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sábado, 30 de março de 2013

Seminário para a consolidação da Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Amazonas. 26 e 27.03.2013.

Construção do Plano Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no amazonas.

Conferência Magna. "Politica Brasileira de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas." 
Dr. Fernanda - Secretaria Nacional da Justiça/ Ministério da Justiça. DF.

Palestras:
Direitos Humanos LGBT: atenção as vitimas travestis e transexuais vitimas do tráfico de pessoas.
Mobilidade Urbana no Brasil.
A intersetorialidade das Politicas Públicas no Enfrentamento ao tráfico de Pessoas.
Apresentação do NETP do Amazonas e os Postos avançados de atendimento as vitimas.
Trafico de pessoas para fins de exploração sexual e as fronteiras secas no Amazonas.
Tráfico de Pessoas em grandes obras e grandes eventos e a exploração de pessoas para fins laborais.
O papel do Ministério Público e da Policia Federal no combate ao Crime Organizados




Feliz e abençoada Páscoa



sexta-feira, 22 de março de 2013

DIA 8 DE MARÇO


Com o  Tema: PROPOSTA PROFÉTICA DE JESUS DIANTE DA EXPLORACÃO SEXUAL E ECONÔMICA DOS CORPOS DAS MULHERES, reuniram-se mais de 100 pessoas no salão da Igreja São Carlos Borromeu, Belém- Zona Leste de São Paulo, na tarde do dia 8 de março.
Este evento foi organizado pelo núcleo  da REDE UM GRITO PELA VIDA CRB São Paulo, que criada em 2007 por um grupo de Religiosas sensíveis a este problema é é um  espaço aberto de adesão, apoio e empenho no enfrentamento da realidade do Tráfico de Seres Humanos.


O encontro teve a finalidade de dar a conhecedor/a e tornar mais  visível a  realidade do Tráfico humano, para isto o encontro seguiu a metodologia do ver-julgar-agir e celebrar. Iniciamos apresentando  elementos e dados sobre esta problemática, iluminando à luz da postura de Jesus com a realidade de exclusão de seu tempo e trazendo acontecimentos da realidade, realizando trabalho em grupo para levantar ações possíveis de ser assumidas na realidade dos participantes e finalizando com uma celebração de compromisso. O encontro foi assessorado pelas Irmãs Manuela Rodriguez e Roseli Consoli do Prado, ambas Oblatas do Ssmo. Redentor.






quinta-feira, 21 de março de 2013

II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tràfico de Pessoas

Clique para visualizar a publicação:

http://www.sepm.gov.br/publicacoes-teste/publicacoes/2013/folder_iipnetp


“Eu quero uma vida feliz, como Deus sempre quis: Nele tenho a Raiz!”


Na data 15 a 17 de março de 2013,  a Rede Um Grito pela Vida – CRB- Regional  BA/SE se reuniu na casa de retiro São José, em Mar Grande (BA),  para realizar a  primeira etapa de formação cujo tema é Tráfico de pessoas e violação de direitos no processo de migração. Contamos com a enriquecedora assessoria da Jaqueline Leite, coordenadora geral do Centro Humanitário de Apoio à Mulher (CHAME), e da socióloga e membro da mesma ONG Ana Montiaga. Participaram desta formação 22 religiosas e 02 leigas.
Essa foi uma experiência muito forte e esclarecedora para o grupo; um momento de partilha, diálogo, de aprendizagem teórica, prática e de uma  profunda reflexão acerca da problemática que permeia as questões do tráfico de pessoas, das relações de gênero, da migração, da violação dos direitos da mulher e de tantas outras complexidades e nuances que estão entrelaçadas nessas realidades, de modo  sutil e  gritante.
Como método de informação, prevenção, aprofundamento e compromisso, elaboramos propostas de ação a  serem articuladas nos núcleos, comunidades, escolas, praças e grupos.  Isto, sob a perspectiva de uma retomada avaliativa na II etapa de Formação, que acontecerá, ainda este ano, de 18 a 20 de outubro, também em Mar Grande (BA).
“De Olhos Fixos em Jesus”, estamos muito agradecidas por esse momento. Confiantes, solicitamos à Divina Ruah que continue abençoando e auxiliando a missão da Rede Um Grito pela Vida, para que tenhamos cada vez mais pés caminhantes e ouvidos atentos aos Gritos e apelos que brotam do chão da realidade.
Com entusiasmo, fé e esperança aguardamos a II etapa.
Um abraço fraterno das irmãs,
Ana Lúcia da Costa – Irmã do Divino Mestre,
Idolina Poleze – Oblata do Santíssimo Redentor
Gleide dos Santos Messias – Irmã Serva da Sagrada Família
Márcia Letícia de Lima – Irmã Estabelecida na Caridade

terça-feira, 5 de março de 2013

Goiânia: Realizado o Encontro para Multiplicadoras/es da Rede Um Grito pela Vida


Aconteceu no dia 24 de novembro, o I Encontro Regional de Formação para Multiplicadoras/es da Rede Um Grito pela Vida, promovido pela Conferência dos religiosos/as do Brasil – Regional Goiás. Objetivo Geral do Encontro: Capacitar e articular a VRC e leigas/os no Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (TP).

Objetivos Específicos: 
a) Conhecer o trabalho de sensibilização e enfrentamento ao TP pela Rede Um Grito Pela Vida;
b) Fortalecer e articular a VRC do Regional de Goiânia para assumir esta causa;
c) Conhecer o que o Estado de Goiás tem feito e realiza para enfrentar esta problemática;
d) Tomar conhecimento da realidade do TP no Estado de Goiás;
e) Conhecer outras instituições que trabalham no combate ao TP;
f) Suscitar o envolvimento do grupo para dar continuidade na formação sobre o TP; (participar das etapas de formação de 2013).

O Encontro foi assessorado, na parte da manhã, por Nelma Pontes, Presidente da Comissão Executiva do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - NETP-GO que expôs a problemática do TP no Estado e como é feito o atendimento às vítimas desse crime. Esclareceu dúvidas e orientou, também, como proceder diante dessa realidade e em casos de abusos sexuais, trabalho escravo, violência contra a mulher, etc. Colocou-se à disposição para um trabalho conjunto no enfrentamento dessa prática criminosa que vitima tantas mulheres, jovens e crianças.

Na parte da tarde nossa Irmã Eurides Alves de Oliveira (ICM), Coordenadora Nacional da Rede Um Grito pela Vida, deu continuidade ao trabalho fazendo memória de como nasceu a Rede Um Grito Pela Vida, as Congregações e Instituições que a apóiam e que dela participam e toda a problemática que envolve essa grave situação. Socializou informações, esclareceu dúvidas, incentivou a participação e o comprometimento por esta causa com ações educativas de prevenção e assistência, intensificando a luta por políticas públicas de enfrentamento ao TP.

Irmãs de diversas Congregações e leigos participaram num total de 25 pessoas.
Da Congregação estiveram presentes as Irmãs: Maria Inês, Josiana, Cristina e Lourdes, além de Ir. Eurides, assessora.

Ir. Lourdes Pozoco.

Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes

Human Trafficking
UNODC mantém, desde março de 1999, o Programa contra o Tráfico de Seres Humanos, em colaboração com o Instituto das Nações Unidas de Pesquisa sobre Justiça e Crime Interregional (UNICRI). O programa coopera com os Estados-Membros em seus esforços de combater o tráfico de seres humanos, ressaltando o envolvimento do crime organizado nesta atividade e promovendo medidas eficazes para reprimir ações criminosas.
A atuação do UNODC se dá em três frentes de ação: prevenção, proteção e criminalização. No campo da prevenção, o UNODC trabalha com os governos, cria campanhas que são veiculadas por rádio e TV, distribui panfletos informativos e busca parcerias para aumentar a consciência pública sobre o problema e sobre o risco que acompanha algumas promessas advindas do estrangeiro.
Além da prevenção, é necessário que a polícia e o judiciário utilizem normas e procedimentos para garantir a segurança física e a privacidade das vítimas do tráfico de pessoas. Assim, no campo da proteção, o UNODC coopera com os países para promover treinamento para policiais, promotores, procuradores e juízes. Ao mesmo tempo, busca melhorar os serviços de proteção das vítimas e das testemunhas oferecidos por cada país.
Finalmente, o UNODC busca fortalecer os sistemas de justiça dos países para que o maior número de criminosos seja julgado. Para isso, é preciso que o tráfico de pessoas seja previsto como crime nas legislações nacionais, que haja a devida aplicação da lei e que as autoridades sejam capazes de inibir a ação dos agentes do tráfico.
Coordenando atividades da Iniciativa Global da ONU contra o Tráfico de Pessoas (UN.GIFT, na sigla em inglês), o Escritório contribui para a inclusão da sociedade civil no debate sobre o assunto, trazendo para a discussão temas como a relação do tráfico de pessoas com a vulnerabilidade às DST/HIV/aids, bem como a importância da prevenção, da proteção às vítimas e da atuação efetiva da justiça criminal para a punição a esses tipos de crime.

O que é o tráfico de pessoas?

O tráfico de pessoas é caracterizado pelo "recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça ou uso da força ou outras formas de coerção, de rapto, de fraude, de engano, do abuso de poder ou de uma posição de vulnerabilidade ou de dar ou receber pagamentos ou benefícios para obter o consentimento para uma pessoa ter controle sobre outra pessoa, para o propósito de exploração". A definição encontra-se no Protocolo Relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em Especial Mulheres e Crianças, complementar àConvenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, conhecida também como Convenção de Palermo.
Um número crescente de Estados vem ratificando a Convenção de Palermo e seus protocolos, entre eles os cinco países de atuação do UNODC Brasil e Cone Sul: Argentina (2002), Brasil (2004), Paraguai (2004), Chile (2004) e Uruguai (2005).

Elementos do Tráfico de Pessoas

O ato (o que é feito):

Recrutamento, transporte, transferência, alojamento ou o acolhimento de pessoas.

Os meios (como é feito):

Ameaça ou uso da força, coerção, abdução, fraude, engano, abuso de poder ou de vulnerabilidade, ou pagamentos ou benefícios em troca do controle da vida da vítima.

Objetivo (por que é feito):

Para fins de exploração, que inclui prostituição, exploração sexual, trabalhos forçados, escravidão, remoção de órgãos e práticas semelhantes. Para verificar se uma circunstância particular constitui tráfico de pessoas, considere a definição de tráfico no protocolo sobre tráfico de pessoas e os elementos constitutivos do delito, conforme definido pela legislação nacional pertinente.

O que é o contrabando de migrantes?

É uma forma de traficar seres humanos. Segundo o Protocolo Adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, Relativo ao Combate ao Contrabando de Migrantes por via Terrestre, Marítima e Aérea, o contrabando de migrantes é a entrada ilegal de pessoas em países nos quais ela não possui residência nacional ou permanente, para aquisição de bens financeiros e outros ganhos materiais.

Qual é a diferença entre tráfico de pessoas e contrabando de migrantes?

Consentimento

O contrabando de migrantes, mesmo em condições perigosas e degradantes, envolve o conhecimento e o consentimento da pessoa contrabandeada sobre o ato criminoso. No tráfico de pessoas, o consentimento da vítima de tráfico é irrelevante para que a ação seja caracterizada como tráfico ou exploração de seres humanos, uma vez que ele é, geralmente, obtido sob malogro.

Exploração

O contrabando termina com a chegada do migrante em seu destino, enquanto o tráfico de pessoas envolve, após a chegada, a exploração da vítima pelos traficantes, para obtenção de algum benefício ou lucro, por meio da exploração. De um ponto de vista prático, as vítimas do tráfico humano tendem a ser afetadas mais severamente e necessitam de uma proteção maior.

Caráter Transnacional

Contrabando de migrantes é sempre transnacional, enquanto o tráfico de pessoas pode ocorrer tanto internacionalmente quanto dentro do próprio país.

CPI do TH investiga desaparecimento de meninas no AM


A CPI vem colher os depoimentos de Bruno Amaral do Carmo, 27, a Bruna Valadares, que foi vítima da rede de tráfico humano em São Paulo e apurar o suposto desaparecimento de 20 garotas de Iranduba.
Bruno Amaral do Carmo, mais conhecido como Bruna Valadares, foi vítima da rede de tráfico humano em São Paulo

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura o tráfico nacional e internacional de pessoas desembarcará em Manaus no dia 10 de dezembro, informou ontem por telefone a presidente da comissão, a senadora Vanessa Graziottin (PCdoB/AM). A CPI vem colher os depoimentos de Bruno Amaral do Carmo, 27, a Bruna Valadares, que foi vítima da rede de tráfico humano em São Paulo e apurar o suposto desaparecimento de 20 garotas de Iranduba, município no interior do Estado. A audiência pública será realizada na Assembléia Legislativa do Amazonas (Aleam). É A segunda vez que a CPI virá a capital amazonense. A primeira ocorreu em julho, deste ano.   
“Iremos averiguar o caso de Iranduba e especialmente o de Bruno Amaral, de Parintins. Queremos saber como opera a rede do tráfico em São Paulo. Ele tem muitas informações que irão nos ajudar”, afirmou a senadora. Acompanharão Vanessa nesta audiência os senadores Marinor Brito (Psol/PA), relatora da CPI e Paulo Davim (PV/RN). A assessoria da senadora Vanessa já contatou com travesti parintinense.Bruna deixou Parintins( a 325 quilômetros de Manaus), em maio, deste ano, epor quatro meses morou em duas casas da cidade de Jundiaí e de São Paulo, capital. Neste período, ela foi mantida em cárcere privado, sofreu maus-tratos e feita escrava sexual. De volta a Ilha Tupinambarana, desde o dia 10 de novembro, ela diz que vive sob clima de tensão e medo, por conta das ameaças de morte que recebeu.
Bruno Amaral do Carmo conseguiu fugir, no final do mês de outubro do ano passado, dentre um grupo de 20 travestis, que também era explorado pela rede do tráfico de seres humanos. Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo (MPE/SP), onde ficou sob a proteção da Comissão de Direitos Humanos da Prefeitura da capital, Bruna relatou que viajou de Parintins com a promessa de que mudaria de vida, receberia um implante de silicone e ganharia muito dinheiro. Mas depois de um mês de escravidão ela ainda descobriu que a clínica das operações plásticas era clandestina e de propriedade da travesti Eva Touro, chefa da rede criminosa,em São Paulo. Eva também usa o nome artístico de Boneca Érica, cujo nome civil é Francisco Evandro.
“Não fiz a cirurgia porque vi outras `meninas` com muitas sequelas e porque você acaba se endividando ainda mais”, disse Bruna. Esses procedimentos consistiam na injeção de silicone industrial nas nádegas, coxas e quadris das travestis.As traficadas ficavam presas durante o dia e eram liberadas à noite para os programas sexuais. O apurado era entregue integralmente a governanta da casa, Priscilla Lapache, travesti que trabalhava para Eva.
Bruna Valadaresfoi recrutada, em Parintins, por outra travesti identificada pelo nome de Marcinha, que reside em Macapá (AP) e que a conheceu no Festival Folclórico de 2011. Foi Marcinha que intermediou o contato com a cafetina Eva Touro. Bruna viu o corpo de Marcinha todo transformado e se deixou levar pelos argumentos da aliciadora. “Quando você chega a São Paulo já chega devendo para eles e tem que virar escrava sexual para pagar a dívida, que nunca acaba e só aumenta. Eu cheguei devendo R$ 3 mil, que eram das despesas das passagens, deslocamento e da hospedagem”, revelou. Bruno chegou a São Paulo pelo aeroporto de Viracopos, em Campinas, e levada para um casarão no bairro Cabreúva, localizado na avenida José Donato, entre os números 1550 e 1958, ao lado do “bar da Preta”, em Jundiaí, no interior paulista. Ela tomou conhecimento, que naquele mesmo dia, pessoas de outros Estados eram também aguardadas em São Paulo pelos aliciadores.
Ainda de acordo com Bruna, a meta do faturamento da noite imposta para os travestis era de R$ 250. Aqueles que não arrecadavam o esperado eram espancados e ameaçados de morte. “Quando eles falaram que iriam me matar comecei a pensar num meio de fugir”. Bruna Valadares e outra travesti foram transferidas de Jundiaí, para a capital, com o objetivo de melhorar a renda nos programas. Esta nova casa, segundo o MPE/SP apurou, esta localizada na rua Vicenza, no Tucuruvi. Lá eram escravizadas mais 20 travestis. 

TRES PERGUNTAS PARA BRUNA VALADARES
Como foi a fuga?
A governanta pediu que eu comprasse um remédio na drogaria. Eu fui e comprei também um cartão. Liguei do orelhão para o telefone do meu irmão, em Parintins, que me passou o telefone de um amigo (Fabinho) de São Paulo. A partir daí com a ajuda do de outro amigo (Demetrius) de São Paulo e do Dinho (Parintins), que conseguiu mobilizar as autoridades, voltei a Parintins. Foram três semanas de tentativas, somente em São Paulo.
Como você conseguiu fugir da casa?
A governanta percebeu que eu estava nervosa, no dia da fuga. Então ela mandou que eu saísse da casa dos travestis e me deixou trancada na casa dela. Eu revirei a casa e consegui encontrar uma chave e saí. Com ajuda do Fabinho consegui chegar ao aeroporto de Guarulhos, mas perdi o vôo. Passei dois dias dormindo no aeroporto. Depois o Demetrius me levou para a casa dele e me deixou na Rodoviária do Tiêtê.
Qual momento você percebeu que sua vida corria perigo?
Em todos os momentos, principalmente na fuga. Meus amigos que me ajudaram lá também estavam com muito medo. Eles também poderiam ser mortos. Eu poderia esta sendo seguida, como fui, na rodoviária. Ainda em Manaus, antes do embarque de volta a Parintins, eles me passaram uma mensagem dizendo que eu ia morrer, porque não paguei a dívida de R$ 4 mil.

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Entrevista sobre tráfico de pessoas

Continuidade da entrevista sobre Tráfico de Pessoas em Manaus Ir. Roselei Bertoldo e Keith Bentes
O crime é considerado o terceiro mais lucrativo no mundo. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), perde apenas para o tráfico de drogas e de armas.

Trabalho escravo no interior do AM


Fonte: Jornal a Critica AM 29.11.2012

Trabalhadores mantidos em regime de trabalho escravo são resgatados no interior do AM

Grupo de 12 pessoas, entre elas dois menores, que atuavam como pescadores e transportadores de madeira, foram descobertos em meio às ações de combate a crimes ambientais, pelo Batalhão Ambiental, nos municípios de Codajás e Manacapuru, em parceria com a SRTE-AM
Trabalhadores alegaram aceitar a proposta de baixo salários para sustentar a família  
 

Um grupo de 12 trabalhadores mantidos em regime escravo, que atuavam como pescadores e transportadores de madeira, foram resgatados por uma equipe da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas (SRTE-AM), em parceria com o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb). O resgate dos trabalhadores ocorreu nos municípios de Codajás e Manacapuru, durante ações realizadas ao longo desta semana. No grupo havia dois adolescentes de 15 e 16 anos de idade. Quatro embarcações irregulares foram apreendidas.
Esta foi a primeira operação do BPAmb em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) contra crimes ambientais e trabalho análogo escravo, respectivamente.
De acordo com o sargento Souza Andrade, do Batalhão Ambiental, os trabalhos iniciaram na última segunda-feira (26). Os primeiros trabalhadores foram encontrados em meio às ações dos órgãos, na terça-feira (27), ocasião em que as equipes identificaram na comunidade Botafogo, no município de Codajás (a 240 quilômetros a oeste de Manaus), um barco com pesca, oriundo de Coari (a 363 quilômetros a oeste de Manaus). “Nesse barco se encontravam cinco pessoas trabalhando de forma irregular. Diante da irregularidade nós fizemos a apreensão”, informou.
No dia seguinte, mais duas embarcações foram apreendidas em Codajás, com trabalhadores e proprietários que transportavam pescado. Um total de quatro toneladas de peixe, entre tucunaré, pescada, surubim e acará-açu seria trazido para Manaus, para ser comercializado.

Segundo o sargento Souza Andrade, as quatro espécies de peixes não se encontram no período de defeso, e dependendo do estado do pescado, será feita a doação para instituições de caridade.

A quarta embarcação, que saiu de Beruri (a 173 quilômetros a sudoeste de Manaus), também no rio Solimões, foi apreendida em Manacapuru (a 68 quilômetros a oeste de Manaus), com 28 m³ de madeira sem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para ser extraída. Entre a madeira apreendida havia peças de paricarã e louro-arito – utilizada para móveis. No barco haviam três trabalhadores e o proprietário da embarcação. A madeira também deve ser doada.
Ainda segundo o militar, todos os proprietários das quatro embarcações serão autuados por crimes ambientais na Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema), onde o caso foi registrado.
A Capitania dos Portos identificou que a embarcação com madeira estava sobrecarregada, devido a grande quantidade transportada.
Trabalho Escravo
“A operação é um trabalho do grupo especial de fiscalização móvel. Foi constatada jornada excessiva de trabalho de 24 horas, inclusive de menores. Os proprietários dos barcos vão receber auto de infração do Ministério do Trabalho, eles podem acabar respondendo com ações civis, não só perante a esfera administrativa, como na judicial. Os trabalhadores vão receber Carteira de Trabalho, três parcelas do seguro desemprego e rescisões trabalhistas dos patrões”, explicou o coordenador da fiscalização do MTE, Raul Vital.
O trabalhador Carlos Júnior, 28, disse que há 11 dias se deslocou para a comunidade Piorini, no interior de Coari, para trabalhar em uma das embarcações de pescado. “Topei pela necessidade de sustentar a família”, disse Carlos que mora com três irmãos e os pais.

Sistema
O dono da embarcação "Israel", com o carregamento de pescado, Acácio Cesário Carvalho, 48, alegou que geralmente trabalha em sociedade, sem carteira assinada para os ajudantes.  O homem disse que não sabia que haviairregularidade. Conforme as explicações dele, o pagamento dos trabalhadores é feito de acordo com o valor arrecadado da produção.
“Se for, por exemplo, R$ 10 mil, e a despesa do barco for R$ 5 mil, nós tiramos 30% para despesa do motor e o resto dividimos com os pescadores, que dá uma base de R$ 900 por mês. Mas não é toda vez que é assim. Em algumas situações não tiramos nem o da despesa", explicou. "Nós pescamos nos rios da região lá de Coari. A comercialização do pescado é feita em Manaus”, acrescentou.
Entretanto, segundo a fiscalização, cada trabalhador recebia R$ 100 por semana.  
De acordo com a SRTE-AM, os donos das embarcações serão autuados por crime ambiental, e podem responder na Justiça, pelos crimes de exploração de mão de obra. Além de responderem a processos com penas de 2 a 4 anos de reclusão. O caso também vai ser encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT-AM).

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Entrevista sobre Tráfico de Pessoas em Manaus

Mais uma entrevista sobre tráfico de pessoas em Manaus Keite Bentes e Ir. Roselei Bertoldo

16 dias de ativismo contra a violência de gênero’ mobiliza organizações para lutar pelos direitos das mulheres

Postado na Adital 
A Campanha Internacional ‘16 Dias de ativismo contra a Violência de Gênero’ dará início na próxima segunda-feira, dia 25, no marco do Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, à sua 22ª edição. O Centro para a Liderança Global das Mulheres (CWGL) da Universidade de Rutgers, Estados Unidos, em conjunto com milhares de organizações ao redor do mundo, realiza a campanha para exigir o fim da violência contra as mulheres e apelar aos governos para que garantam sua proteção.
Para o CWGL, o período escolhido para a ação, de 25 de novembro a 10 de dezembro, não só garante mais visibilidade ao Dia Internacional contra a Violência contra a Mulher e ao Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro), como também relaciona a violência de gênero a uma violação aos direitos humanos.
Com base em sugestões, neste ano, o tema global da campanha continuará sendo: ‘Da Paz no lar à Paz no mundo: Vamos desafiar o Militarismo e pôr fim à Violência contra as Mulheres!’. Os subtemas da campanha são: Violência sexual e de gênero cometida por agentes do Estado, sobretudo policiais ou militares; Proliferação de armas de pequeno porte e seu papel na violência doméstica; e Violência sexual e depois do conflito. 
No Brasil, será abordada a temática ‘Compromisso e atitude pela Lei Maria da Penha – a lei é mais forte’, que pretende mobilizar a sociedade e promover a atuação conjunta entre governo e justiça a fim de diminuir a impunidade nos crimes contra as mulheres. No dia 28 de novembro, no Distrito Federal, a partir de 18h, na passagem subterrânea da 102/202 Norte, um grupo de grafiteiros/as de Brasília e do Rio de Janeiro fará um mural temático pelo fim da violência contra as mulheres. Veja mais aqui.
Já na Argentina, o tema da campanha será ‘Argentina frente aos compromissos internacionais de Caro e Beijing’ e se correlaciona às metas estabelecidas na 4ª Conferência Internacional da Mulher em Beijing, realizada em setembro de 1995 na China. A Fundação para Estudo e Investigação da Mulher (Feim) apresentou o relatório ‘Beijing + 15. Igualdade de gênero: das palavras aos fatos”, que avalia os avanços e os obstáculos no país no cumprimento da Plataforma de Ação instituída na Conferência citada acima.
A poucos dias da comemoração internacional, uma das iniciativas mais inovadoras é a Campanha de Cartas de Mulheres no Peru, que busca tornar visível para as mulheres "um crime que afeta toda a sociedade e tem enormes custos sociais e econômicos em escala nacional e mundial”, assinala Maria del Carmen Panizzo, coordenadora do Programa Regional ComoVoMujer, em referência ao feminicídio. 
As cartas convidam as mulheres a compartilhar experiências, medos e esperanças diante da violência para que, ao final dos testemunhos, as autoridades possam revisar as normas e melhorar as políticas públicas do país.
Dados do feminicídio no mundo
De acordo com a consultora jurídica de Direitos Humanos do portalFeminicidio.net, Elena Laporta, a América Latina tem as taxas de feminicídio mais elevadas do mundo. "Dos 25 países com maior número de feminicídios, mais de 50% estão na América: quatro no Caribe, quatro na América Central e seis na América do Sul. Outros sete se encontram na Europa, três na Região Norte e mais três na Região Oeste. Dos restantes, três estão na Ásia e um na África”, detalhou.
Aproximadamente 66 mil mulheres são assassinadas a cada ano em nível global, o que representa 17% do total de mortes violentas. Ademais, os países com maiores taxas de homicídio contra mulheres são África do Sul, El Salvador, Jamaica e Guatemala segundo aponta o relatório ‘Carga global da violência armada 2011.
O dia 25 de novembro, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1999, presta também homenagem a Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, três irmãs ativistas políticas assassinadas na ditadura da República Dominicana. 
Mais informações no site www.16dayscwgl.rutgers.eduou redes sociais: Facebook: http://www.facebook.com/16DaysCampaigne Twitter: @CWGL_Rutgers

25 de novembro: Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher

Postado na Adital 
O dia 25 de novembro foi instituído pela Assembleia Geral da ONU como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher. Todos os anos desde 1999, governos, organizações não governamentais e instituições outras promovem neste dia atividades de sensibilização sobre o problema da violência contra a mulher, que atinge mais da metade da população mundial sem distinção de cor, raça e classe social.
É importante colocar que não só as mulheres, mas a maioria dos homens tem se posicionado e contribuído em favor da efetividade da Lei Maria da Penha, preocupados que estão em garantir um futuro sem violência para suas descendentes. Porém é imperioso que os gestores públicos, de forma maciça, invistam na criação das políticas públicas imprescindíveis (Delegacias da Mulher, Centros de Referencia, Casas Abrigo e Juizados da Violência Doméstica) para fazer a lei sair do papel e funcionar de verdade.
Afinal, porque tanta resistência quando a principal finalidade da Lei 11340 não é a de punir homens, mas punir o homem agressor que por não saber tratar sua mulher como pessoa humana pratica atos que ferem o seu desenvolvimento, autoestima, integridade e dignidade?
É importante que os gestores públicos que resistem em enfrentar a violência doméstica atentem que esse tipo de violência também contribui para o aumento da violência urbana, pois antecipa o desejo dos filhos saírem de casa, levando-os a situação de rua e conseqüentemente ao alcoolismo, drogadição, prostituição e delinquência. Como desejar uma cultura de paz no mundo se nós não a temos nem dentro de nossas próprias casas?
Nós do Instituto Maria da Penha estamos empenhados em resgatar os valores da família que estão se perdendo na sociedade (respeito mútuo, carinho, incentivo, acolhimento, harmonia, diálogo, enfim, o amor) e acreditamos que educar para estes valores é a única forma de plantarmos as sementes de uma sociedade mais justa e igualitária e neste sentido não podemos esquecer a recomendação da OEA de incluir nos currículos escolares a importância do respeito à mulher, a seus direitos e ao manejo dos conflitos intrafamiliares. (Relatório Caso Maria da Penha, nº54/01).
A propósito, gostaria de louvar a iniciativa, sem precedentes, do INSS de fazer ações regressivas dos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, nas quais o agressor devolverá aos cofres públicos o recurso que foi utilizado com a vítima de violência doméstica. Este exemplo de enfrentamento poderá ser transformado em uma tecnologia social e replicado pelos demais órgãos do Governo.
Seis anos já se passaram desde a criação da Lei Federal 11340, batizada com o meu nome e é reconfortante ouvir depoimentos emocionados de mulheres que se autointitulam "salvas pela Lei”. É isto que não nos deixa parar e alimenta a nossa esperança de um futuro melhor para as nossas descendentes.

Rede Um Grito pela Vida se reune com referenciais dos núcleos


Encontro Nacional 

Nos dias 02 a 04 de novembro de 2012, em Brasília/DF, No Centro Cultural Missionário - CCM, realizou-se o encontro ampliado da coordenação com as (os) referenciais dos núcleos  da REDE “UM GRITO PELA VIDA”. Esse encontro teve como objetivo fortalecer a articulação da Rede, aprofundar a temática do Trafico de Pessoas no contexto brasileiro, em tempos de grandes eventos e definir e planejar a atuação da Rede na Campanha da Fraternidade 2014 e na campanha preventiva durante a Copa do Mundo.
A chegada das/dos 26 participantes, representando 22 estados, foi com muita expectativa, entusiasmo e interesse, a fim de viverem momentos de partilha e de traçar caminhos para uma atuação profético-missionária da Rede, em tempos de grandes eventos em nosso país. Os momentos de mística fortaleceram este propósito, fazendo um elo entre a vida e a Palavra, que nos convida a, de olhos fixos em Jesus, avançar para águas mais profundas.
Num primeiro momento, houve uma rica e significativa partilha daquilo que as Regionais vêm realizado. Logo depois, as Irmãs Eurides Alves de Oliveira e Roseli Consoli do Prado, da equipe de coordenação nacional, apresentaram um histórico da atuação da Rede nos últimos anos.

Na manhã do dia 03, o advogado Renato Roseno, defensor dos direitos humanos, fez uma explanação que proporcionou o aprofundamento da temática do Tráfico de Pessoas no contexto sócio-político do Brasil. No período da tarde, Irmã Gabriella Bottani, membro da coordenação nacional e representante da Rede Um Grito pela Vida na Rede Internacional da Vida Consagrada Talitha kum, após breve introdução sobre os impactos da copa do mundo de 2014 no Brasil, orientou o trabalho de grupo na perspectiva de definir e planejar  a atuação da Rede na campanha da Fraternidade 2014 e na  campanha preventiva durante a referida copa.
Registramos a presença marcante de Ir. Márian Ambrósio, Presidente da CRB Nacional, que, em suas palavras, agradeceu aos membros da Rede a significativa atuação e visibilidade que a mesma vem conquistando em âmbito nacional.  Este dia foi concluído com a celebração eucarística e uma alegre e festiva noite recreativa.

No dia 04, teve lugar a reflexão e os encaminhamentos sobre o material Institucional, na perspectiva da Copa e da Campanha da Fraternidade, em 2014, e a organização do encontro nacional 2013. Esse encontro foi um marco na caminhada da Rede, que vem dando novos e significativos passos na sua missão e compromisso no enfretamento do Tráfico de Pessoas.

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Mais uma reportagem sobre o Seminário de Enfrentamento ao tráfico de pessoas em manaus, realizado pela Rede Um Grito Pela Vida - CRB AM/RR.

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Video realizado pela Comissão de Direitos Humanos da Câmera Legislativa do DF, em parceria com o  CECRIA  e apoio do Comitê de Enfrentamento de tráfico de Seres Humanos do DF.

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Reportagem TV Amazon Sat - Manaus

Repotagem feita pela TV Amazon Sat sobre o Seminário Realizado pela Rede Um Grito Pela Vida, dia 20 de outubro em Manaus. AM.

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Seminário Sobre tráfico de Pessoas em Manaus. 20 de outubro 2012.

Link para material sobre TP

Olá pessoal, tem um instrumento que nos disponibiliza material sobre o tráfico de pessoas, vamos acessar.
Zhttps://www.dropbox.com/sh/47a57uy21skm9d1/YDwoLmNlrZ

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Entrevista exclusiva com uma ex-prostituta que foi levada para a Europa pelo tráfico de mulheres.

Entrevista exclusiva com uma ex-prostituta que foi levada para a Europa pelo tráfico de mulheres.

7º Encontro Internacional sobre Migração e Tráfico de Pessoas na América Latina termina nesta sexta feira, 21/09/2012

por Adital
Terminou nesta sexta-feira (21) o 7º Encontro Internacional sobre Migração e Tráfico de Pessoas na América Latina. O encontro, organizado pela Fundação Memorial da América Latina e o Instituto Latino-Americano de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, estava acontecendo na Biblioteca Latino-americana Victor Civita em São Paulo (Brasil) com a participação de acadêmicos, religiosos, leigos, operadores da justiça para o tema do tráfico de pessoas, entre outros interessados.
Foram temas da programação neste último dia "O Protagonismo da Sociedade Civil no Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Brasil e América Latina", "O Papel Político-Pedagógico da Mídia no Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Brasil e América Latina", "As Experiências Internacionais de Migração e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas: Um Paralelo com a América Latina" e "Migração e Tráfico de Travestis e Transexuais: Enfrentamento à Exploração Sexual e Proteção aos Direitos da Diversidade Sexual".
 Anália Ribeiro, diretora do departamento de Políticas Públicas da América Latina do   Instituto Latino Americano de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Iladh),  acompanha a realização deste encontro desde sua primeira edição. Para ela, este encontro se destacou frente aos outros realizados anteriormente.
"O 7º Encontro é um marco do ponto de vista da qualidade. Este momento deu mais visibilidade ao tema, gerou dados e informações mais precisas, vasto material acadêmico e serviu também para estimular os Estados a agirem e a promoverem a integração de ações. Foi também uma oportunidade para mostrar a ineficiência que ainda persiste da rede integral de atenção às vítimas", destacou.
Anália também chamou atenção para um tema discutido no primeiro dia do Encontro, o 2º Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Ela, assim como outros atores sociais ativas na luta contra o tráfico de seres humanos, estão ansiosos pela divulgação e concretização desta ferramenta.
"A sociedade civil, movimentos sociais, operadores da justiça para o tema do tráfico de pessoas e demais envolvidos com o tema estão torcendo para que haja logo a implementação do II Plano. Sabemos que não existe vontade política para que o plano seja desengavetado, visto que está na Casa Civil e na Presidência. Houve um esforço conjunto para a construção do plano, por isso queremos a implantação deste mecanismo que avança em vários aspectos em comparação ao primeiro".
Balanço - 7º Encontro Internacional sobre Migração e Tráfico de Pessoas na América Latina reuniu cerca de 200 pessoas. Além dos participantes da Colômbia, Bolívia, Peru, El Salvador, Equador e demais países da América Latina também houve a presença de atores sociais que lutam contra o tráfico de pessoas no Canadá, Estados Unidos, Itália, Camboja, além de outros países da Ásia e Europa.
Participaram estudiosos, pesquisadores do tema, pessoas que desenvolvem trabalhos na área, religiosos, leigos, operadores da justiça para o tema do tráfico de pessoas e representantes da diversidade sexual, segundo acrescentou Anália.
A diretora do departamento de Políticas Públicas do Instituto Latino Americano considerou o encontro um exercício para de fato se formar agentes multiplicadores mais capacitados sobre a temática.

São Paulo


CAPACITAÇÃO DA REDE UM GRITO PELA VIDA/SP SOBRE “TRÁFICO DE PESSOAS EM TEMPOS DE MEGAEVENTOS




Com a participação de religiosas/os e leigos, trabalhamos o tema acima, utilizando a metodologia latino-americana do VER, JULGAR e AGIR, e completando os slides com  dados recentes, atualizados face a  cada situação.
O objetivo da Capacitação foi o de dar conhecimento, informações sobre esta realidade, 2º crime mundial e tratado desde o dia 22, na novela das 21h, na Globo, sob a direção da Glória Perez, assim como o tema que será tratado na CF 2014 – “Fraternidade e Tráfico Humano”.  E formarmos multiplicadores, nas suas áreas de atuação.
Antes de iniciar o VER, foi apresentada a Rede na fala da Ir. Eurídes  Alves de Oliveira, assim como a música e letra da Ir. Miria Kolling, composta especialmente para a Rede Um Grito pela Vida.
No VER, abordamos a Realidade dos Megaeventos anteriores, acontecidos na Alemanha e na África do Sul, e suas consequências, já pensando no que poderá vir a acontecer no Brasil, a partir de 2013. Também apresentamos a Realidade dos Grandes Projetos, como a construção de 12 estádios nas cidades-sede da Copa e o absurdo crescimento dos gastos, a partir da previsão inicial, em detrimento dos serviços básicos à população, assim como a violação  aos direitos humanos e afronta à dignidade das pessoas e do próprio Deus. Esta realidade nos interpela profundamente na vivência dos nossos carismas fundacionais que trazem a missão de defender a vida ameaçada.
Ainda vimos o que está acontecendo em São Paulo, com os incêndios provocados criminalmente nas favelas para a “higienização social” da área, a fim de atender aos interesses dos empresários e construtoras. Mesmo a instalação de uma CPI formada pelos vereadores e criada para averiguar as causas dos incêndios não foi à frente, porque se descobriu que os vereadores receberam propinas dos empresários  para as suas eleições em 2008 e 2012, a fim de não chegar a nenhuma conclusão.
Por fim, no VER, apresentamos, sempre com a partilha dos participantes, osImpactos da Copa na vida das mulheres.
Em todo o tempo os slides eram completados com as informações mais recentes em cada situação.
Tivemos, após o almoço compartilhado, o JULGAR , utilizando um texto bíblico e perguntas pertinentes à realidade das “escravas” de hoje, os responsáveis por esta situação e os nomes concretos dos grupos envolvidos criminalmente. Depois, os grupos de trabalho apresentaram de forma criativa o que discutiram.
Encerramos o dia do com uma avaliação dos participantes e mística para finalizar os trabalhos do dia.

Encontro das representantes dos núcleos


Encontro Nacional da Rede Um Grito Pela Vida, 01 a 04 de novembro de 2012.
CCM - Brasilia. DF.

CRB NACIONAL REDE UM GRITO PELA VIDA REALIZA ENCONTRO DE ARTICULAÇÃO E FORMAÇÃO COM REPRESENTANTES DOS NÚCLEOS

por Eurides Oliveira

...uma relação de partilha, de articulação,
de compromisso com o outro, a outra
faz-se condição absolutamente imprescindível
para a existência humana” (J.B.Libânio)

No cumprimento de sua programação anual a Rede Um grito pela Vida realizará o Encontro ampliado da Coordenação com as referencias dos núcleos regionais, nos dias 02 a 04 de novembro de 2012, no Centro Cultural Missionário - CCM (SGAN 905 s/n md C, Brasília - DF, 70790-050, Fone: (0xx) 61 3274-3009.
O Encontro tem como objetivos:
  • Fortalecer a articulação da Rede
  • A profundar a temática do trafico de pessoas no contexto brasileiro, em tempos de grandes eventos
  • Definir estratégias de atuação na Campanha da Fraternidade 2014
  • Organizar a campanha preventiva ao tráfico de pessoas antes e durante a copa do mundo de 2014;
Este encontro é de suma importância. A dinâmica de atuação em REDE, só é possível com uma efetiva participação e articulação de seus integrantes.
Somos felizes por ver a Rede “Um grito pela Vida” crescendo e tornando-se cada vez mais um espaço de missão solidária da VRC do Brasil, ampliando suas possibilidades e sendo reconhecida como uma expressão evangélico-profética na igreja e na sociedade, através dos seus 16 núcleos existentes e os demais em fase de organização.
No entanto, diante da complexidade dos tempos atuais, da abrangência e gravidade da realidade do tráfico de pessoas, que segue com cifras elevadas, matando sonhos e ceifando vidas, precisamos cada vez mais avançar na reflexão e ação conjunta.
Nesta perspectiva o encontro tem um papel fundamental, sobretudo no tocante ao processo formativo e no planejamento das ações de prevenção e enfrentamento ao tráfico de pessoas em tempos de mega eventos, quando o turismo sexual, a exploração do trabalho e a violência sexual tende a aumentar.
O encontro será dinamizado pela equipe de coordenação da REDE Ir. Eurides Alves de Oliveira. Ir. Gabriella Bottani, Ir. Roseli Consoli do Prado, Ir. Maria de Fátima Cunha, Ir. Maria de Fátima Barbosa, e contará com a assessoria do Sr. Renato Roseno.
Na força libertadora de Jesus de Nazaré, aguardamos com alegria e esperança a chegada das/os 28 participantes para partilhar, refletir, fortalecer e projetar a caminhada da REDE, num compromisso sempre efetivo de solidariedade e compromisso com a defesa da vida, ameaçada pelo drama do tráfico de pessoas.
Ir. Eurides Alves de Oliveira, ICM