quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Mesa Redonda “Fraternidade, Igreja e Sociedade - Eu vim para servir” e a reflexão sobre o Tráfico de Pessoas



Afrouxe as correntes, elas são pesadas”. (Santa Bakhita)

A REDE UM GRITO PELA VIDA, criada em 2006 por um grupo de Irmãs de diferentes Congregações, é um espaço aberto para que outras irmãs e irmãos da Vida Religiosa, assim como leigas/os, possam se aderir, apoiar e comprometer-se no enfrentamento da realidade do Tráfico de Seres Humanos, sendo atualmente uma forma moderna de escravidão e exploração dos corpos humanos. Este Crime Organizado Transnacional, cresce assustadoramente privilegiando entre suas vítimas: mulheres, crianças e adolescentes. Encontra-se entre as três fontes ilícitas de lucro na economia internacional.

Unidas/os como Rede que luta e grita pela VIDA, vamos dar um BASTA! É preciso que a VRC sinta o apelo de Deus a assumir com um novo ardor missionário e profético, essa realidade desafiadora.

É com alegria que convidamos vocês para participarem de uma mesa redonda que focará sua reflexão na Campanha da Fraternidade deste ano, com o tema e o lema: “Fraternidade, Igreja e Sociedade - Eu vim para servir”, e o Tráfico de Pessoas.

Seja você mais um/a integrante da Rede Um Grito pela Vida! Participe!

DATA: 07 de março de 2015
LOCAL: Educandário São José, das Irmãs do Imaculado Coração de Maria.
ENDEREÇO: Rua Belém, 129- Próximo da Estação do Metrô Belém.
TELEFONE: (11) 2 693-1378.
HORÁRIO: 08h30min a 12h00min.
ASSESSORIA: Dra. Cláudia Luna, Dra. Anália Ribeiro e Fernando Altemeyer.
ATENÇÃO: Favor fazer sua inscrição até dia 05/03/2015 pelo site da CRB/SP:  www.crbsp.org.br                                                                                
Irmã Inês da Costa Camargo, ftos. 
Assessora Executiva Regional da CRB, SP


Fones: (11) 3141-2566 e 3253-4168
Home-Page: www.crbsp.org.br / E-mail: crbsp@crbsp.org.br

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Somos milhões de luzes iluminando o mundo


A Rede Um Grito Pela Vida, Regional Amazonas/Roraima juntamente as Dioceses, Paróquias, Comunidades, Grupos do Regional Norte 1 celebraram o Dia Internacional de Oração e Reflexão contra o tráfico de pessoas.


Foi um tempo forte de oração pelas tantas pessoas vitimas da violência do tráfico humano e para aquelas que lutam incansavelmente para acabar com as redes criminosas. 

Equipe da Campanha da Fraternidade, Arquidiocese de Manaus.
Frei Paulo Xavier - Benjamin Cosntat


Área Missionaria Sagrada Família.



Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Presidente Figueiredo - AM
Paróquia de Careiro Castanho.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Somos luzes contra o tráfico de pessoas!

Vamos nos unir em um só grito e iluminar o mundo.

DIA INTERNACIONAL DE ORAÇÃO E REFLEXÃO SOBRE O TRÁFICO DE PESSOAS. 
ACENDA UMA VELA CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS
ENFRENTAR O TRÁFICO DE PESSOAS É COMPROMISSO DE TODAS/OS

O Tráfico de pessoas configura, em nossos dias, uma grande chaga social. Constitui uma das formas mais explicitas da escravidão do século XXI. Reflete profundas contradições históricas, nas relações humanas e sociais. Configura uma das piores afrontas à dignidade humana e uma das mais cruéis violações dos direitos humanos. 

Organizações da sociedade Civil, dentre elas a Rede “Um grito pela Vida” atua no enfrentamento ao trafico de pessoas, nas diversas regiões do país, articuladas em núcleos, integradas com as organizações eclesiais e civis, fomentando, promovendo e/ou participando de atividades e processos de prevenção e atenção às vítimas, e na incidência política, buscando instruir e instrumentalizar a sociedade, e coibir o crescimento da inserção das novas pessoas neste mercado do crime, que está entre as três formas ilícitas mais rentáveis do mundo: armas, gente e drogas.

Conforme as estimativas da organização Walk Free, cerca de trinta milhões de pessoas no mundo são vítimas de tráfico de pessoas. Trata-se de mulheres, crianças, adolescentes e homens submetidos a todas as formas de explorações: trabalho escravo, servidão domestica, adoções ilegais, mendicância, tráfico de órgãos, exploração sexual, para práticas criminosas.

As principais vítimas pertencem aos grupos mais vulneráveis: migrantes, mulheres, crianças e adolescentes, procedentes de regiões marcadas pela pobreza, instabilidade política e desigualdade econômica. A Organização das Nações Unidas contra o Crime (UNODC) em seu relatório global de 2012 aponta que no mundo inteiro, e não diversamente em nossa América Latina, a maioria absoluta das pessoas traficadas, 75%, são mulheres jovens e crianças e adolescentes, principalmente para exploração sexual.

Os empresários do tráfico de pessoas compreendem aliciadores e agenciadores que integram uma rede complexa e articulada que envolve inúmeras pessoas e instituições. O Brasil, país de origem, trânsito e destino desta prática criminosa, é responsável por 15% das pessoas exportadas da América Latina para a Europa.

O trafico de pessoas desvela a pecaminosa logica de um sistema que estruturado e sustentado nas desigualdades e na injustiça. É imprescindível um trabalho consistente de superação das causas do tráfico de pessoas. Não é possível apregoar a erradicação do tráfico de pessoas sem combater a escandalosa desigualdade socioeconômica que faz ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. Acoplados a esta causa estruturante, o tráfico de pessoas resulta de uma multiplicidade de outros fatores sociais, culturais, ideológicos e políticos expressos nos paradigmas etnocêntricos e patriarcais que perpetua as desigualdades de gênero e raça, nos fluxos de migração forçada, na pornografia midiatizada, no déficit da legislação e na impunidade.

Neste contexto de vulnerabilidades acumuladas, o enfrentamento ao tráfico de pessoas impõe a necessidade de um processo articulado de formação e mobilização social, capaz de eliminar as estruturas de exclusão e morte que o produzem e sustentam. A construção de uma sociedade sem tráfico de pessoas requer um processo permanente e incisivo de intervenção em todos os níveis e dimensões: na prevenção, na atenção e assistência as vitimas, na incidência politica e responsabilização dos culpados.

Essa tarefa se impõe a todas e todos nós: sociedade e Estado. Urge uma ação planejada, articulada para barrar essa chaga do corpo da humanidade. “ O tráfico de pessoas é uma chaga no corpo da humanidade, um crime contra a humanidade.(...) Uma derrota para o mundo. Todas as pessoas de boa vontade não podem permitir que milhões de mulheres, homens e crianças sejam tratados como objetos, enganados, violados, vendidos e revendidos, com diferentes fins, prejudicados no corpo e na mente, e depois descartados, abandonados ou assassinados. Isto é uma vergonha. Uma derrota para o mundo. Não pode continuar!.” (Papa Francisco)

Irmã Eurides Alves de Oliveira, ICM
Coordenadora da Rede Um grito Pela vida

Dia de oração contra o tráfico de pessoas


Núcleo da Rede Um Grito pela Vida acende velas contra o tráfico de pessoa
"Deus é a grande luz e nós pequenas luzes nessa missão de enfrentar o Tráfico Humano. Sigamos firmes em com nosso grito pela Vida!"
Missionários Saletinos - LUZ CONTRA O TRÁFICO HUMANO
Coordenação Rede Um Grito pela Vida
Red Kawsay

Francisco: Tráfico de pessoas é chaga vergonhosa e indigna da sociedade



Cidade do Vaticano (RV) – Após a oração mariana do Angelus, o Papa recordou que neste dia 8 de fevereiro, memória litúrgica de santa Josefina Bakhita, a Igreja celebra o primeiro Dia internacional de oração contra o tráfico de pessoas.


“Encorajo os que estão empenhados em ajudar homens, mulheres e crianças escravizados, explorados e abusados como instrumentos de trabalho ou de prazer e, com frequência, torturados e mutilados. Faço votos que os que têm responsabilidade de governo trabalhem com decisão para remover as causas desta vergonhosa chaga: é uma chaga vergonhosa indigna de uma sociedade civil. Cada um de nós se sinta empenhado em ser voz desses nossos irmãos e irmãs, humilhados em sua dignidade”, disse o Papa, rezando uma Ave-Maria com os fiéis na Praça S. Pedro pelas vítimas e suas famílias.
Além do apelo na Praça S. Pedro, o Papa aderiu à iniciativa acendendo simbolicamente uma luz no site lançado para a ocasião. É possível fazer o mesmo, acessando o endereço http://a-light-against-human-trafficking.info/
O primeiro Dia internacional de oração contra o tráfico de pessoas é uma iniciativa da União dos Superiores-Gerais masculinos e femininos, promovido pelos Pontifícios Conselhos da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes e da Justiça e da Paz, e da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.
Ainda no Angelus, o Papa Francisco recordou que Santa Josefina Bakhita fez a "dramática experiência" de ser vítima do tráfico de seres humanos quando criança. Ex-escrava sudanesa, tornou-se religiosa canossiana e em 2000 foi canonizada por João Paulo II. (BF)
Copyright Rádio Vaticano

Educadores rezam e acendem velas contra o Tráfico de Pessoas

ESCRITO POR CRB COMUNICAÇÃO LIGADO . PUBLICADO EM DESTAQUE
Por ocasião do Dia Internacional de Oração contra o Tráfico de Pessoas, os educadores do ESI- Santa Teresa fizeram um significante momento de oração e acenderam velas individuais contra o Tráfico de Pessoas.  Razão desta ação é que no domingo, 8,dia de Santa Bakhita, que foi vítima do crime, a Igreja convoca toda a sociedade a acender uma vela e rezar em vista do fim deste mal  que dizimas milhares de famílias no mundo.
Também neste domingo, o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, dom João Braz de Aviz, presidirá uma missa nesta intenção, em Roma. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Escritório da Organização das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (Unodc), as vítimas do tráfico para diversos fins, como exploração sexual, trabalho forçado, tráfico de órgãos e adoções ilegais, chega a 21 milhões, no mundo.
A Rede Talitha Kum, da Vida Consagrada contra o Tráfico preparou para o Dia Internacional de Oração um site onde aqueles que desejarem poderão acender a sua vela virtual em unidade com toda a Igreja e as pessoas de boa vontade que trabalham na luta pela erradicação deste mal.
Veja mais: 

Em Minas, educadores da Rede ESI debatem o tema da C. F 2015 e acendem velas contra o Tráfico de Pessoas


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Rede na Canção Nova - Realidade do Tráfico de Pessoas

O tráfico humano é uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo, que vitima aproximadamente 2,5 milhões de pessoas, segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
Kelen Galvan - Da redação - Site Canção Nova
cancaonova.com © 2002 – 2015
Dados oficiais mostram apenas uma parte da realidade, afirma a coordenadora da Rede Um Grito pela Vida, Irmã Eurides Alves de Oliveira / Foto: CRB Nacional
Dados oficiais mostram apenas uma parte da realidade, afirma a coordenadora da Rede Um Grito pela Vida, Irmã Eurides Alves de Oliveira / Foto: CRB Nacional
No Brasil, segundo dados oficiais do Ministério da Justiça de 2013, mais de 25 mil pessoas são vítimas desse crime. A grande maioria na região norte do país.
Mas, segundo a coordenadora daRede Um Grito pela Vida, Irmã Eurides Alves de Oliveira, os números mostram apenas uma parte da realidade.
A rede, criada há oito anos, é formada por religiosas e trabalha diretamente com o enfrentamento do tráfico humano. Atualmente conta com mais de 250 representantes, de diversas congregações, em 22 estados do país.
Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, a responsável fala sobre a realidade do tráfico humano no país e as ações de prevenção e assistência às vítimas deste crime.
Leia, abaixo, a entrevista na íntegra:
noticias.cancaonova.com: Diante do cenário atual brasileiro, quais os dados mais recentes sobre os casos de tráfico humano no Brasil?
Irmã Eurides Alves: Quando a gente fala de dados, estamos sempre falando de estatísticas oficiais que correspondem a uma parte da realidade. E a gente convive no Brasil com uma certa dificuldade de um banco de dados mais atualizado. Mas, o que nós temos recentemente do país são os dados do Ministério da Justiça, de 2013, que eles se baseiam nas fontes dos organismos internacionais e de pesquisas precárias que o país tem realizado.
Nós temos dados bem defasados. No Brasil hoje falam-se de mais de 25 mil pessoas em situação de tráfico humano para o trabalho escravo, mais ou menos 700 mulheres que atravessam anualmente as fronteiras internacionais do tráfico para fins de exploração sexual e falam-se de mais de 240 rotas de tráfico no país, das quais, mais de 60% corresponde ao tráfico interno (das cidades menores para as maiores, das regiões menos favorecidas para as de maior porte) focado sobretudo na exploração sexual de mulheres e crianças.
Falam-se também de um grande fluxo de tráfico nas fronteiras do país. Nós temos um diagnóstico de 2013, mas que não traz números exatos, mas aponta o país como o responsável por 15% do tráfico humano – ou seja, daquilo que a OIT fala de mais de 20 milhões de pessoas ao ano, somos responsáveis por 15% desse tráfico de fronteira dentro da América Latina.
noticias.cancaonova.com: Quais são as regiões mais afetadas no país?
Irmã Eurides Alves: Segundo os dados estatísticos oficiais, o Norte, seguido pelo Nordeste, Sudeste, Centro-oeste e Sul. Nessa escala.
Uma pesquisa bem defasada, porque a gente quase não tem como mensurar, até porque o conceito de rotas hoje migra muito. Sobretudo agora com esse fluxo migratório que estamos tendo, que é assustador. Não no sentido que é ruim, porque as pessoas têm o direito de ir e vir e correr atrás dos seus sonhos, mas a gente está tendo uma migração forçada muito grande nas fronteiras. Então as rotas migram muito, porque as pessoas tentam entrar onde conseguem maior facilidade, mas o mapa das rotas que nós temos (de 2002 a 2005) destaca a região norte com 76 rotas.
As estatísticas são importantes, quero afirmar isso, mas elas não são exatas. Porque na verdade há um estereótipo de que tráfico é coisa, normalmente, de pessoas mais vulneráveis, da miséria absoluta, e se criou um estereótipo de que isso está na região norte e nordeste do país, então o foco de pesquisa acaba sendo maior nessa região.
No sudeste há um grande número de vítimas do tráfico. Se pegamos os dados da Casa do Migrante de São Paulo, teremos, dentro do percentual que eles falam da migração, quase 70% de pessoas com histórias de vida que evidenciam tráfico humano. Mas elas não estão nas estatísticas de tráfico humano, estão nas estatísticas da migração.
Não estou dizendo que todo imigrante é [vítima do] tráfico, mas muitos dos indícios de migração, das pessoas que vêm, o tipo de trabalho que fazem, eles acabam tendo na sua história de vida, ouvida pelos agentes da Pastoral do Migrante e por nós também da Rede, na escuta, a história é “ipsis litteris” do tráfico de pessoas, mas como não tem uma estatística, não foi registrado. Como eles também têm dificuldade de se identificarem como vítimas, isso não entra nos órgãos oficiais.
Por isso, eu costumo dizer para o pessoal, esses são os números oficiais; na vida real você pode dobrar e triplicar, sem medo de errar.
Nossa briga com o Ministério da Justiça tem sido essa, para poder ultrapassar a estatística só com os números de inquéritos. Porque as pesquisas são feitas a partir das denúncias, e a gente tem no país uma cultura difícil, com pessoas que têm dificuldade de fazer as denúncias, até porque precisam se expor, lidar com questões de estereótipo, questões morais e uma burocracia imensa.
Nós divulgamos sempre os números de denúncia (100 e 180) e os números locais de cada estado. As denúncias cresceram de 2005 para cá, mas elas ainda são precárias.
noticias.cancaonova.com: A Campanha da Fraternidade do ano passado deu bastante visibilidade a essa questão do tráfico humano aqui no país. Na sua concepção, como a campanha contribuiu para mobilizar as consciências das pessoas com relação a essa problemática?
Irmã Eurides Alves: A Campanha da Fraternidade foi um ápice, porque é uma iniciativa da CNBB que tem muita credibilidade. Então ela foi um ápice no sentido que, o primeiro ganho foi dar visibilidade à questão e ajudar as pessoas a identificar as situações que configuram tráfico.
Ela provocou muita sensibilização e muitas organizações passaram a pautar o tema nas suas bandeiras de luta a partir da campanha.
Nós, como a Rede Um grito pela Vida, trabalhamos de manhã, tarde e noite, circulamos esse país de norte a sul. Nossa rede cresceu muito com a adesão de professores, pessoas do direito, assistentes sociais… fizemos um trabalho de capacitação dos agentes públicos, com conselheiros tutelares.
A Campanha da Fraternidade, do ponto de vista de chamar a atenção da sociedade, ajudar a superar a indiferença e a conscientizar sobre o problema, teve um salto muito grande. E provocou a adesão de muita gente para este trabalho, despertou muito na juventude a consciência de que o tráfico humano não é algo distante ou de alguns.
Muitas sugestões foram dadas pelas comunidades, sobretudo com linhas de fortalecer as políticas públicas de atendimento às mulheres e jovens, de fazer com que o governo estadual e federal consolide a criação dos núcleos de enfrentamento.
Inclusive, neste ano de 2015, numa avaliação que fizemos como rede, fechamos a campanha da fraternidade, a campanha da copa, e foi um “boom” de formação de consciência.
Agora a tentativa é sistematizar essas informações todas e fazer de 2015 um ano de pressão política, fazer chegar esse clamor, em forma de propostas e sugestões aos governos, para fortalecer a política pública de enfrentamento ao tráfico no país.
noticias.cancaonova.com: Quais as ações realizadas para buscar solucionar essa problemática no país, tanto em âmbito preventivo quanto de apoio às vítimas?
Irmã Eurides Alves: Vou falar a partir do poder público e depois da sociedade civil. A partir do poder público, há uma lentidão muito grande nas ações. O temos de conquista? De 2005 pra cá, já temos uma política de enfrentamento ao tráfico de pessoas e dois planos, um que foi de 2008 a 2012, que visava uma atuação mais efetiva do estado, sobretudo a implantação dos núcleos de enfrentamento nos estados e dos comitês de atenção às vítimas.
No período de 2008 a 2010 foi feita pouca coisa. Teoricamente, foram instalados 11 núcleos de enfrentamento, mas terminamos fazendo um balanço de funcionamento de dois ou três.
A partir de 2012, nós construímos, com a participação mais efetiva da sociedade civil, a partir de uma avaliação muito séria da morosidade do estado, o segundo plano de enfrentamento ao tráfico. E desde então, houve um pequeno avanço.
Hoje temos 17 núcleos de enfrentamento nos estados do país, destes, 60% funcionam razoavelmente do ponto de vista de acolher as denúncias, da confecção de material e de realização de alguns seminários em pontos estratégicos, sobretudo nessa linha das fronteiras, tem feito algumas capacitações de agentes públicos, mas é muito moroso.
O grande limite do estado é o atendimento às vítimas. Hoje o estado praticamente não tem casas-abrigo para vítimas de tráfico. O que se divulga é que só tem três abrigos em nível de Brasil. Na maioria das vezes, as vítimas são colocadas nos espaços da ONGs ou recorre-se à secretaria das mulheres, e elas são acolhidas nos mesmos abrigos das mulheres que sofrem de violência doméstica.
Do ponto de vista da sociedade civil, nós temos poucas organizações que trabalham a questão do tráfico, mas podemos citar, do ponto de vista mais eclesial, a Rede um Grito pela vida, a pastoral da mulher marginalizada, temos uma parceria grande com o pessoal da mobilidade humana – que não tem como foco específico o tráfico humano, mas tem um vínculo muito grande.
O trabalho que é realizado é praticamente em três viés. Um trabalho intenso de prevenção, e isso se dá muito através da capacitação, com cursos, seminários e oficinas com todo tipo de público. Temos investido grande força na questão da educação, ido nas escolas, trabalhado com a juventude e com as comunidades. Temos feito um trabalho enorme de mediação dos casos, ouvido as histórias, incentivado e acompanhado as pessoas, ido junto para fazer os registros, e tentado tornar o trabalho intersetorial, buscando envolver várias secretarias nesse atendimento, como é o caso dos conselhos tutelares, buscamos trabalhar em conjunto com eles, a secretaria de assistência social e também as universidades, para ampliar a formação da consciência dos profissionais que estão saindo para trabalhar na sociedade.
E a outra luta grande é no sentido de ocupar os espaços nesses comitês de enfrentamento que existem no estado e de participar ativamente com sugestões, com cobranças e com mobilizações para que o governo avance na questão sobretudo do atendimento às vítimas e um maior rigor na punição dos culpados.
Como rede não temos nenhuma casa abrigo, o que fazemos é quando aparece o caso fazer a mediação para conseguir onde colocar essa pessoa. Às vezes num espaço público ou se tiver uma congregação que atua mais diretamente com essa realidade.
noticias.cancaonova.com: O Papa Francisco tem manifestado sua preocupação constante com o tema. Tendo em vista a importância da figura do Papa, que diferença esses apelos constantes têm feito para a mobilização no combate ao tráfico humano?

Oração contra o tráfico de pessoas - Memória de Santa Bakhita





Primeiro plano para o dia 08 de fevereiro

Acenda uma luz contra o tráfico de pessoas

O dia 8 de fevereiro é o primeiro dia mundial de oração e reflexão contra o tráfico de seres humanos e a exploração sexual”.

Roma (Itália). O dia 8 de fevereiro é o primeiro dia mundial de oração e reflexão contra o tráfico de seres humanos e a exploração sexual”. A data foi escolhida porque coincide com a festa de Santa Giuseppina Bakhita, sudanesa nascida em 1869, que tornou-se religiosa canuciana depois de ter sido libertada da escravidão.

A iniciativa é promovida pelas Uniões Internacionais feminina e masculina dos Superiores Gerais (UISG e USG) que interpelam a agir «tornando próprio o apelo do Santo Padre e apoiados pessoalmente por ele.

O dia tem como título “Acende uma luz contra o tráfico”. Na conferência de imprensa para apresentar o dia do último 03 de fevereiro, contou com a presença dos três cardeais do Dicastérios do Vaticano patrocinadores do dia, João Braz Aviz (Congregação para os Institutos de vida consagrada e as Sociedades de vida apostólica), Antonio Maria Vegliò (Pontifício conselho da Pastoral para os migrantes e os Itinerantes) e Peter Kodwo Appiah Turkson (Pontifício conselho da Justiça e da Paz); além de Ir. Carmen Sammut, Presidente da União internacional das Superioras Gerais, em representando também da União dos Superiores gerais e Ir. Gabriella Bottani, coordenadora de Talita Hum, rede internacional de religiosas e religiosos contra o tráfico de pessoas, que já apresentou uma campanha em maio passado no Vaticano. Trouxeram seu testemunho, além de, Ir. Valéria Gandini de Palemo e Ir. Imelda Poole, albanesa, coordenadora de Talitha Kum na Europa.

O tráfico de seres humanos «é uma das piores escravidões do século XXI» e «em relação ao mundo inteiro», se lê no comunicado dos religiosos. Segundo a Organização internacional de trabalho (Oil) e o Escritório das Nações Unidas contra a droga e o crime (Unodc) cerca de 21 milhões de pessoas, muitas vezes pobres e vulneráveis, são vítimas do tráfico com o objetivo de exploração sexual ou trabalho forçado, remoção de órgãos, a mendicidade forçada, servidão doméstica, casamento forçado, adoção ilegal e outras formas de exploração. A cada ano 2,5 milhões de pessoas são vítimas de tráfico de seres humanos e redução à escravidão; 60% são mulheres e menores. Muitas vezes sofrem abuso e violência sem precedentes.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Rede Um Grito Pela Vida - Regional Amazonas/Roraima participa de programa de Rádio Dia Internacional de oração e reflexão contra o tráfico de pessoas.

Na tarde do dia 02/03 a Rede Um Grito Pela Vida, Regional Amazonas / Roraima (Ir Rose.) Participou do Programa na Rádio Rio Mar, o Programa E Produzido e apresentado POR Francilma Grana, that Trouxe Presente o Tema: Dia internacional de Oração e Reflexão Contra o Tráfico de Pessoas. Acenda Uma luz contra dia o tráfico de Pessoas, convocado cabelo Papa Francisco 8 de fevereiro de 2015.

No Programa das 14h à 15h foi Falado Sobre Toda proposal de Oração e Reflexão da Realidade fazer tráfico de Pessoas, Bem Como Toda Programação Que Será realizada no amazonas e Arquidiocese de Manaus.
FOI Feito hum momento orante Pelas Vítimas das Diversas Modalidades de tráfico humano.

No dia 8/02 Na Igreja São Sebastião, Centro de Manaus, Sera Feito Uma prece NAS sete celebrações, Bem Como na Catedral Metropolitana de Manaus, em Diversas comunidades Onde Cada Membro da Rede Um Grito Pela Vida ESTÁ inserido. Todos Os Padres were conclamados a celebrar NAS comunidades e paróquias, num intensão especial parágrafo este dia. Numa grande Corrente, acendemos Uma luz contra o tráfico de Pessoas.

Rede Um Grito Pela Vida - Regional Amazonas/Roraima.

    Acende uma luz contra o tráfico de pessoas.

A equipe esteve reunida para planejar as atividades em vista do dia Mundial de oração contra o tráfico de pessoas. Foi feito articulação com diversas Dioceses do Regional Norte 1, Padres, Vida Religiosa Consagrada, leigas e leigos para incluírem na celebração do domingo dia 8 de fevereiro. Em muitas comunidades será feita a vigília em comunhão mundial.

No dia 3/02 uma entrevista na Rádio Rio Mar para divulgar as atividades e convocara todos e todas para esta grande corrente de oração.
A Paróquia São Sebastião incluirá a intenção nas sete celebrações do domingo dia 8/02.Que este dia renove na comunidade humana a luta contra o tráfico de pessoas.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Programação Oficial EM ROMA - JORNADA DE ORAÇÃO CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS

2 de Fevereiro
O site com os materiais será disponibilizado: 
www.a-light-against-human-trafficking.info 

3 de Fevereiro
  Coletiva de imprensa no Vaticano

6 de Fevereiro
 Vigília de Oração 

8 de Fevereiro
 Missa celebrada pelo Card. Joao Braz de Aviz 
e participação da oração do Angelus.



Continuamos juntas em nossa ação: “Não mais escravos, mas irmãs e irmãos”. 

PRECE CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS


Quando ouvimos falar de crianças, homens e mulheres enganados e levados a lugares desconhecidos com a finalidade da exploração sexual, trabalho forçado e venda de órgãos, nossos corações se desesperam e o nosso espírito se entristece, porque a sua dignidade e os seus direitos são ultrajados com ameaças, falsidades e violência. Oh, Deus, ajuda-nos a contestar com a nossa vida cada forma de escravidão. Juntamente com Santa Bakita, Te pedimos para que o tráfico de pessoas tenha fim. Doa-nos a sabedoria e a coragem para fazermo-nos  próximos de todos os que foram feridos no corpo, no coração e no espírito e, assim, jutos, possamos realizar a tua promessa de vida e de amor terno e infinito por estes nossos irmãos e nossas irmãs explorados. Toca o coração dos responsáveis deste grave crime e sustenta o nosso compromisso para a liberdade, teu dom para todos os teus filhos e filhas. 
08 DE FEVEREIRO - DIA INTERNACIONAL DE 
ORAÇÃO E REFLEXÃO CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS

Dia Internacional de Oração Contra o Tráfico de Pessoas




O tráfico de seres humanos “é um flagelo e uma ferida aberta da sociedade contemporânea”. (Papa Francisco)



O dia 8 de fevereiro foi assinalado pelo Papa como o Dia Internacional de Oração Contra o Tráfico de Seres Humanos. Esta iniciativa iniciativa promovida pelos Pontifícios Conselhos dos Migrantes e da Justiça em parceria com a União Internacional dos Superiores Gerais está mobilizando as congregações e a sociedade para ações que chamem a atenção do mundo para esse problema que devasta tantas vidas.


A Rádio Vaticano divulgou que a ação vem ao encontro do apelo de Francisco para que se combata o tráfico de seres humanos e que se crie uma rede de proteção às vítimas. “Desde o início do pontificado, o Papa denunciou mais de uma vez o tráfico de seres humanos como um crime contra a humanidade”, destaca uma nota (em italiano) do Pontifício Conselho de Justiça e Paz.

A Rede Um Grito pela Vida, parte integrante de Thalita Kum, se prepara para esse importante dia em que todas/os estão convidadas/os a acender uma luz contra o tráfico de pessoas.



Queridas irmãs e irmãos, 


Estamos dando continuidade ao planejamento para celebrar o primeiro Dia Internacional de Oração e Reflexão contra o tráfico de pessoas, partilhando com vocês o que a equipe de Talitha Kum em Roma vem organizando. Podem usar o material com liberdade e criatividade. Disponibilizaremos os materiais no site que será acessível a partir do dia 2 de fevereiro de 2015.

www.a-light-against-human-trafficking.info

Disponibilizaremos uma oração breve em diferentes línguas e uma mais comprida em italiano, inglês, francês, espanhol e português. 

A Coletiva de Imprensa será no dia 3 de fevereiro, seria interessante se vocês pudessem divulgar na imprensa esta inciativa.

Pedimos vossa ajuda para divulgar este evento e todo o material produzido junto com sua conferência nacional dos Bispos e dos Religiosos, mosteiros, comunidades, organizações ou pessoas que tenham nossa mesma finalidade de enfrentar o tráfico de pessoas. 

Ainda uma palavra sobre o site, que será interativo. Para acessar o site será necessário clicar no mouse para acender a vela. Também há a possibilidade de participar da ação ao acender uma luz contra o tráfico de pessoas enviando endereço de e-mail e escolhendo o país. Cada quantidade de participação irá mudar a cor do país no mapa, iluminando o mundo. Haverá a possibilidade de enviar fotos do momento de oração para serem publicadas. A oração pode ser individual, em grupo ou em comunidade.  No site haverá uma página titulada “sinais de esperança e Liberdade”, onde junto à história de Santa Bakhita teremos a possibilidade de divulgar histórias (breves) e significativas. Contamos com a ajuda de todas. Receberemos os materiais nas seguintes línguas: inglês, italiano, português, espanhol e francês.

Endereço e-mail:  alightagainsthumantrafficking@gmail.com


Programação Oficial EM ROMA

2 de Fevereiro: o site web será disponibilizado:

www.a-light-against-human-trafficking.info 

3 de Fevereiro:  Coletiva de imprensa no Vaticano
6 de Fevereiro: Vigília de Oração 
8 de Fevereiro: Missa celebrada pelo Card. Joao Braz de Aviz e participação da 
oração do Angelus.


Continuamos juntas em nossa ação: “Não mais escravos, mas irmãs e irmãos”. 


The Talitha Kum team:

Sr. Gabriela Bottani, Director
Sr. Elisabetta Flick
Sr. Marie Lemert
Sr. Raquel Diaz
Sr. Albertina Pauletti

Sr. Aurelia Agredono



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Rede Um Grito Pela Vida - Regional Amazonas/Roraima participa da caminhada da Paz.


No dia primeiro de janeiro de 2015 as comunidades do Setor 9 da Arquidiocese de Manaus, realizaram a caminhada da paz.

Com o tema "Não mais escravos, mas irmãos" a grande multidão foi motivada a rezar pela paz, celebrar a vida, onde cada uma, um é convocado a ser construtores, construtoras da paz.
A Rede Um Grito Pela Vida, marcou presença, denunciando e conclamando a todas, todos para o grande mutirão na construção da PAZ.

Nosso agradecimento ao grupo de jovens que fez uma belíssima peça de teatro trazendo presente a triste realidade do tráfico de pessoas, e o convite para somarmos força no enfrentamento a este crime que viola a vida de tantas pessoas.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Hino Ofcial da Campanha da Fraternidade 2015


1. Em meio às angústias, vitórias e lidas,

no palco do mundo, onde a história se faz (cf. GS 2),

sonhei uma Igreja a serviço da vida.

/:Eu fiz do meu povo os atores da paz!:/



Quero uma Igreja solidária,

servidora e missionária,

que anuncia e saiba ouvir.

A lutar por dignidade,

por justiça e igualdade,

pois "Eu vim para servir" (Mc 10,45).



2. Os grandes oprimem, exploram o povo,

mas entre vocês bem diverso há de ser.

Quem quer ser o grande se faça de servo:

/:Deus ama o pequeno e despreza o poder:/



3. Preciso de gente que cure feridas,

que saiba escutar, acolher, visitar.

Eu quero uma Igreja em constante saída (EG, 20),

/:de portas abertas, sem medo de amar!:/



4. O meu mandamento é antigo e tão novo:

Amar e servir como faço a vocês.

Sou mestre que escuta e cuida seu povo,

/:um Deus que se inclina e que lava seus pés:/



5. As chagas do ódio e da intolerância

se curam com o óleo do amor-compaixão (cf. Lc 10,29ss).

Na luz do Evangelho, acende a esperança.

/:Vem! Calça as sandálias, assume a missão!:/