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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Fortaleza: Encontro da Rede com Adital

No dia 4 de novembro de 2009 duas irmãs da Rede Um grito pela Vida do núcleo de Fortaleza foram convidadas da equipe de jornalistas de Adital - Agência de Informação Frei Tito para América Latina para discutir o tema do Tràfico de Pessoas. No encontro esteve presente também Dolores Mota professora da UFC. O encontro foi muito interessante e fortaleceu as relaçõe entre a Rede, a Universidade Federal do Ceará e Adital.

18 de outubro: dia europeu contra o tráfico de pessoas

Filhos/as de Deus tratados como escravos/as…
Filhos/as de Deus vendidos como gado no mercado…
Nunca mais!

“…dá às vítimas força e confiança…” 

Por todo o mundo, mas também perto de nós, homens, mulheres e crianças são – contra a sua vontade ou atraídos com promessas tão mirabolantes como falaciosas – tratados por outros humanos (?) como mercadorias e, por vezes, com muito menos cuidado quer porque alimentá-los é caro, quer porque acabam por compreender que eles (elas) vigarizados e tentam resistir.

Quem desejaria isto para a sua criança, a sua irmã, a sua sobrinha, a sua amiga?

Grupos particularmente vulneráveis: as mulheres…

Centenas de milhares são, todos os anos, vítimas de redes internacionais de tráfico.

Em numerosos países, a situação social e económica das mulheres torna-as mais vulneráveis às falsas promessas e facilmente “exploráveis”: prometem-lhes, algures, um emprego sério e bem pago para ganhar a sua vida e a da sua família.

Então, as mulheres são transformadas em mercadorias e vivem em condições muito semelhantes à da escravatura, o que é totalmente inaceitável: exploração, privação de liberdade e de documentos de identidade, obrigação de reembolsar uma dívida.

Ser vítima de tráfico causa sofrimentos físicos, mentais, emocionais e sociais extremos para elas e para as suas famílias. Ficam marcadas para a vida porque, muitas vezes, são tratadas com violência, ameaças, abusadas e violadas, encarceradas e forçadas à exploração sexual, sem contar a falta de protecção contra a contaminação e a propagação de SIDA.

Com que objectivo são exploradas as mulheres?

Exploração sexual e prostituição forçada, trabalho forçado na indústria, escravatura doméstica, trabalho forçado no sector agrícola, mendicidade forçada, casamentos arranjados, retirada de órgãos para o comércio ilícito, forçadas a transportar droga.

… e as crianças?

A vulnerabilidade das crianças pode ter diversas origens:

Primeiro, não são elas que decidem:

A pobreza arrasta algumas famílias muito pobres a “vender” as suas crianças, com a intenção de que a sorte delas seja melhor num país menos pobre. Isto degenera frequentemente e as crianças são vítimas de tráfico e de exploração.

As crianças, órfãs ou deslocadas pela guerra são, muitas vezes, tomadas pelos traficantes.

O mesmo acontece com as crianças de regiões onde houve uma catástrofe natural.

As crianças de famílias pobres e/ou deslocados fogem, muitas vezes, e arriscam-se a cair nas mãos de traficantes.

Com que objectivo são exploradas as crianças?

Exploração sexual: prostituição infantil e pornografia com características de pedofilia, escravatura, trabalho forçado na pesca ou na agricultura, implicação no tráfico de droga, recrutamento como crianças soldados, como corredores de camelos, à volta do Golfo Pérsico ou nos circos, mutilações para atrair a piedade quando pedem esmola, retirada de órgãos para o comércio ilícito.

Para além do terror, da violência e de outras formas de extrema crueldade, são privadas da vida familiar, da educação. São, por vezes, difíceis de identificar porque não compreendem o que lhes aconteceu e não podem explicar-se quando alguém tenta ajudá-las.

Internet para um vídeo:

www.secours-catholique.org/videos/index.php?theme=33 

Rezar, sensibilizar, advertir, lutar:

Cada um, cada uma, pode alguma coisa!


Traduzido e adaptado por: CAVITP (Comissão de Apoio à Vítima de Tráfico de Pessoas) da CIRP (Conferência dos Institutos Religiosos em Portugal)

As articuladoras da Rede para 2010/2011 ir. Claudete, ir. Gabriella, ir. Joanna, ir. Denise e ir. Beatriz

IV Encontro Nacional da Rede Um Grito pela Vida

Com a partecipação de 42 irmãs representante de diversas congregações religiosas de todo o Brasil realizou=se nos dias 14-17 de outubro de 2009 em São Paulo o 4º encontro nacional da Rede Um grito pela vida. Foram dias de compartilhar experiências das diversas atividades realizadas na linha de prevenção e entrentamento do tráfico de pessoas, de articulação da rede e aprofundamento sobre a tematica. 
Durante o encontro foi definido o plano de ação para os anos 2010 e 2011 e foi lançado o blog para a divulgação da rede www.umgritopelavida.blogspot.com
A vida religiosa reafirmou seu compromisso no entrentamento ao tráfico de pessoas.