela e que ela tinha relações com o “Gitano”, que,  além do vínculo afetivo, ele a usava para o negócio; inclusive ela foi ameaçada de morte.
A investigação vai continuar porque o caso se insere no item do tráfico de mulheres para exploração sexual internacional.
Quarto caso
Depoimento de uma jovem convidada a se manifestar sobre o  caso da denúncia feita por uma mulher do estado do Maranhão e que este fato foi publicado pela mídia. Dizia que um grupo de  mulheres se encontravam em situação de cárcere privado na boate Nigth Belas Clube de São Miguel Paulista e vinham todas da mesma cidade desse Estado.(Maranhão)
Esta  jovem diz não ser  verdade e, que, inclusive,    algumas colegas dela  se prontificaram para depor a favor do dono da boate.
Imãs Manuela Rodriguez e Antonieta Abreu

sexta-feira, 5 de abril de 2013

I Simpósio de Atenção Integral á Saúde da Mulher

A Rede Um Grito Pela Vida, regional Manaus/Roraima marcou presença no Simpósio, contribuindo com assessoria "O trabalho em Rede da Sociedade Civil na Prevenção ao Tráfico de Mulheres no Amazonas. Ir. Rose Bertoldo e Davide Tunis, destacaram a importância do trabalho articulado em Rede, de modo especial os profissionais de saúde, que tem o atendimento direto as vítimas.